Texto

         VIAJANTES  DO UNIVERSO...
                                 
                                       I
                 
                        VISÕES  DA  MENTE.
               
                       Sinto ligeira tontura - perco os sentidos!
Acordei, deitado em minha cama, e sinto uma estranha
sensação...quarto escuro.Zumbido forte nos ouvidos,
surdez, enfio os dedos indicadores, em cada orificio, sacudo 
eles e, tento desfazer aquele apito constante, no interior da
minha cabeça.Fecho os olhos, imediatamente, abre-se no interior da minha mente, um tela azul...calmo, vou observando cada cena, que vai surgindo...fico maravilhado com isso! paisagens lindas, visões de meu interior.
                    Observo um céu estrelado, e eu adentro aquela paisagem.É noite alta, uma luz, risca o azul escuro, do espaço sideral! Acompanho tudo, tranqüilo, sem medo algum. Sinto, que tudo aquilo, me é familiar. A luz, se aproxima a uma velocidade surpreendente. Sinto uma comunicação telepática, nunca havia, passado por uma experiência assim. Eu, recebendo uma mensagem, num idioma estranho, desconhecido, algo semelhante a som, de uma colmeia de abelhas gigantes,sons, que iam sendo traduzidos, pela minha mente!...As ordens indicavam, lá dentro do meu eu, que deveria me deslocar, até o centro da ravina. Assim obedeci, sem nada temer. Caminhei rápido, buscando o local, indicado, pela "voz-mental". Paz interior, obediente, como se já tivesse passado, por aquela experiência. As visões iam, e vinham, sem alardes, amplidão de um céu, maravilhosamente estrelado.
Aquela luz, eu olhava e, acompanhava o deslocamente, em direção àquele ponto indicado mentalmente. De repente, apagamento total das visões. Mantinha a mente acesa, porém em escuridão visual, ia, registrando todas as sensações e, ordens mentais. Já não via mais, o ceu estrelado, já não mais reconhecia, nenhuma paisagem terrena. As ordens telepaticas, recomendavam-me, calma, paz, como havia tido, até aquele momento. O que fazer? pensei!...continuei, seguindo em frente, e veria em daria, aquilo tudo. Eu, sempre fui curioso, como jornalista investigador, sabia que alguma coisa, iria ocorrer de importante, que mudaria tudo, dai para a frente.
Sempre fui pesquisador, em relação aos estudos da mente, da criatura humana, e sentia que alí estaria a oportunidade, de mais uma experiência nova. Eu, fazia parte do contexto! Não tinha como fugir. Seria pegar ou largar? Creio, que somente, pegar mesmo! Não havia como escapar  áquela situação!...


