![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() |
Texto

ABRAÃO Os livros sagrados revelam que Deus apareceu a Abraão quando este já beirava os noventa anos de idade, prometendo-lhe que sua mulher Sara teria um filho, e ordenando-lhe também que se circuncidasse, bem como toda a sua posteridade, em sinal da aliança que estava sendo feita naquele momento. O tempo passou, e mais tarde, quando Isaac, o filho de Abraão, completou 25 anos de idade, Deus ordenou que o rapaz lhe fosse oferecido em sacrifício como demonstração e prova de fé por parte do patriarca. Este não hesitou, e quando estava a ponto de realizar a vontade do Senhor, um anjo segurou o seu braço e impediu que desse o golpe fatal (ilustração). Sobre esta passagem, está escrito em Gênesis, 22 -1/19, que Deus chamou Abraão e este respondeu: “Eis-me aqui!”. Prosseguindo, relata a Bíblia: Deus então disse: “Toma teu filho, teu único filho a quem tanto amas, Isaac, e vai à terra de Moriá, onde tu o oferecerás em holocausto sobre um dos montes que eu te indicar”. No dia seguinte, pela manha, Abraão selou o seu jumento. Tomou consigo dois servos e Isaac, seu filho, e tendo cortado a lenha para o holocausto partiu para o lugar que Deus lhe tinha indicado. Ao terceiro dia, levantando os olhos, viu o lugar de longe. “Ficai aqui com os jumentos - disse ele a seus servos - eu e o menino vamos até lá mais adiante para adorar e depois voltaremos a vós”. E Abraão tomou a lenha para o holocausto e pô-la aos ombros do seu filho Isaac, levando ele mesmo nas mãos o fogo e a faca. E enquanto os dois caminhavam juntos, Isaac disse ao seu pai: “Meu pai!”. “Que há, meu filho?”. Isaac continuou: “Temos aqui o fogo e a lenha; mas onde está a vítima para o holocausto?”. “Deus - respondeu-lhe Abraão - providenciará ele mesmo uma vítima para o holocausto, meu filho”. E ambos, juntos, continuaram o seu caminho. Quando chegaram ao lugar indicado por Deus, Abraão edificou um altar, colocou nele a lenha, ligou Isaac, seu filho, e pô-lo sobre o altar, em cima da lenha. Depois, estendendo a mão, tomou a faca para imolar o seu filho. O anjo do Senhor, porém, gritou-lhe do céu: “Abraão! Abraão!”. “Eis-me aqui!”. “Não estendas a tua mão contra o menino, e não lhe faças nada. Agora eu sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu próprio filho, teu filho único”. Abrão, levantando os olhos, viu atrás dele um cordeiro preso pelos chifres entre os espinhos; e tomando-o, ofereceu-o em holocausto em lugar de seu filho. Abraão chamou a este lugar Javé-Yiré, donde se diz até o dia de hoje: sobre o monte de Javé-Yiré. Pela segunda vez chamou o anjo do Senhor a Abraão, do céu, e disse-lhe: “Juro por mim mesmo, diz o Senhor; pois que fizeste isto, e porque não me recusaste teu filho, teu filho único, eu te abençoarei. Multiplicarei a tua posteridade como as estrelas do céu, e como a areia na praia do mar. Ela possuirá as portas dos teus inimigos, e todas as nações da terra desejarão ser benditas como ela, porque obedeceste à minha voz”. Abraão voltou então para os seus servos, e foram juntos para Bersabéia, onde fixou a sua residência. Abraão também teve um filho com sua escrava Agar, que recebeu o nome de Ismael, pai dos ismaelitas, morto aos 137 anos de idade, e do qual os árabes se consideram descendentes. Posteriormente, após a morte de Sara, casou-se com Cetura, de quem teve seis filhos. Tendo falecido aos 175 anos de idade, seu corpo foi enterrado em Hebron, na Jordânia. Venerado por cristãos, judeus e árabes (que mantém uma mesquita onde supõem estejam guardados os restos do patriarca), Abraão tem a passagem do quase sacrifício de seu filho lembrada em diversas obras de arte, como as telas de Rembrandt (em Leningrado) e André del Sarto (em Dresden, Alemanha), e o baixo-relevo de João Goujon, em Chantilly, França. A morte de Abraão é comentada no capítulo 25 de Gênesis (7-11): Eis a duração da vida de Abraão: ele viveu cento e setenta e cinco anos, e entregou sua alma, morrendo numa ditosa velhice, em idade avança e cheio de dias, e foi unir-se aos seus. Isaac e Ismael, seus filhos, enterraram-no na caverna de Macpela, situada na terra de Efrom, filho de Seor, o hiteu, defronte de Mambré, a terra que Abraão tinha comprado aos filhos de Het. É lá que ele foi enterrado, com Sara, sua mulher. Depois de sua morte, Deus abençoou seu filho Isaac, que habitava perto do poço de Laçai-Roi”. Tudo o que tinha Abraão deixou de herança para Isaac, guardando apenas presentes para os filhos de Agar e de Cetura. Os registros referem que todas as suas propriedades foram para o filho de Sara, que tinha o status de esposa. Agar não foi esposa, mas sim concubina, e Cetura foi sua esposa após a morte de Sara. Considerando que Isaac tornou-se o pai de Jacó e de Esaú aos sessenta anos, Abraão deve ter convivido com os netos durante quinze anos, muito embora o livro de Gênesis não mencione sobre esses contatos. |
| FERNANDO KITZINGER DANNEMANN |
| Publicado no Recanto das Letras em 15/05/2008 Código do texto: T990777 |
![]() | Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. |
Comentários 
Sobre o autor

|
FERNANDO KITZINGER DANNEMANN
Patos de Minas/MG - Brasil, 75 anos, Escritor Amador
1136 textos (545551 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/07/08 19:08)
|
![]() |
Site do Escritor
|
| Capa | Cadastro | Textos | Áudios | Autores | Mural | Fórum | Escrivaninha | Regras de Uso | Links | Anuncie | Ajuda | Contate-nos |