O Pacto Lunar – parte 2
Mark fica parado, olhando aquela criatura que acabara de surgir. Nem escuta o que Ian lhe diz. Com uma voz trêmula, começa a gaguejar algumas palavras:
- Mas... o que é isso. Um... alien?
- Exatamente, meu caro. Um alien. Seu nome é Slan. O conheci na Lua – responde Ian
- Mas... mas... co... como? – diz Mark, gaguejando.
- lembra-se de minha primeira viajem à Lua? – diz Ian, com um leve sorriso no rosto, e continua – lembra-se que conversamos por Intemail? Você me disse que eu estava estranho. Havia acabado de conhecer Slan. Na verdade, ele e mais três de sua espécie. Eles vem de um planeta que conhecemos como MBR-233, que rodeia a estrela de Alfa Centauro.
- Mas... não há planetas ao redor de Alga Centauro! – diz Mark.
Ian dá uma risada irônica, e continua a falar:
- Isso é para você ver como não é só a gente que tenta enganar esse bando de imbecis aqui da Terra. Estamos sendo enganados a anos. Há um complô, para impedir que a população saiba que há vida inteligente fora da Terra. Nem nó sabíamos.
Mark não sabe o que dizer. Continua olhando para a criatura. O tal Slan quase não se move. Até que, de repente, a criatura olha para Ian. Logo, Mark diz:
- Acalme-se Slan. Está tudo sobre controle – Ian olha para Mark e diz – não se assuste. È telepatia. Outra coisa que enfiaram em nossas cabeças, de que telepatia não existe.
- Mas, afinal, o que é isso? O que esse...alien faz aqui? E porque está apontando esta arma para mim? – indaga Mark.
- Ele me fez uma proposta. Eu entregaria a Lua a ele e sua raça. Em troca, eles protegeriam a Terra – explica Ian.
- Protegeriam de que? – indaga novamente Mark.
- Há mais raças aliens por aí. Algumas hostis. È por isso que a Terra precisa de proteção.
- Mas você perguntou se mais alguém concorda com isso? A Lua não é sua! A Liga das Nações Terráqueas deveria saber disso... – diz Mark.
- A Liga não importa. O mais importante é que...
De repente, um forte estrondo interrompe a fala de Ian. Tanto ele quanto Mark e Slan percebem que o barulho veio de fora da base. Um novo estrondo é ouvido. Ian abaixa sua arma, que estava apontada para Mark, e vai em direção a porta. Abre-a, e corre em direção à porta principal do centro de comando. Mark e o alien fazem o mesmo. Ao saírem pela porta principal, vêem uma batalha entre os soldados que acompanhavam Ian e alguns guardas do centro aeroespacial.
- O que está havendo?! – pergunta Mark, com um forte grito.
Um dos guardas se aproxima dos três.
- O que foi? Porque estão lutando? – pergunta Mark ao guarda.
- Recebemos uma informação de que o senhor Ian estaria mentindo sobre... – o guarda percebe o alien – mas, o que é isso – e aponta sua arma para a criatura.
Rapidamente, Slan saca um bastão de sua cintura e aponta para o guarda. Um raio sai do bastão, atingindo o homem. Porém, o guarda, com anos de experiência e treinamentos, dispara uma rajada de balas em direção de Slan, antes de cair acometido ao chão. Slan também cai. As Balas da metralhadora turbo perfuram sua negra roupa, e um líquido verde escuro começa a jogar daquilo que seria seu peito. Não tardou para que mais guardas viessem em direção de Ian, apontando-lhe armas.
- Renda-se senhor Ian. Largue a arma. Não lhe feriremos, eu prometo – diz aos berros o Coronel Lan Demarques, chefe da guarda do centro aeroespacial.
Ian deixa a arma cair, enquanto olha para o alien caído no chão, jorrando aquele estranho líquido verde. Mark se afasta, observando tudo de longe. Apenas olha para Ian sendo algemado. Este já não carrega mais aquele sorriso irônico no rosto. Ele fita Mark, com um olhar de raiva. E sabe que a conversa entre os dois ainda não chegou ao fim.
Continua
Eder Ferreira
Publicado no Recanto das Letras em 27/05/2008
Código do texto: T1007151
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