                                                                      II

                      O silêncio era total, uma brisa suave  soprava, dando um movimento na vegetação  próxima. Ansioso, eu percebia tudo ao meu redor, buscando, ver alguma coisa especial, algo que fugisse a normaliade. Lancei meu olhar em direção às estrelas, nebulosas, o grande cão, a esquerda as tres marias, a frente o Cruzeiro do Sul, visão magnifica, e a grande luz se aproximava cada vez mais.
                      Não senti em momento algum a sensação de medo. Somente aguardava, os sons anteriormente escutados, desapareceram. Não havia nunhuma comunicação telepática mais... pensei, deve ter sido alguma sensação, imaginação minha, sinal de algum receio. Continuei ai, parado atento a tudo, a qualquer  sinal. A grande luz foi diminuindo a medida que s aproximava do que eu chamei, de ponto zero. De repente, ainda a uma longa distância, a luz desapereceu. Era meu onto de referencia, em relação aquilo, ao qual chamei de passagem de 
uma dimensão à outra. Estava ali, novo e desconhecido  cenário, em paz absoluta. Em dado momento, o vento forte, rodopiava e levantava tudo solto naquele vale.  Uma luz, desceu em minha direção e tomou-me  por inteiro, nenhuma comunicaçao, nenhum sinal de vida...os objetos qeu eu trazia comigo, camera fotográfica, caneta, tudo desapareceu como por encanto, fiquei despido, e fui sendo levantado do chão, no interior daquele redemoinho, de luzes e sons estranhos. Nenhum pensamento, nenhum medo, apenas curiosidade. A consciência mantinha-se normal, acesa, registrando tudo, cada passagem feita. A temperatura, no interior daquela luminosidade, era agradável. Eu estava na realidade, sendo levado para o desconhecido. 
                    Em dado instante, creio, já bem distante o solo, senti um breve arrepio e, uma  sensação de enjoo... desmaiei, ou perdi a consciência do real, passando ao irreal, desconhecido, trasmutável, nada desses momentos, recordo-me... nada, ficou registrado, em meus sentidos.
                    Não posso afirmar, quanto tempo permaneci nesse assim, desligado do meu eu, dos meus sentidos reais. Percebi, que não havia, qualquer espécie de sentimento. Sensações de vazio total, nada entendia, nada que eu pudesse ter ou trazer como referência real. "Acordei" numa sala branca, com pouco iluminação, deitado em uma espécie de beliche, onde haviam, outras pessoas, tambem vestidos como eu, numa roupa longa, bata branca, com capuz e luvas. Aos poucos, fui tomando de novo, todos os sentidos:- respirava normalmente, batimentos do coração, temperatura, tato, olfato...normais. Um estranha vontade de ficar ali para sempre, em paz. Não havia recordações do que fora meu passado, de onde eu vinha, onde estava, por que eu me encontrava ali. Calma, paz, serenidade.Não havai e, nem porque, pensar em nada, tudo era uma vazio. Todos os novos registros, de todos aqueles acontecimentos, ficariam em meu interior, a partir desse novo despertar.Pensei..."Por que apressar alguma coisa, está otimo aqui, não sei e, nem tenho par onde ir".
Pensei nas outras pessoas ali, quem seriam, aqueles escolhidos, de onde vieram, para onde iriamos todos. Naturalmente, pela experiência, de vida, bem lá dentro de mim, guardava a esperança de uma segurança. Se fosse ocorrer alguma violência, esta ja teria se manifestado. Lembro-me disso tudo, conservando a minha mente,  estranhamente, vagamente guardava estes, sentimentos em mim! O tempo não parecia passar, "paramos no tempo", pensei.  O jeito é esperar os acontecimentos que virão.

