Aroldo Trindade - A Procura do Chupa-Cabra - Parte 3
Parte 3
O veiculo de transporte parou na entrada da CUT. Todos desceram. Ia à frente o Unapoueriano resgatado. Entraram em um imenso salão onde uma comitiva os aguardava. Ao entrarem foram recebidos com aplausos por terem salvado a vida do Una. O líder ancião que era mais cabeçudo, mais orelhudo e que tinha os olhos maiores falou:
— Sejam bem vindos! Agradeço a vocês pelo resgate de nosso irmão Obdenterbumpales, — este era o nome dele, mas o grupo achou melhor chamá-lo somente de Una. Ficava mais fácil. —, os festejos irão começar em três dias Kebéquios*.
"Kebéquio – Menor planeta do universo que fica localizado na maior galáxia do universo, a Galáxia de Beth El. Um dia Kebequiano é equivalente há dez minutos terrestre. Então podemos entender que a festa iria começar em trinta minutos".
Pelo fato de Akira ter mijado nas calças e de Zaqueu ter cagado nas calças enquanto se protegiam agachados. Houve um atrasou nos festejos em mais um dia Kebéquio. Até que não foi muito do ponto de vista terráqueo. Mas do ponto de vista Kebequiano, um dia em Kebéquio da para se fazer muitas coisas. Jogar Ludo kebequiano no por dos três sois kebequianos a beira da praia de Eutanásia. Arremessar cadeiras kebequianas nos adversários kebequianos ou não, pois perdeu na partida de Ludo kebequiano, e, várias outras coisas Kebequianas.
Você deve estar se perguntando. Por que uma praia se chamaria Eutanásia? É simples. Porque as baleias kebequianas nadavam até ela, e lá encalhavam e morriam. Ninguém entendia por que as baleias kebequianas nadavam até a praia e lá ficavam encalhadas, agonizando. Como os kebequianos não dispunham de muita mão de obra qualificada para o desencalhe de baleias, e as que possuíam estavam jogando Ludo ou arremessando cadeiras. E pelo fato dos reboques e guindastes estarem obsoletos pelo desgaste do tempo e por falta de uso. Mais pelo desgaste do tempo. O Parlamento Kebequiano decidiu em sessão extraordinária aprovar o uso da eutanásia, assim, diminuiria o sofrimento das baleias e se aplicaria o livre arbítrio. Havia um ativista kebequiano que era totalmente contra o uso da eutanásia. Ele defendia a tese de que, se baleias estavam saindo do mar e vindo para a terra, é porque tinham bons motivos para isso. E o motivo era evolução, mas como ninguém as entendia.Todos os habitantes no planeta foram unânimes em dizer que este ativista era louco. Após um plebiscito que foi realizado no planeta decidiram mandá-lo para junto das baleias encalhadas e que não enchesse mais o saco de ninguém. Na verdade o que as baleias queriam era exatamente isto; sair do mar; ir para a terra; evoluir e fazer algo melhor pelo planeta do que jogar Ludo e arremessar cadeiras. Como viram que não poderiam mudar o que milhões de anos criou, decidiram que não valia o sacrifício e aceitaram a eutanásia, caladas. O ativista se suicidou logo em seguida a esta decisão tomada pelas baleias.
A festa estava maravilhosa. A música era monótona. Mas a festa estava maravilhosa. Coisas estranhas e coloridas eram servidas para comer, mas o grupo não se importou, tudo estava muito maravilhoso, apesar da música monótona. O grupo acabou se dividindo em dois, Aroldo e Zaqueu ficaram conversando com um grupo de Unapouerianos intelectuais e Alzheimer e Akira com um grupo de Unapouerianos Técnicos de alguma coisa que não sabiam falar o nome e que os convidaram para conhecer algumas áreas técnicas que eles também não sabiam falar o nome.
