Texto
conto erótico 2

Ela podia ser minha mãe, se me quisesse chamar filho. Na verdade teria sido uma mãe muito jovem, é deste modo que a vejo: jovem. Por isso a recebi com um àvontade digno dum... filho (da mãe)?, escrevendo dois comentários aos seus dois primeiros textos:
1
É para mim um prazer poder ser, aqui, o primeiro leitor de "Pudesse eu ser...". Possa eu ser... este teu leitor na leitura dum poema que merece integrar o livro com o nome feliz de "Geometrias Intemporais".
Gostei de encontrar esse pendor geométrico na própria distribuição dos versos, a procura duma harmonia visual acompanhando outros tipos de equilíbrio onde se manifesta a propensão para a racionalização e conhecimento do espaço como concretude. Mencionarei: A concha, O cofre, A ânfora primeiro, Faísca e fogo, Sol e Lua, Verde e água depois. Resta a beleza dos versos intercalados: "pérolas de palavras inúteis", "jóias de pensamentos calados", "cristais de lágrimas antigas", "na lenha húmida dos teus olhos", "na sombra difusa do teu corpo", "na aridez do teu deserto". Por fim, a beleza e a força do final: "Pertenço-te!"
2
Também gostei desta prosa, mas aqui, os poucos destaques, espero seja bem aceite que os faça pela negativa. Chamo a atenção para a introdução "Tão mal são às vezes compreendidos os poetas, pelas pessoas comuns.", não gostei por quase tudo: falta força à frase, coloca o leitor perante uma perspectiva ir-real que não sei bem para onde nos remete enquanto leitores? O segundo aspecto é um destaque relativo ao penúltimo parágrafo "E é nesta incoerência de sua alma atormentada que ele vai destilando os seus versos.", onde dispensava a palavra "atormentada" [bastar-me-ia o parênteses que faz quase no fim "(ora gostosa ora dolorosa)" reflectindo sobre a essência do poeta]. O adjectivo marca esta frase e contamina a própria leitura que possamos fazer da compreensão da autora do seu texto, quero dizer condiciona a intencionalidade subjacente, sobrecarrega o texto (como me acontece ao escrever uma frase como... esta). Tirando estes dois aspectos o texto resiste muito bem: "O poeta tem dias de apego e outros de libertação", este seria o "meu" inicio. Parabéns.
3
Três, é já um comentário que faço a este "conto erótico 2" que tiro da categoria de erótico e deixo como conto, como ainda conto. O cenário é este "Recanto das Letras", esta experiência de escrevermos no Ciberespaço, e, chega por hoje.

{(02.12.06)
Vou associar a… (ver dia 2)
http://www.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=306313}
Francisco Coimbra
Publicado no Recanto das Letras em 08/04/2005
Código do texto: T10411

Áudio
conto erótico 2 - Francisco Coimbra
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Comentários
02/12/2006 14h34 - Deth Haak
Bênçãos Poeta! Tenho sede tenho fome, de sua magna escrita...o ASSIM agora casado??? Vou versar a sua sina, pois meus versos jazem triste na ceara matutina!Muito mais muito bom, esse conto no seu ton, ri do colchão de mola pena que você não viu. Beijos poeticos morrendo do prazer " A Poetisa dos Ventos" Deth Haak
10/10/2006 19h03 - Ana Valéria Sessa
Francisco, que bela conto nos dá. Vivo escarafunchando o baú do mundo para buscar novas paixões, vai que eu não acho nenhuma e me apaixono pelo travesseiro...abri um livro de Bodrillard e agora só penso nele, já, já passo para outro ! deixo-te um trecho dele: "As mãos das mulheres são comoventes, ardentes, frágeis. São de forma simbólica mais evidentes e diáfanas que o sexo. Será que ela cortaria as mãos para oferece-la a quem lhe teria dito que eram ainda mais sedutoras que seu rosto, ela que o presenteou com seus olhos? Mãos inanimadas, translúcidas, mãos de mulher, uma com ciúme da outra." bjs Val
09/10/2006 14h55 - LuliCoutinho
Vixe poeta! O Assim vai criticar textos? Espero coisas boas!!! rsrsrsrs. Beijinhos... Luli.

Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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