Sobre o autor
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Wasil Sacharuk
Pelotas/RS - Brasil
450 textos (2941 leituras) 27 áudios (436 audições) 4 e-livros (158 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/11/09 07:42)
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Perfil
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Olá, sou Sacharuk, gaúcho, filósofo por amor, professor por subsistência, compositor do grupo Audiverimus e poeta amador e distraído.
Foi somente a palavra que me garantiu um pequeno grau de distinção dos outros bichos. A timidez me confinou à eterna tentativa de domar os instintos enquanto Aristóteles me assombrava com aquela idéia de animal político. E eu não encontrava em mim mesmo tanta politicidade quanto animalidade.
Ainda questiono se sou realmente capaz de integrar uma sociedade e constituir um Estado. É pela palavra o único acesso que tenho ao mundo das pessoas... Por ela sou facilmente influenciado e posso tentar influenciar. É ela que me faz distinguir o meu bem do meu mal e disfarço a imoralidade. Modelo o pensamento seguindo signos confusos que gritam no meu cérebro. Mas, o mais significativo para mim é que pela palavra dou nomes, ou melhor, alcunhas, aos meus sentimentos, valores (quais?).... Ao menos, os nomes distinguem as coisas umas das outras e selam suas diferenças. Todos precisamos de rótulos para ser animal político.
Fico no mesmo barco do Rousseau: não sei se preciso pensar para encontrar as palavras ou encontrar as palavras para pensar. Tudo no meu mundo é tão abstrato que só toma forma quando eu falo, quando escrevo... e se não falo ou escrevo, me escondo.
Penso que toda essa complexidade que se sintetiza num ser vivente, do tipo social, se reveste da textura material das palavras e é mal-compreendida. Como escreveu Lispector: "Inútil querer me classificar... eu simplesmente escapulo... gênero não me pega mais..."
Toda linguagem não dá conta da minha abstração. Brinco com os clichês só para ver se entendo os rótulos. E na minha poesia, ingênua e simples, eu faço minha catarse. E com ela ainda sou bicho... e nem gênero e Aristóteles me pegam mais.
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Pois é... eu já escapuli do trabalho, da morte, da vida, de ser e de crer.
Talvez eu tenha sido gerado e nascido numa atmosfera de tensão, e como criança com sede de aprender, registrei o transtorno que causei. Esse infeliz arquivo do inconsciente é, provavelmente, o que gera as limitações que me acompanham ao longo da existência e contamina minha natureza e minha interação com o mundo. E essa mesma reação do nascimento se repete nos momentos decisivos da vida.
A manifestação da minha natureza se contrapõe às influências desse mundo que todos os dias muda de figura. O meu distanciamento é o preço que pago para tentar me adaptar.
A necessidade insistente de responder e gerar soluções nesse meio materialista de identificação em que vivo, coroado por um sistema de valores meramente ornamentais, só me distanciam ainda mais.
Como qualquer outro, eu preciso ser livre. Encarar os meus demônios é, talvez, a dificuldade maior. Mas, quando as portas de acesso a mim mesmo lentamente se abrem, a luz ora acende, ora apaga e, ocasionalmente, se torna ofuscante. Essa é minha oportunidade de mudar.
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Mago das Letras
Delegaram-me uma alcunha
o tal de Mago das Letras
e confirmei na minha poesia
que não sou dado a mutretas
Quando a rima conversa
e declama
a arte honesta
é reversa
engana
Aprendi a matar leão à unha
sem precisar fazer careta
sou fechado contra bruxaria
abati o boi-da-cara-preta
Quando a sina engasga
retranca
o mesmo poema
que rasga
destranca
Quem me conhece é testemunha
que já vi o céu e a sarjeta
roubei o norte da estrela guia
tão ligeiro como um cometa
Quando a vida reclama
esperança
a história escrita
na lama
descansa
Nenhuma questão me acabrunha
nos versos a vida esquenta
dos reversos eu faço alquimia
em toques de tecla ou caneta
Quando a musa canta
não cansa
a deusa das letras
que dança
encanta.
Wasil Sacharuk
novembro 2009
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Quem sou eu?
Não diria que sou poeta
Mas diria que sou obtuso
Sou um cara complicado
Sou pai do Paulo Ricardo
Minha hora perdeu o fuso
Tenho uma vida completa
Mas eu não sou da mutreta
Procuro por discernimento
E lembrei nesse momento
Sou também pai da Preta
E Dhenova é minha musa
Que inspira minha canção
Eu adoro carinho e meiguice
Sou também pai da Felice
E sou vasto na imensidão.
Wasil Sacharuk
Site do Escritor
Última atualização em 26/11/09 07:42