Aroldo e Zaqueu contavam sobre suas aventuras e o que faziam para ganhar a vida. Alguns Unapouerianos intelectuais riram bastante nesta hora, mas como Aroldo e Zaqueu não conheciam as expressões unapouerianas, continuaram a contar suas aventuras, e os Unapouerianos continuaram a rir, e assim foi. A dupla foi convidada a conhecer o salão dos Prazeres Telepáticos. Eram várias saletas individuais com uma das paredes translúcidas que as separavam de outras saletas, que também tinham uma das paredes translúcidas, que eram monitoradas pelo STMTT- Sensor Térmico de Monitoramento de Transas Telepáticas*, que ficava atrás de outra parede translúcida.
"STMTT – Sensor Térmico de Monitoramento de Transas Telepáticas – É um equipamento que monitora, por calor, as áreas que mais são utilizadas no ato sexual por telepatia. Mostrando posteriormente em um monitor em forma de planilha o desempenho sexual de cada individuo com gráficos, e as áreas do corpo em vermelho que foram mais utilizadas".
Cada um entrou em uma saleta sem saber o que iria acontecer, mas como foram tranqüilizados pelos Unapouerianos de que nada de ruim aconteceriam a eles, foram. Não iremos relatar aqui o que aconteceu dentro de cada saleta. Apenas vamos dizer que a experiência vivida por Zaqueu e Aroldo foi algo inexplicavelmente inexplicável, todas as áreas erógenas foram ativadas e exploradas ao máximo conseguindo atingir a décima quinta dimensão sem efeitos colaterais e de uma forma jamais vista pelos Unapouerianos. Do outro lado das saletas, depois da sala onde ficava o STMTT, além da sua porta onde um corredor a separava de outra porta. Nesta outra porta nada havia de importante e não levava a lugar algum. Ela apenas estava lá, pois é sempre bom ter uma porta perto de outra porta, assim, você sempre terá uma segunda opção. O único ponto negativo de se ter uma porta próxima à outra, é que, se você quiser colocar uma mezinha ou uma poltrona vai atrapalhar. Neste corredor vinha passando o grupo de Unapouerianos técnicos, Al e Akira. Este último passou pela porta do STMTT e decidiu entrar e ver o que tinha lá. Só não entrou na outra porta, pois uma mezinha estava bem enfrente a ela impedindo a sua abertura. Encontrou dois monitores um com a imagem de Aroldo e o outro com a de Zaqueu. Na imagem de Aroldo a região das nádegas pulsava em vermelho e na imagem de Zaqueu a região em vermelho que pulsava era a da boca. Ficou assustado quando leu o relatório no painel mostrando que a experiência sexual telepática havia sido feita com dois Unapouerianos do sexo masculino. Saiu da sala o mais rápido possível, voltando para junto do grupo, assustado, querendo desistir e voltar para o planeta terra. Mais precisamente em Minas Gerais. Um pouco mais precisamente em São Thomé das Letras e muito mais precisamente para sua casa, se trancar no quarto, se enfiar debaixo da cama, ficar de barriga para cima e com uma mordaça na boca. Mesmo sabendo que tudo isso seria em vão, já que eles podem fazer tudo que quiserem com você por telepatia.
Pegaram um elevador sônico que os levou 2.500 andares para baixo em 18,38 segundos. A sensação de quem anda em um elevador sônico é a seguinte: Primeiro você sente um comichão na barriga e um calafrio; seus ouvido parecem que vão estourar; depois, quando se está descendo parece que os seus órgãos vão parar na sua cabeça; quando se está subindo parece que seus órgãos vão parar no seu calcanhar; quando o elevador para, parece que tudo se mistura e se dissolve dentro de você e que vai sair suco viscoso e nojento por todos os orifícios do seu corpo, se é que você vai ter um quando tudo isso acabar. Isso é tão sério que ao sair do elevador, em cada andar, há um realocador de órgãos, para, é claro, realocar os órgãos em seus devidos lugares. Coisa que nem sempre dava certo. Aleatoriamente, ninguém sabe o porquê. Só se sabe que isso acontece freqüentemente com jovens e políticos, mais com políticos do que com jovens. A máquina inverte a posição do intestino e do cérebro. Alguns técnicos afirmam que o individuo já entra na máquina com estes dois órgãos fora de lugar. O que a máquina faz, é simplesmente colocá-los onde já estavam, e que por isso não é um defeito dela. Os técnicos já tentaram um upgrade nas máquinas passando a informação que intestino é na região abdominal e cérebro é na cabeça. Mas as máquinas recusaram dizendo que é impossível mudar uma coisa que já vem assim naturalmente.
