Carta de um suicida
Estou tão cansado, recolhido no quarto estou a sofrer nas horas que não passam. O tempo a me torturar com as horas vagarosas.
Perdoar como perdoar... As feridas aumentam a dor não termina. Grito para o além, ninguém a me escutar.
Não sei, mas como viver morri em vida.
A mágoa se tornou minha saúde e minha alegria é a tristeza.
Choro por dentro, por dentro dói, o que dor!
O fim do túnel é aqui
O fim da vida é aqui
Aqui recolhido estou.
Minha alma já se foi, meu olhar não tem mais vida. Minhas feições acabaram!
Meus sonhos, onde estão?
Acabou.
Tudo acabou...
Fernando L. oliveira
O poeta que nunca amou
Publicado no Recanto das Letras em 14/05/2008
Código do texto: T989661