TEMPESTADE
27/10/05
Ah, eu amo tempestades!
Quando o céu vai escurecendo,
ficando cinza, às vezes verde, às vezes castanho,
As nuvens correm rápidas, formando desenhos lindos,
Numa dança espetacular de cores e velocidade,
Com ritmo e formas diversas...
O ar fica fresco e frio, trazendo perfumes diversos,
E o vento vai trazendo pedaços de coisas que encontra pelo caminho,
Fazendo um caleidoscópio de formas e texturas único!
Os raios cruzam os céus,
em fagulhas de energia concentrada,
Brilhando, acendendo o negrume entre as nuvens,
E então vem o ronco do trovão, reverberando pelo espaço,
Mostrando como é imenso nosso céu,
mesmo parecendo tão limitado...
Então ela começa devagar,
alguns pingos rápidos mas tímidos,
Que vão tomando conta de tudo, lavando tudo ...
Mas então diminui, como se estivesse esperando,
se concentrando
E então deságua...
Vem com força, com pressa, urgência,
Parece não ter mais tempo a perder,
E se solta, com vontade, livre, limpa, firme,
Enquanto os raios e trovões fazem coro,
Se descortinando, doando, aliviando...
E em pouco tempo se vai...
Tudo então fica calmo, limpo, claro...
Apenas alguns trovões esparsos, longínquos, ainda se ouve
Levando embora o lindo espetáculo de força imensa.
Tudo quieto, calmo, parecendo pensar e respeitar tal força,
Verdadeiro espetáculo da natureza.
Ah, como os meus sentimentos se parecem com as tempestades...
Edilene Barroso
Publicado no Recanto das Letras em 18/09/2006
Código do texto: T243580
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