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Texto

POETAS LATINOS: PUBLIUS SIRUS --------------------------- O POETA DAS MÁXIMAS “Viver na ignorância do que aconteceu antes de nascermos é ficar para sempre na infância. Pois qual é o valor da vida humana se não a relacionarmos com os eventos do passado que a história guardou para nós?” (Cícero) Publius Sirus, poeta moralista latino, nasceu na Síria e viveu em Roma no século primeiro antes de Cristo. A vida deste poeta é quase desconhecida; alguns pesquisadores conjecturam que ele quando menino foi adotado como escravo por um rico romano, por julgá-lo muito bonito e inteligente. O romano lhe achou tão inteligente que se determinou a lhe dar uma educação aprimorada. Tempo depois, concedeu a liberdade ao poeta. É bem mais que provável que o nome Sirus indique-lhe a origem, pois, na época, era uso, dar-se ao escravo o seu gentílico como nome próprio. Quando Publius tornou-se poeta conhecido, Sirus passou a ser usado como apelido. O primeiro nome, com certeza, foi tomado ao senhor que o tornou livre. Como poeta Plublius adotou a forma de mimos, que eram farsas (uma espécie da comédia) cujos atores representavam-nas de pés descalços (planis pedibus, id est, nudis). Os mimos tinham a finalidade de divertir e não de instruir, e eram, na sua maioria, imorais. Publius e Laberius diversificaram e introduziram nos mimos um elemento moralizador: as máximas. A obra de Publius é uma coletânia de máximas, extraídas de seus mimos, que, aliás, grande parte se perdeu. Grandes autores as citavam, como, por exemplo, Sêneca. Nas escolas eram usadas como exercícios de leitura, quer por serem de latinidade pura, quer pelo seu conteúdo moral. As máximas preservadas são em número de oitocentos e cinqüenta e sete. Porém, dentre elas, muitas pela sua qualidade inferior, parecem ter recebido remendos posteriores por parte dos copistas. AS SENTENÇAS O bom pai cumpre adorá-lo, O pai ruim suportá-lo. Basta mil vezes um dito Para um desgosto infinito Em matéria de ofender, Antes ser réu do que autor. Sentenciar num momento, Só traz arrependimento. O mal que a outrem molesta Nunca tomes por festa. Facho que arde e peito que ama, Quanto mais se agita, mais se inflama. Amar e juízo ter, Só em Deus se pode ver. Estamos interessados nos outros, Quando eles se interessam por nós. ®Sérgio ____________________ Agradeço a Se |
| Ricardo Sérgio |
| Publicado no Recanto das Letras em 09/05/2008 Código do texto: T982830 |
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Sobre o autor

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Ricardo Sérgio
Campo Grande/MS - Brasil, 60 anos, Escritor Amador
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