OS FILHOS DE GARUTHÁ
*E havia uma estrela chamada Garuthá, filha da Grande Mãe e
nela habitavam bilhões de anjos que povoaram a Terra!
E nas cavernas desérticas, Hárus me encontrou...
Imagem ilustrativa no avatar do meu querido amigo: BOSCO!
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Eu era uma jovem conhecida com Halysha Haor, nascida no ano do rei Solárys, éramos uma tribo escondida entre as dezesseis rochas do tempo,eram dunas as quais nunca permaneciam no mesmo lugar, o senhor do tempo, soprava e mantinha-as em segredo no meio da estrela Garuthá, na galáxia de D'orus, um trilhão de anos luz de Pápirus.
Nascar era meu pai, Nytran minha mãe.
Balyus filho de Maruthan, queria desposar-me, mas meu coração já tinha dono!
Quando nasci, havia Havra a oráculo sagrado, ao qual com sua profecia descreveu todas minhas vidas pregressas, com o pó das estrelas e o cajado de fogo, riscou nas areias qual seria minha missão; - aos doze anos fui submetida as provas de todos os lideres de Garuthá, tive que lutar contra Hydra a guerreira mais temida, fiquei vinte e um dias reclusa, apenas comendo aspalythas, um mingau feito da semente de Thelus a frondosa árvore mãe, bebi da sagrada água dourada, um verdadeiro elixir ao qual transformava nossa essência primal em luz, nossos olhos materiais cegavam e através da luz podíamos enxergar além de todas as existências.
Existia bem no centro de Garuthá, um veio dourado, bem debaixo do abismo negro, ao qual os doze anciões, conhecidos como os antigos, eram os guardiões da sagrada Fonte.
Myelus, Goran, Pápirus, Manah, Eliphas, Lhilus, Naspar, Thetus, Bálhyus, Zhafira, Zendra e Amon.
Eram os remanescentes!
Asthargh era o conselheiro real da nossa estrela; - e, Primus era a serpente de Âmbar, a qual mantinha o equilíbrio, era mantida adormecida pelos antigos e a cada doze mil anos despertava, apagando a luz existente, ela destruía e reconstruída o epicentro estelar, com uma explosão cósmica , gerando bilhões de filhos da luz, sementes espalhadas por todas as dimensões conhecidos universalmente como os filhos de Argus.
Foram passados doze segredos, dos quais somente três poderiam ser revelados.
Certa feita, caminhando através do tempo, desloquei-me até as três superiores cavernas de Garuthá, um nível superior a nossa dimensão, e lá em meditação profunda, após ter bebido da água dourada, consegui me comunicar com minha metade, Hárus, sua luz bramia espadas com Zhamon em Thérgus, uma província próxima de Hydralon, chameio com todo o amor, o atraindo para as areias do nosso deserto, onde caminhou trinta e seis passos em minha direção e desposou-me.
Lá nas cavernas unimos nossas matérias, já que a nossa luz era única!
Formamos uma aliança com os antigos, construímos mundos, espalhamos as sementes emanes do ser, nosso reino era de paz, até que, Balcan o terrível dragão negro emergiu das profundezas, trazendo contigo, toda a dor e pestilência, Nascar meu pai ordenou que despertassem do seu sono profundo Therah a fêmea dourada, um dragão adormecido a mais de cinquenta mil anos, ela era a magia cósmica, um dos segredos mais bem guardados de todos os antigos patriarcas do universo.
E assim, Therah e Balcan travaram uma luta terrível para a extinção completa de nossa estrela.
Meu Pai ordenou a retirada em naves que se deslocavam no vácuo dos buracos negros, transpassavam todos os portais intergalácticos, buscando acolhida.
Muitos pereceram, e meu pai Nascar juntamente com minha mãe, distanciaram-se dimensões de nós...
Eu e Hárus fomos pousar na quinta dimensão, onde havia um planeta muito parecido com nossa estrela e lá, descobrimos o solo arenoso de nossa mais nova moradia.
Com pesar, saudosos, sabendo que precisávamos dar continuidade as novas gerações, tratamos de explorar aquele planeta, conhecer seus habitantes, descobrimos que era uma dimensão inferior a nossa, que precisaria de muito trabalho para desenvolver e evoluir.
Poucas naves pousaram naquele solo, infelizmente já era previsto, meus pais habitariam novos mundos.
Ali procuramos estabelecer contato, e não conseguíamos!
