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A Maldição- Cap 02

1 Cap:http://recantodasletras.uol.com.br/contosdefantasia/1897001

A noite parecia tão sombria para Isabel, ela andou pela enorme casa desolada, há dias se sentia assim, se sentia tão só. Ela foi até a varanda, se sentou em uma cadeira e olhou as grandes ruas da cidade banhadas pelo luar, um suspiro lhe fugiu e suas mãos caíram sobre as coxas, à esperança de um dia ele retornar não lhe animava, algo em seu coração dizia que ele não voltaria. Tinha partido para sempre.

Nem uma carta, nem um aviso, ele apenas partiu. Uma bela manha ela acordou e correu ate o seu quarto, para que ele a levasse para um passeio, só que ele não estava lá. Seu pai ordenou aos empregados que o procurassem por toda a cidade, e ate cidades vizinhas, mas já fazia duas semanas e não o encontraram. Um assalto a uma grande propriedade aconteceu no mesmo dia, Isabel tinha medo que por algum motivo desconfiassem dele, principalmente por causa desse sumiço repentino.

Um uivo cortou a noite, o corpo de Isabel se arrepiou, ela se debruçou na janela para identificar de onde vinha o som, mas podia ser de qualquer lugar da cidade. Ela quase foi ataca certa noite por um grande lobo no jardim, se não fosse os empregados do seu pai ela estaria morta.

-Com medo de lobos Isabel? – Uma voz quebrou os pensamentos da pobre moça.

Isabel o olhou rapidamente, depois voltou a olhar a cidade. Ele era mais velho, na base dos 40 anos, tinha cabelos curtos e se vestia ricamente, seus olhos era sérios e duros.
-Mas admito que esta havendo muitos lobos ultimamente andando pela cidade. – Ele falava isso com um tom divertido na voz.
-O que esta fazendo tão tarde na casa do meu pai senhor Leonardo? – Isabel não virou o rosto para olhá-lo, mas era visível o tom de desagrado em sua voz.
Leonardo era um estrangeiro que veio recentemente para a cidade, e estava tentando fazer negócios com o pai dela, mas sem sucesso.
-Por favor, Isabel, me chame apenas de Leonardo.
-Prefiro que me chame de senhorita Isabel, Senhor Leonardo.
Um grande silêncio se seguiu depois disso, e um homem veio ate a porta.
-Ele esta te esperando senhor.
-Creio que tenho que tratar de negócios com o seu pai Isabel, e peço que aguarde aqui. Logo terei assuntos a tratar com a senhorita.
Isabel contorceu os lábios de ódio, ele se levantou com um sorriso sínico nos lábios e passou pela porta que foi fechada assim que ele passou, ela não se incomodou até ouvir o barulho de chaves, ela estava trancada.

Correu até a porta e iria começar a esmurrá-la quando ouviu a voz do seu pai.
-O que o senhor esta fazendo aqui? Eu não deixei claro que não faria negocio com o senhor?
-Claro que está. Mas eu não preciso mais de suas terras. Eu irei sair recentemente do país, para negócios e preciso de algum dinheiro, então irei pedir gentilmente o dinheiro e jóias que estão em seu cofre e a mão de sua filha.
-Como ousa... - Um tiro estrondou pela casa.
-Não precisava ser assim velho. Agora vocês dois, arrombem o cofre, eu irei ver a doce Isabel.

Isabel estava com as mãos na boca para não gritar, seu pai acabara de ser morto, e o que ele iria fazer com ela, passos vinham na direção da porta, ela correu ate a varanda tinha arbustos lá em baixo, ela não pensou duas vezes e pulou. Caiu se arranhando e rasgando o vestido, mal cairia já estava de pé correndo para o estábulo, mas ouviu os gritos furiosos de Leonardo na varanda.
- Vão atrás dela.
Ela nem olhou para trás, entrou no estábulo pegou seu cavalo e correu pelas ruas da cidade, ela se metia por entres os becos, tentando fazer com que não a seguisse, mas sem saber para onde iria.
Ela havia pensado que estava a salvo quando ouviu as vozes dos capangas dele atrás dela. Ela correu para um beco escuro qualquer, eles estavam atrás dela, e chegou cada um de um lado e a puxou pelo cotovelo a derrubando do cavalo, ela bateu as costas no chão duro da rua, e antes que a dor indicasse que se machucou ela correu, mas não tão rápido, os cavalos logo a cercaram na rua escura.
- Agora lhe pegamos mocinha. – Disse o da direita.
Ela fechou os olhos, mas nesse estante ouviu o relincho dos cavalos e os passos deles se afastando.

Ela olhou sem entender ate vê um demônio de asas e um braço só em sua frente, ela soltou um grito que foi abafado quando um grande lobo a saltou e caiu em cima do demônio e os dois rolaram pelo chão. A briga durou alguns minutos que Isabel presenciou por entre os dedos. O lobo atacava o demônio sem o deixar fugir, e o demônio dava murros e socos no lobo que o fazia voar alguns metros, a luta só terminou quando o demônio por fim tentou fugir e o lobo mordeu seu calcanhar, com a outra perna golpeou o lobo que caiu inconsciente no chão, e ele saiu voando desorientado pela noite.

Isabel por um momento pensou que estava morto, mas logo ele soltou o que para ela foi um chorou, ela se aproximou com medo, mas sabia que ele estava muito ferido para atacá-la, chegou perto e para sua surpresa ele estava diminuindo de tamanho, foi diminuindo, seus pelos sumindo, ate que estava a sua frente um homem completamente nu.

- David. – Ela gemeu levando as mãos a boca.
Jonasdeth Santos Oliveira
Publicado no Recanto das Letras em 03/11/2009
Código do texto: T1903258

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Sobre o autor
Jonasdeth Santos Oliveira
Xique-Xique/BA - Brasil, 17 anos
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