                                                     
                                                                      III  


                        Em determinado momento, completamente descasado, refeito das sensações, a memoria paracia nada 
ter registrado, e luze fortes nas laterais da sala, luzes embutidas, clarearam o chão, com faixos em cores diversas, piscando, novamente, escutei aqueles zumbidos, sons qeu iam transmitindo ordens que eu entendia perfeitamente e, as respondia em meu pensamento, Pensava e eles entendiam...
nuca havia pensado que tal coisa, pudesse existir! Enfim, a famosa telepatia. Adentraram a sala, duas figuras altas, com vestimentas de cores variadas, uniformes impecáveis, como numa hierarquia militar, um apontadava para cada leito, e um raio saia de seus dedos, e a pessoa ali deitada, era levantada e, conduzida flutuando, em posiçao horizontal, como se numa
maca invisivel, estivessem deitadas. Cada dois Elementais, chamei assim a eles,  seguiam um na frente, e outro atrás, saido daquela sala. Eu, alí permanecia, sem ser tocado, a tudo observando, procurado fixar cada cena, cada ordem no que eu, achava ainda ser minha poderosa mente, a tudo fotografava, em uma consciência serena. Tive a impressão, até mesmo, ser um
deles, um "Elemental",  que eu nem sabia, o meu nome. A mente real, estava apagada, não sabia, se temporariamente. Pensei até mesmo, que jamais voltaria,  às minhas origens terrenas.
                          Algum tempo depois, chegou a minha vez, de ir ao encontro do desconhecido. Fui chamado, como os outros, a seguir para algum lugar, alí naquele misterioso ambiente! Flutuei, com a "escolta", uma a frente e outro atrás, até chegar a
outra sala, bem iluminada, ambiente tranquilo. A um sinal, meu corpo, movimentou-se em flutuação e, fiquei em posição normal, na vertical, com meus movimentos normalizados. 
Um dos meus acompanhantes, colocou sua mão em meu ombro, esquerdo, abraçando-me e encaminhando-me até uma mesa, onde, observei um corpo, coberto por um lençol azulado. Recebí uma ordem de aproximar-me até o corpo; Tudo era feito por meio de ordens  telepática,não havia som de espécie alguma, em momento algum. A ordem dizia:-  "mantenha-se sereno, como vem fazendo, até agora. Não se surpeenda com nada! Há uma razão,  para tudo isso!"   O que fazer, se não concordar com tudo.
Eu estava, totalmente a mercê daqueles Seres. Imaginei, em minha ignorância, tratar-se de um centro cirúrgico, tudo levava a crer, pois alguns dos participantes, se comportavam como médicos, cientistas ou algo semelhante. Fiquei sereno e em paz, pois até então, eu e os demais, estavamos sendo tratados, com cortezia, respeito. Nada a temer pensei! Veio então a grande surpresa. Retiraram o lençol, uma espécie de campo cirúrgico;
a medida que ia sendo retirado, observei luzes, faiscando ao redor daquela mesa, em giros constantes, em espirais, que fluiam para o teto, sendo absorvidas pelo teto da sala. Aproximaram-me, tocando levemente em minhas costas!...Quase fui a loucura, com o que eu vi, alí bem na minha frente...expressei nervosismo, senti vomitos, reações normais, segundo "eles". Logo em recuperei. Estava diante de mim mesmo, deitado ali naquela mesa, pálido, sem vida alguma, inerte... Olhei em todas as direções, era demais aquela situação. Uma mão amiga, me tranferiu energias poderosas, e recuperei-me.  "Os amigos", se entreolharam, olhos brilhantes, negros, especiais, que tranmitiam, transmtiam paz e, seguros do que estavam fazendo.
Observei, discretamente, os olhares dirigidos ao corpo material, ali na mesa de cirugias, e os olhares ao "EU" desmaterializado, Etéreo, sob custódia deles. As conversas se misturavam, ante a 
minha surpresa, e a deles. Determinaram-me, que me aprximasse masi do corpo, e tocasse nele... Assim o fiz. Examinei, o que possivelmente  era meu corpo material. Rigidez cadavérica, sem nenhum sinal vital, sem nenhuma atrofia, perfeito, criei coragem, e abri as palpebras, para ver o brilho dos olhos, ou a mortiça situaçao deles. O brilho era intenso, tudo bem conservado. "os amigos cientista" se entre olharam, ante a calma, e a perícia com que, eu me comportava diante daquela situação. Senti, admiração por parte deles. Eu, tambem, admirei a  frieza do meu comportamento. Não sabia meu destino, qeu fazer, senão seguir em frente, calmo e obediente. Em seguida,
um dos que me pareceu, ser o chefe deles, pegou uma espécie de
Ampulheta, "marcador do tempo", foi virando ele em cima do corpo inerte, saindo dessa "ampulheta", um liquido verde, que ia tomando aos poucos, todo o corpo. raios luminosos então, surgiram como se fosse fumaça, que iam subindo ao teto, sendo
lançadas para fora do ambiente. Viraram o "meu corpo" de bruços, com um bisturí, abriram, bem na altura da primeria cervical, uns cinco centimetros. Por ali enfiaram um tubo fininho, através da medula espinhal, em direção ao centro nervoso, em direção ao cerebelo, e outro em direção, na extensão da coluna vertebral. A medida, que iam executando, cada movimento, eu ficava estarrecido, por estar ali,  assistindo ao
vivo, uma cirurgia em meu corpo material, tranquilo, como se 
nada, fosse relacionado a mim. Estranho tudo aquilo, pensei...
Ao termino daqueles procedimentos, os cientistas, cobriam novamente o corpo, com aquela manta cheia de luzes, e se afastaram e foram confabular. Olhavam vez por outra em minah diração. Eu estava ao lado do meu guardião, escutava ele falando comigo, que " tudo fora um grande sucesso". Impossivel descrever,  a forma de cada um deles, não me foi permitido, essa narração. São magníficos seres Extra Dimensionais,  não cabe nesse  caso, falar deles. Tem que haver, um respeito a isso! Observei, que mesmo perto dos demais "cientistas", eu não conseguia entender  masi o que comentavam, eu só ouvia, o meu inter locutar e, guadião. Nenhum nome foi citado! Finalmente, passado, não sei determinar que tempo, novamente se reuniram em volta do campo cirúrgico, passaram por cima dele, uma peça, eu irradiava ondas vibratórias e de raios ultra violeta , assi m penso eu. E retiraram ele, para uma sala de descanso. Observei, que alguma coisa ficou introduzida no cerebro e na medula espinhal. Nada comentei! Absoluto sigilo nisso. Nunca mais vi ali, aqueles outros, que antes estiveram comigo, naquela sala incial.

