<sem título>
Tive a honra de poder acompanhá-lo de perto, às vezes às claras, muitas vezes na surdina.
À mim se apresentou como um garoto-rapaz que tinha um sonho, o sonho de ser livre.
Livre do quê? Sabia. Achava que sabia. Não sabia. Às vezes de tudo, muitas vezes de nada.
Vim a descobrir mais tarde que dele mesmo.
Em outras oportunidades o descobri revolucionário.
Irresponsável.
Confiável.
Mentiroso.
O descobri "O Príncipe Encantado",
Arrancando o filho de dentro do ventre
de meu ventre...
De uma sensibilidade extrema.
O ilusionista de si.
Muitas vezes o encontrei na beira do precipício sem se lembrar do porque estava ali.
Não importava. Para ele bastava apenas estar.
Era uma torrente de emoções sem motivos, guiado por uma angustia.
Angustia que o fazia mutilar quem o cercasse.
Lua (mondo della luna)
Publicado no Recanto das Letras em 18/07/2008
Código do texto: T1086872
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