Texto
1 - primeiro texto

Poeta, que bonito: depois dos versos o silêncio. Dê notícias de R. Um beijo.
Enviado por Rosane Coelho em 24/10/2006 22:55
para o texto"a indiferença"

teste. Dona Camila, a mala
Tue, 24 Oct 2006 21:25:26 -0300
Queria q vcs vissem a minha fachada, não se assustem. Tive um siricotico, hoje, e quase bati com as 10, estou bem, minha pressão foi para as tabelas, mas nem morri. Beijo, amo vcs. Camila
 

Não esqueci e fico feliz em saber o que sinto de prazer quando me deixas saber que também não me esqueceste.
Ontem escrevi e ia publicar no Recanto, mas não o fiz. Acho que vais ser uma das minhas poucas referências para uma experiência: um romance epistolar.
No teu caso, tuas cartas podem ser breves comentários. Ou imaginar e entrar na pele da personagem de quem serei (in_vento) o seu/teu... "o meu velho amante".
Se o quiseres fazer, podes ir escrevendo para ti cartas que depois me poderás dar a ler mas, como não tens tempo, veremos ...
Vou contar a história deste modo, melhor, começar por aqui:

escrivaninha móvel (narrativa erótica)
primeiro texto (micro-conto) 

{A continuação, ou não, da história é justo dependa e penda sobre a curiosidade dos leitores. Pausa: reticências..., para poderem ser leitoras e escritores/as que queiram intervir no s_eu des_enrolar. Um pouco como quem pesca...}

Querida colega de viagem, chamo ao meu PC portátil "escrivaninha móvel". Queria que me contasses da tua vida tudo, excepto identificares-te. Se quiseres arranjar um nome que seja fictício, se quiseres dizer onde nasceste que seja uma invenção, se me quiseres dizer onde vives que seja uma diversão... Para o caso de gostares da conversa e quereres dar-lhe continuidade, basta ficares com um número meu ou dares-me um número teu: diferente do número de porta duma habitação desconhecida :)
- Posso ler, para ti?
- Com muito prazer, chamo-me ...
- [Prazer, ...] O meu nome é R, sou personagem de ficção. Tento ser contista, sem grande sucesso, já não me lembro do último conto que escrevi!
Vou então ler, mas deixa-me agradecer o teu ar: perfeitamente calma e com alguma curiosidade. Digo, alguma, porque me olhas sem pressa e, neste momento, aproveitas para olhar à volta.
Provavelmente, a ver se alguém observa a nossa conversa? Isto porque, quando comecei a responder: a corresponder à tua resposta, liguei um gravador portátil: «O meu nome é R»...
Logo o teu nome não está registado, vou ler: o primeiro parágrafo e, dar-te a ouvir... todo o "primeiro texto". 

A azul vou-te contar o que penso seja a história. Conheço uma rapariga com quem viajo de comboio, ela conta-me a sua história erótica...
Imagino ser o personagem de quem ela fala na sua história «o meu velho amante» e, sem grande esforço, sem pensar muito no assunto, começo um registo do que poderia ser um romance epistolar. Não fosse, como já aqui revelo, um enredo um pouco mais elaborado. Apenas pelo seguinte:
Num romance epistolar o tempo vive do tempo de cada epístola, carta a carta, evolui desse modo. Aqui é um pouco diferente, ou poderá ser...
Imagino que tudo me é contado numa viagem de comboio, podia ser numa viagem de avião para a conchinchina...
Fico com o registo de muitas horas duma narrativa que vou tentar recuperar, depois imagino que mantenho contacto com essa personagem...
Na realidade a personagem desapareceu mas, ao publicar a minha narrativa, pode surgir uma nova personagem... 

Esta vai assim... a próxima vou já começar a escrevê-la, para ver se te envio...
Bjs 


{Peguei no último comentário e num dos últimos emails e até epígrafe_s dei a esta narrativa espiclundrifica...
Isto vai ser para ser o que for, quem comentar estará a contribuir para as epígrafes de novos episódios. Se não comentarem, nem chego a escrever nos "textos eróticos" :)
(Atenção ao áudio, d'o narrador fanhoso...)
Continua... (2 - tomando forma)
http://www.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=275217}
Francisco Coimbra
Publicado no Recanto das Letras em 25/10/2006
Código do texto: T273378

Áudio
primeiro texto - Francisco Coimbra
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Comentários
01/11/2006 07h22 - Diana Goncalves
Nesta viagem de comboio, tens a diligência de ouvir a uma companheira de viagem, a contar-te uma história erótica, pois te digo, amigo, cá na minha terra há um ditado segundo o qual "é no andar da carruagem que as abóboras se ajeitam", por isso cuida-te dessa proximidade e dos riscos a que estás íntimo, pois de confidente poderás tornar-te parte nessa trama. Francisco, tens engenho, criatividade e fôlego para a tua arte. Parabéns. Bjos.
30/10/2006 15h40 - Nina
Dificilmente um conto de cunho erótico tem embasamento várias participações conjuntamente, já que a epígrafe a dois é o mais sensato e natural (acho que sou conservadora...rsrs). Porém concordo que esse comboio vai dar ibope (a mostra já é boa!) Adorei o primeiro ato, que venham os próximos.../**/ Abraços.
29/10/2006 21h59 - Kathleen Lessa
Poeta, fico a pensar no relato que não te poderia fazer alguém que viveu momentos libidinosos não num comboio simples, comum, óbvio...viveu-os num "comboio do amor", o trem-do-amor , que corre desembestado por túneis escuros de parques de diversões, chamado também de trem- fantasma...viagem entrecortada de sustos e delírios, e delírios e beijos, e beijos e estremecimentos...o trem-do-amor onde tremem-de-amor...o trem-fantasma onde tremem-e-têm-asma... A PAIXÃO escapando por todos os poros até que uma sineta acaba com a viagem...Orgasmo.__Beijos, K

Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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