Texto

“A Separação”

Uma menina contava com apenas quatorze primaveras
A pobre foi iludida por um fazendeiro próspero
Ele lhe prometia casamento, ao saber da gravidez
O cafajeste lhe disse que aquele filho não era seu.
Seus pais não suportavam a vergonha
E a colocaram porta-fora e recebeu todos
os adjetivos de baixo-calão. Para aqueles pais
ela havia denegrido a honra da família
A mãe se omitiu em defender a filha
E foi proibida pelo pai de pronunciar o nome da filha
Esta pobre menina contava com apenas quatorze primaveras
Sofreu pelo preconceito imposto naquela época as mães solteiras
A menina se esforçava para superar as dificuldades impostas pela vida
Que a cada dia aumentavam mais, procurou ajuda em todos os lugares
daquela cidade do interior, mas os dias se passaram e ajuda não chegava
Nenhuma oportunidade surgia e a discriminação que passava fazia se sentir suja
Em um dia passando em frente a uma igreja, sentiu vontade de entrar
Estava se sentindo totalmente desamparada.
Olhou para Cristo no altar da Igreja e perguntou:
Será meu Pai que o Senhor não aceita mãe solteira?
Ela enxergava a filha como um tesouro
O mais precioso do mundo, era sua única riqueza
Mas o destino separou mãe e filha.
Que nesta época contava com seis meses.
Ao se passar vinte e dois anos, mãe e filha reencontram-se
Com ajuda de Nosso Senhor Jesus Cristo
Este momento foi mágico...
Quando se abraçaram foi como o acalanto guardado,
aquele toque era uma canção de ninar para aquela menina.
A mãe de olhos fechados, absorvia a vibração daquele toque
E assim viveram para sempre e agradecendo ao Nosso Senhor
Pela benção recebida.
(Graciela da Cunha)
Santa Maria/RS – 09/07/08
Graciela da Cunha
Publicado no Recanto das Letras em 18/07/2008
Código do texto: T1085695

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Comentários
18/07/2008 08h57 - em busca da felicidade
muito bonito seu conto...adorei!!! ah será que somos parentescos??rsrs...eu tbm sou da família Cunha! beijão!

Sobre a autora
Graciela da Cunha
Santa Maria/RS - Brasil, 46 anos, Escritora Amadora
358 textos (8771 leituras)
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