Então decidimos aguardar que eles nos encontrassem, já que nossas vidas eram tão longas que os habitantes nos confundiam com deuses imortais.
Levantamos muitas construções no deserto, lá encontramos o que buscávamos cavernas subterrâneas, água não tão dourada, mas que poderia manter-nos vivos e fomos nos adaptando.
Muitos criaram cidades subterrâneas, os povos deste planeta começaram a nos atacar, por sermos diferentes, e nas profundezas desérticas, guardamos todos os nossos segredos, inclusive o maior deles o ovo do dragão dourado Therah!
Ela sabiamente, quando fora desperta, sabendo de seu destino, entregou para cada um dos doze anciões um ovo ao qual apenas um iria eclodir em uma terra fértil!
Primus a serpente Âmbar e o dragão negro Bálcan foram recolhidos no seio do universo, onde permaneceriam inertes até que o ciclo das doze luas negras fossem cumpridos, para que continuasse o equilibrio do universo o senhor do tempo, os guardava e os soltava para que tudo se refizesse em constante explosão e reconstrução, tudo era aceito já que sabíamos dos nossos destinos.
Hárus meu nobre amor, organizou exércitos, e em poucos anos, tínhamos uma estrutura e um reino tão lindo quanto a nossa estrela de Garuthá.
Plantamos da semente de Thélus a árvore mãe e o planeta agradeceu e nova luz foi gerada, terras foram divididas formando continentes, animais e novas espécies foram criadas, pássaros, mamíferos, peixes e após mil anos, o ovo do dragão dourado eclodiu naquelas areias chamadas por nós de Therah, homenagem ao supremo de todos os doze dragões da existência.
E em Therah, Zábhor um dragão macho cresceu!
Sua sabedoria era imensa, volta e meia ele percorria o planeta distribuindo as sementes da grande mãe Thélus, que os seres humanos chamavam de planeta Terra!
Houveram muitas interpretações até chegarmos a conclusão que seus habitantes o conheceriam por este nome.
Saímos das areias e trilhamos este planeta, belíssimo, e fizemos muitos contatos com seus habitantes, nossos filhos geraram filhos e de nossos filhos ainda assim vieram muitos filhos até que nossa raça misturou-se com a raça humana, gerando semi-deuses, e nossa consanguinidade fora ameaçada, precisávamos nos adaptar a este planeta e assim, conseguir distribuir o conhecimento dos antigos, apenas algumas tribos aceitaram a nossa oferta; - alguns nos chamávamos de anjos, outros de deuses, assim procriamos e proliferamos na Terra.
Muito tempo depois, gerações e mais gerações, conseguimos contatar os antigos que repousavam em Pápirus, mandaram suas naves e recolheram eu e os meus, deixando na Terra sementes da antiga mãe a árvore da vida e Zhábor responsável por mais um ovo que eclodiria dali mais mil anos, tornando-se par, sabendo de ante mão ser uma fêmea que se chamaria Gayatri e assim seriam os guardiões dos portais terrenos, mantendo o equilíbrio.
Não sabíamos que no centro deste planeta também estava adormecida a serpente negra Ônix e que repousava em um sono letárgico, até seu iminente despertar.
E assim, o planeta Terra foi aos poucos amadurecendo, em seu ventre até nossos dias Onix adormece, enquanto Zhábor e Gayatri mantém o equilíbrio e protegem a Terra contra os ataques dos gigantes, seres formados por antecessores a nossa espécie, que foram banidos da Terra ainda em formação e habitam o solo desértico do planeta marte; - e, volta e meia, atacam planetas inteiros, devastando e despertando a Onix interior, dizimando por completo planetas habitados em processo evolutivo.
De tempos em tempos, nós voltamos a este planeta, para deixarmos uma luz sagrada, e aos que são dignos e merecedores, compartilhamos da nossa água dourada...
O sopro da vida dos dragões, a magia, a sabedoria de Thélus a grande e sagrada mãe.
E assim formou-se os doze ciclos terrenos; - e, os antigos ainda habitam os universos, espalhando as sementes do conhecimento para aqueles seres merecedores da luz.
E assim os segredos são mantidos por gerações, são descendentes diretos dos filhos de Garuthá; - e, apenas um humano sabe onde as três ¨Hunans¨ estão guardadas...
Que fazem parte da profecia da Terra!
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ROSA DO DESERTO
Publicado no Recanto das Letras em 12/10/2009
Código do texto: T1861618
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