Texto

19 - ébrio o brio
Mim,
Vou ser breve, hoje até eu escrevo para ti, eu que não escrevo poemas.
O poema pode ser apenas o texto que encontrei ao escrever as frases, mas o título vale bem um poema :)
R

ébrio o brio brilha e cai uma lágrima

Ateu ateio a vida com as palavras duma mulher casada
saudando o seu estado civil com a poesia que semeia.
Abro as palavras como quem para isso se debruça
olhando da janela a rua onde só o tempo parece passar.
Antes de fechar a janela a pensar que um poema veio
acontecer neste tempo duma acção encenada aqui,
empurro as palavras para a frente levando um carro
de mão carregado de areia da construção mais próxima.
Aqui construo a minha praia espartana quase ermita
da poesia que ainda e sempre, penso eu, procura musas
mesmo porque as conhece ou apenas porque as quer
conhecer como quem tem do prazer o uso e abuso.
As rimas interiores onde o sentido oscila como chama
ao vento: ar em movimento e estrada da chuva a cair.
A cair nas costas do tempo que passa na rua molhado
o meu pensamento anda de lado até cair para a frente!

{Foto: Assim
http://www.recantodasletras.com.br/mensagens/278543}
Francisco Coimbra
Publicado no Recanto das Letras em 15/11/2006
Código do texto: T292463
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Comentários
17/11/2006 11h26 - Peixão
taverneirooooooooo... traz outra rodada de vinho cá para nossa alegria... bem haja... um grande abraço, Peixão89
17/11/2006 08h03 -
depois. beijo! Dia lindo aí!
16/11/2006 17h15 - Maurélio Machado
Mago das palavras, nos encantam tuas narrativas,cartas,crônicas e versos. Francisco sempre Francisco em seu versejar único e profundo. Parabéns e um grande abraço amigo.

Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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