Luck_cap. 2_Lazarus Liminus LestWill-"O mensageiro do Infortúnio"
LUCK...
CAP. 2...
LAZARUS LIMINUS LESTWILL-"O MENSAGEIRO DO INFORTÚNIO"...
Bem,aí vamos nós.Eu era a pessoa mais azarada do mundo.
Comecemos pelo meu nascimento.Felizmente minha mãe não morreu no parto.
Mas o médico que fez o parto morreu duas horas depois,atropelado por um ônibus,quando saía do trabalho(eu não sei porque,mas sempre que me relatam este fato,sinto vontade de rir)(acho que não fui muito sincero quando disse "somente pequenos infortúnios).
Eu nunca me encontrei com meu pai.
Mas os infortúnios não pararam por aí.
Quando eu tinha 5 anos,eu peguei uma bicicleta pela primeira vez,mas perdi o equilíbrio e caí(MESMO COM O FATO DA BICICLETA TER RODINHAS!).
Bom,o caso é que eu passava por um lugar meio deserto,e foi nessa hora que um moleque da minha idade,acompanhado de seu irmão maior,passou.
Sem pensar duas vezes,eles pegaram minha bicicleta e se foram.
2 dias depois eu soube do destino deles:
Primeiro,o do mais novo:
Ele estava correndo com a bicicleta,quando uma pedra o fez capotar,o que lhe custou uma perna e um braço quebrado.
A bicicleta também se quebrou por completo,e ninguém conseguiu consertar.
O mais velho foi encurralado na estrada por uma gangue de rua e acababou apanhando um bocado(ninguém soube o porquê,segundo ele,eles apenas disseram que não foram com a cara dele...).
Quando eu tinha 10 anos,uma garota foi com a minha cara e quis ser minha amiga...bem,quando ela chegava a 5 metros de distância,ela trupicava,rolava pelo chão,batia a cabeça em alguma coisa,um pássaro lhe acertava a cabeça com um...bem,vocês sabem com o quê.
Por esse motivo,minha infância foi conturbada,e isso me rendeu o apelido de "Lazarentus Pés Frius".
Claro que o pessoal que me apelidou não teve boa sorte também.
Mas o problema é que tudo o que acontecia com eles,acontecia em parte comigo também!
Até os 7 anos,eu quebrei a perna três vezes,o braço 5,a clavícula 7,e por aí vai...também sofri um ataque cardíaco.Aos 4 anos!!!
Mas felizmente sobrevivi.Minha casa ficava ao lado do hospital.
E depois de tuuudo isso...finalmente eu cheguei a idade de 15 anos...
Havia me transeferido de escola mais uma vez.
E É AQUI QUE REALMENTE COMEÇA A HISTÓRIA...
7:00 am.Eu havia chegado a escola.
Parecia ser legal,todos me olhavam com olhos curiosos,mal sabiam eles que eu era o mensageiro do infortúnio...hahaha.
Todos ficavam murmurando coisas,cochichando,e eu não conhecia ninguém ali,então fiquei no meu canto parado,torcendo para não vir nenhuma "torrente de azar".
Foi quando ela chegou.Seus cabelos longos e castanhos,era um pouco mais baixa do que eu,eu não sabia,mas seu nome era Sophie.
Eu estava abobalhado olhando para ela,mas torcendo para ela não chegar perto de mim(será mesmo?).
Infelizmente ela veio até mim,e com um sorriso(que me deixou mais abobalhado) no rosto ela perguntou:
-De que sala você é?
Mal pude responder,mas respondi.
Éramos da 8ª série.Isso mesmo,ela estava na mesma sala que eu!!
Eu não sabia se chorava ou dava risada.Dali a pouco ela poderia morrer de hemorragia,ou ser atropelada,ou mordida de cobra,ou atingida por um meteoro(acho que exagerei nessa)!!
Tentei me afastar,mas ela era nova aluna também,e eu parecia ser a pessoa que ela escolheu como amigo.
Mas...estranhamente,depois de um tempo eu percebi...
Que ela não era afetada pelo meu azar.
Eu trupicava,me lascava,batia,escorregava em cascas de bananas,mas nada nunca acontecia com ela!!
Ela ria e achava que eu estava fazendo bobeira de propósito.
-Hihihi!Você é tão engraçado!
Chegou a hora de ir pra sala.
Eu temia pelo bem-estar de todo mundo,mas...
Durante duas semanas,meu azar não afetou ninguém além de mim!!!
Vou apenas me limitar a dizer que eu quase morri nesses dois dias.
Mas,de certa forma,parece que até mesmo a morte tinha medo de chegar perto de mim por causa do meu azar,e por isso acabei sobrevivendo.
É claro que nenhum ser humano que viva 15 anos tendo azar extremo o tempo todo é feliz com a vida!
E eu odiava tudo e todos.Não havia mais nada que eu gostasse.
E foi por isso que um dia,quando Sophie se aproximou de mim,perguntando o que eu ia fazer de engraçado,eu gritei:
-VÁ PARA O INFERNO!!!
E Sophie deu um sorriso.Com os olhos cheios d'água,ela me disse:
-Desculpe.
E saiu correndo e chorando.
Mas eu não me importei.Meu azar só aumentava.
Na saída da escola,uns caras que gostavam da Sophie usaram isso como desculpa para me bater.Não me lembro de ter sofrido tanto em outra época de minha vida.
E eu não sabia se ficava triste ou com mais raiva.
Quando voltei na escola,uma semana depois,todos riam da minha cara,mas a risada iria parar em breve.Meu olhar era fulminante,mas ninguém tinha nem um pouco de medo.
O professor me expulsou da sala,pensando que eu havia atirado uma bola de papel nele,mas não havia sido eu.
E foi aí que tudo começou...
Quando o professor se preparava para descer a escada,eu disse baixo:
-Tomara que role escada abaixo...
E no mesmo instante,o professor tropeçou e caiu rolando toda a escada.Aquela escada não era grande.
Tinha 4 degraus.
Mas a que havia abaixo tinha 30.E quando o professor se levantava rindo,eu desejei de novo que ele caísse.
E foi assim que meu professor de Matemática encontrou seu fim.
Eu fiquei pasmado.Eu não era imbecil.Ele havia trupicado no extao instante que eu pensei.
"Será mesmo...que eu posso..."
As aulas do dia foram suspensas.
Quando retornamos a escola,no meio da aula,eu pensava no que havia acontecido,e resolvi fazer novos testes.
Pensei:
"Caiam da cadeira.Todos vocês.Exceto Sophie."
E no exato instante,todas as cadeiras se quebraram,derrubando todos no chão,exceto eu e Sophie.
Eu rachei de tanto rir.Uma alegria imensa me preenchia.Mas o desejo por vingança não havia me abandonado.
Eu saí mais cedo do colégio.Sophie tinha saído mais cedo ainda,sua mãe havia buscado ela para ir ao Hospital.
Quando eu acabei de sair do colégio,achei que era a hora do teste final.
Assim,a 20 metros de distância,observando a construção,eu disse,calmamente:
-DESMORONE.
E o prédio implodiu.Todos que estavam lá(salvo o porteiro)morreram na hora.Não sobrou ninguém.
E sem me importar nem um pouco,eu virei as costas para voltar para casa.Um sorriso maligno nos olhos.
Com o pensamento de que nada,nem ninguém,poderia me impedir.Jamais.
Eu podia controlar o azar.
E sem limites!
Se eu podia fazer um prédio desmoronar com uma palavra,o que mais eu não poderia fazer?
CAP. 2...
FIM!
OmegaShadow
Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2009
Código do texto: T1909149
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