Sobre a autora
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Rafi Andrade
Santa Luzia/MG - Brasil, 15 anos
45 textos (1737 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 27/11/09 06:47)
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Perfil
Sou poeta, sou atleta da dor.
Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca, porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio. Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que triste. Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada, mesmo que distante, porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade. Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos, porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo. Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço. Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada, porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso. Que eu me lembro ter dado na infância, por que metade de mim é a lembrança do que fui, mas a outra metade eu não sei. Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito e que o teu silêncio me fale cada vez mais, porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço. Que a arte nos aponte uma resposta mesmo que ela não saiba e que ninguém a tente complicar, porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer, porque metade de mim é a platéia a outra metade é a canção. E que a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor e a outra metade também.
Última atualização em 27/11/09 06:47