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Sobre o autor
José Lindomar Cabral
Parnamirim/RN - Brasil
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 27/11/09 03:37)

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Perfil
... Sou um homem sem religião, mas com Deus, ou seja, que conhece O Senhor (nenhum outro nome Lhe cairia melhor do que este - O Senhor - porquanto tudo Lhe pertence), o Todo-Poderoso, face a face, como um homem conhece a outro seu igual, e não apenas de ouvir dizer...
Nasci em Açu, pequena e marasmenta cidade do Rio Grande do Norte, num dia qualquer do mês de maio de um ano para o qual nunca dei a mais mínima importância... Alí a vida era mais besta do que em Itabira, com a desvantagem de que os açuenses comem com estardalhaço... E o tal marasmo às vezes tornava-se tão denso, intenso, que eu, que detesto me aborrecer e me perder à francesa do humour, tirava hilariantemente proveito do fato, fabricando com este - com o tédio - grandes e acinzentados bonecos de aborrecimento à guisa de neve, da neve da qual os avós na banda larga e lusitana do meu sangue só faltam até hoje se transformar em coágulos de tanta saudade que estes, no interior latejante de minhas veias, sentem da mítica e famosa cidade de Belmonte, Portugal...
Fiz bacharelado em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte... Porém, não exerço a profissão por puro idealismo, pois jornalismo, pra mim, é um solidário serviço de utilidade pública e não esse abominável e submisso meio de manipulação ideológica que se vê hegemonicamente por toda parte em defesa do invisível, ocultista, illuminati e reptiliano Governo Secreto do mundo, em cujas mãos os visíveis governantes das nações, inclusive da nossa, não passam de meros fantoches...
Sou doido por reticências... por advérbios... (e por parênteses também)...
Escrevo desde sempre: ainda no ventre de minha mãe, de onde saí sem a menor vontade, parece que estou agora a me ver, já em avançado estado de feto, escrevendo nas úmidas e maleáveis paredes uterinas versos muito mais proveitosos e contemporâneos do futuro que aqueles escritos na areia, para Cibele, para a deusa Cibele, que entrementes era chamada astuta e sincreticamente de Maria pelo autor dos mesmos, o tal de padre José de Anchieta, que nas horas mortas da noite ocupava-se em encher o oco pau mole daquelas larápias e pseudo-santas esculturas barrocas com tudo quanto era tipo de pedras preciosas antes de enviá-las discretamente ao murídeo Vaticano...
Ah, sim, ia esquecendo: Eu também, a respeito do antropofagismo, se fosse índio, teria agido como os Tamoio, entenda-se, comido o bispo que tinha sobrenome de peixe - Sardinha - e carne de porco...
Sou casado e fiel a minha esposa, pois nela vejo resumidas todas a mulheres do mundo...
Atualmente resido em Parnamirim-RN...
Primeiro aprendi a pensar e a ver por mim mesmo, e depois inaugurei minha própria e eclética temática (eclética, mas não em demasia, a ponto de romper o tênue fio da trama premeditada que liga - às vezes por meio apenas da sintaxe que me é peculiar - um poema a outro poema), temática esta simultaneamente canibal e autofágica, para só então começar a mostrar a cara dura, vária e multifacetada do que escrevo...
Assino assim os meus escritos: José Lindomar Cabral.


Última atualização em 27/11/09 03:37
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