FUGIR
Romeu Prisco
Fujo das mulheres e dos homens
Fujo dos amigos e dos inimigos
Fujo das crianças e dos adultos
Fujo dos inocentes e dos culpados.
Fujo do céu, do mar e da terra
Fujo do sol, da lua e das estrelas
Fujo do campo, das flores e dos jardins
Fujo dos aromas, dos odores e dos sabores.
Fujo das emoções e dos sentimentos
Fujo do amor, do ódio e do bem-querer
Fujo dos sonhos, das ilusões e das paixões
Fujo da guerra, da paz e das lutas.
Fujo da mentira, da verdade e do pecado
Fujo das igrejas, dos bordeis e dos cemitérios
Fujo da claridade do dia e da escuridão da noite
Fujo da morte e da vontade de viver.
Fujo, enfim, de tudo e de todos
Tal como o diabo foge da cruz
Só não consigo fugir de mim mesmo
De quem sou eterno prisioneiro !
Romeu Prisco
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Romeu Prisco
Publicado no Recanto das Letras em 18/07/2006
Código do texto: T196435
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28/03/2008 14h55 - Suzette Rizzo
Não conhecia suas poesias e fiquei encantada. 'Fugir' é sensacional, amigo!Todas são belíssimas. Adorei as declamações
na voz forte e bonita. Ainda ficarei por aqui algum tempo para ver bem mais, porém desde já quero lhe dar meus parabéns. Estou amando, viu?
Beijo grande
02/08/2006 22h30 - Adriana Romano
Oi Plínio, boa noite.Comentei a anterior, vou para essa Está muito boa a sua interpretação, falta mesmo aumentar um pouco o volume, nada mais a acrescentar. Abraço da
Adriana
Só não consigo fugir de mim mesmo
De quem sou eterno prisioneiro ! Pois é... como fugir dessa flecha atingida
numa mecha tingida? Seria na fuga a busca de um tanto de calma
num corte da alma ? Bela poesia e interpretação. Parabéns