Áudio
O Cavalo e a Borboleta
Publicado por: Alexander Chrysóstomo Dias
Data: 18/04/2008
Créditos:
O cavalo e a Borboleta / Texto Por Alexander C. Dias (Música The doors /House Of The Rising Sun

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Texto

O cavalo e a borboleta

Ruas e estradas se confundem com um cenário louco...
No final da estrada vejo uma mão jovem acenar...
Olhos pálidos pele branca, nenhum destino ela segue...
Ninguém hoje pode acordar seus instintos...
Olhos pálidos e cansados seguem rumo as suas próprias aventuras...
O céu está chorando e estamos falando do passado...
Luzes cortam o céu e o velocímetro marca 180 km...
As gotas formam desenhos no vidro...
Tempo se encarrega de trazer nossos melhores prazeres...
Acendo o cigarro dos sonhos e sorrimos sob a serpente longa...
Viajamos nas nuvens das fumaças alucinantes...
Em meio aos sorrisos mãos se tocam e sob transe louco elas se beijam sem parar...
Olhos atentos sob a serpente em quanto ás lágrimas caem sobre o vidro...
Seus desenhos estão mudados vejo corpos molhados sendo penetrados...
Uma volta e meia na serpente louca sem fim que se lava nas lágrimas do céu...
Em quanto falamos de faces estranhas tentamos esconder a fome...
Seguindo rumo ao mesmo lugar em que todos são camaleões...
A fogueira estava acesa e a menina estava com as mãos ocupadas...
Estavam todos loucos e o dia nem sonhava em chegar...
Abrimos as portas da velha casca seguramos nossas vaidades e entramos no velho casulo...
As paredes rodavam e os olhos pareciam fixos em uma só direção...
Conhecidências do acaso se passavam como simples deja-vu...
Nenhuma testemunha estava ali para importunar...
O cavalo amarrado inclina-se em quanto à lagarta sai do casulo...
Mais um tabaco forte e mãos se encontram novamente...
Deslizando pelas coxas encontro o esconderijo perfeito para o espião...
Seus lábios mostram a satisfação de um momento estático...
A platéia observa a borboleta voar suavemente sob o cavalo...
O homem de gravata observa a borboleta...
A mulher de sorriso dourado bebe a água do homem branco...
Os dragões cospem suas fumaças e transformam o cenário perdido...
Os gafanhotos chegam com suas asas envenenadas...
Do outro lado do muro um homem observa...
O livro negro estava sob a mesa e o homem de gravatas bebia...
Sorrimos no momento e colocamos sob a mesa sorrisos verdes com fumaças coloridas...
As fotos na parede anunciavam a música do homem lagarto...
Mais alguns copos e a fumaça me leva, e me entrego por completo...
Vamos falar mentiras para nossos egos...
Mudamos a direção e o vento soprava nossas vaidades...
O lobo encontrou a fêmea no cio e uivaram alucinados...
A fome foi saciada e novamente sob a serpente ouço a voz do homem lagarto...
As luzes de mentira ficaram para trás e algumas histórias perderam-se sob a fumaça...
O desenho no vidro lembra-me a borboleta solitária...
O pai surge por trás das montanhas e a serpente adormece...
Assim o cavalo parte para mais um lugar onde as serpentes sejam longas e existam borboletas...
Onde os dragões joguem suas fumaças, onde á água tenha o sabor forte e a alegria seja verde com sorrisos loucos e sacanas.


Alexander Chrysóstomo Dias
Publicado no Recanto das Letras em 18/04/2008
Código do texto: T950912

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Sobre o autor
Alexander Chrysóstomo Dias
Rio de Janeiro/RJ - Brasil, 36 anos, Escritor Amador
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