                                                                                
                                                                        Epílogo
          
                                Após todo este aparato,  Despediram-se de mim, um ao lado do outro, os cientistas, que ali estiveram. Na despedida , faziam reverências e, uma espécie de sorriso com suas bocas destorcidas. Semblantes calmos, ternos, apesar de uma estranha formação em seus corpos, e rostos...me pareceu, que cada um, era de um mundo diferente do outro, mais  que havia, uma união universal entre eles. Durante a minha permanência junto a eles, jamais voltei a encontra-los, em qualquer ponto daquilo, que posso chamar de "Nave  mater". 
                                Aquele meu irmão-guardião, acompanhou-me, até uma sala, onde me foi fornecido, um uniforme azul, com   uma estrelas brilhante e, uma grande estrela vermelha, fechando o circulo, sobre a menor,  indicando a minha origem, - O Planeta Terra.  Não sei quanto tempo, volto a afirmar, passei junto a eles,  Sei, que fui levado a vários pontos, daquela magnífica máquina voadora... Conheci, e aprendi muita coisa, muitos segredos, de navegações estelares,  aprendi a ver e, reconhecer sistemas interplanetários,  navegar nas estrelas... Muitas ciências, como salvar vidas com um simples toque de dedos. Hoje, retornei ao nosso sitema solar, fui deixado, no mesmo ponto de onde parti, para esta missão interplanetária. Observo:- Espetacular, grandiosa e precisa navegação nos caminhos das estrelas.
Penso, e rogo, ao Magnífico Deus, que abençoe,  a esses irmãos Estelares, em suas lidas, vidas e missões.
                                Dói-me muito, esta partida de volta ao meu destino de origem,  sem ao menos ter tido  a oportunidade de uma abraço de despedida!   Mas, sei que  em algum lugar  deste imenso Universo...fiz amigos,  deixei irmãos,  de raças distantes, e abnegados cientistas,  a serviço de Deus,  a serviço dos Sistemas Planetários. PORTANTO...  "Fui, e sou como eles" -um                         

                                ***VIAJANTE DO UNIVERSO***

      
                        * Quem sabe um dia desses, você , num restaurante, 
numa condução ou tomando um cafézinho num bar, tenha ao seu lado, a companhia de um Irmão  Estelar - ao qual chamamos  ET e, nem perceba...      E, ele  em cumprimento,  a uma missão pré determinada, com um simples toque de dedos,  salve a sua vida!... *


Robert Sheldon
Publicado no Recanto das Letras em 26/06/2008
Código do texto: T1051784

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Comentários
12/08/2008 14h13 - Nadia Voga
Olá Robert! Fascinante esta história! Algumas vezes já tive sonhos parecidos, com a mesma sensação que vc: imensa paz, vontade de ficar por lá e a saudade de "pessoas" queridas desconhecidas e ao mesmo tempo, bem conhecidas...Li vários livros sobre o assunto: JJ Bennítez, Ramatis, André Luiz, entre outros que vc deve conhecer. Nós somos menos que poeira dentro do universo do Pai e seria muita pretenção da raça humana acreditar na existencia apenas daquilo que seus olhos podem enchergar...Opinião minha... Gd abraço
26/06/2008 06h13 - Ibrahim Zukr
Belíssimo, Robert. Delicado como um raio de sol. Mais um belo texto apludido por mais um fã teu. Um grande abraço !

Sobre o autor
Robert Sheldon
Petrópolis/RJ - Brasil, Escritor Semi-profissional
1147 textos (81028 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/08/08 00:23)

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