— Sr. Alzheimer. O senhor vem sendo monitorado pela Central Universal Telemétrica desde os seus 15 anos de idade. Quando o senhor caminhava pelo bosque e nós o abduzimos.
— Vocês? Bem que desconfiei que não era o lobo mau. Não tinha focinho... e a boca era muito pequena.
— Mas o senhor estava vestido de chapeuzinho vermelho.
— A dor que senti no meu traseiro... Foram vocês?
— Não! Quando chegamos o senhor já estava com as calças arriadas e...
— Não precisa contar os detalhes. Não precisa!
— O senhor é o único que pode nos ajudar com o Modulador Randômico Multifacetado de Memorização.
— Mas memória para mim é um problema. Não sei se posso ajudar.
— O senhor tem em seu DNA uma enzima multifacetada nos mesmos padrões do Modulador Randômico Multifacetado de Memorização que pode nos ajudar. Descobrimos isso por acaso quando íamos jogar fora o Flaconete Translúcido com o seu DNA, pois já estava degenerado.
— E o que eu tenho que fazer?
Akira só observava, não entendia nada de tecnologia. Seu negocio era mesmo restaurantes.
Uma máquina enorme, cheia de luzes, que no momento estavam apagadas pelo defeito. Estava bem à frente do grupo.
Podemos dizer que, o Modulador Randômico Multifacetado de Memorização, MRMM, — vamos chamá-lo assim —, é nada mais nada menos que o coração da espaçonave. O MRMM é responsável por modular randomicamente às faces de memorização. Vamos lá. Para ficar mais fácil o entendimento, lembra aquele papel dobrado varias vezes formando um leque ou uma sanfona? E da joaninha? Pois bem, esqueça a joaninha ela não tem importância nenhuma neste assunto, o MRMM se encarrega de memorizar cada dobradura do espaço, modular digitalmente esta informação e randomizá-la, ou seja, ele pega a informação de cada dobra de papel, como localização, distância e obstáculos, mistura tudo e joga aleatoriamente no sistema de navegação da espaçonave. Este sistema de navegação se incumbe de demodular os dados, colocando-os na ordem certa. A sorte é que toda esta informação leva 0,00001 nano-segundo para chegar até o sistema de navegação, impedindo assim uma colisão com algum planeta, estrela, ou asteróide. Alguns técnicos dizem que o MRMM está obsoleto, e que só o sistema de navegação da espaçonave daria conta do recado, mas como o inventor do MRMM é sobrinho de um dos diretores da Fresnoc & Fresnoc, acharam melhor deixar assim mesmo, senão muitas cabeças rolariam dentro da empresa.
Alzheimer teria então que colocar uma gota do seu sangue dentro do compartimento leitor de DNA do MRMM, para então, isolar a enzima multifacetada, digitalizar o dados, enviar para o PQP - Processador Quântico Passivo, esperá-lo se tornar ativo, mandar o resultado para o outro PQP, este é o Postulador Químico Permissivo, desligar e religar a máquina depois de aguardar 10 segundos terrestre e pronto. Ela, então, começaria a funcionar novamente. E foi exatamente o que Al fez. As luzes do MRMM se acenderam em seqüência aleatória, depois cronológica, depois na forma inversa. Foi um show de luzes. Ouviu-se um estalo, um ranger, um clic, outro estalo, estalo, clic, clic, ranger, estalo e ranger novamente. Sentiu-se um tranco, ouviu-se outro estalo, estalo, estalo, ranger, clic, ranger. Outro tranco. Os Unapouerianos se olharam assustados com seus grandes olhos arregalados. Nunca havia acontecido algo semelhante. Outro tranco. Akira mexia, neste momento, na mochila de Al, procurava algo para comer, achou o maço de baseados... Outro tranco, tranco, tranco, um tranco mais forte, e, o maço escapou de sua mão, rodopiou no ar. Akira tentou segurá-lo, parecia um marabalista, pegou o maço, mas dois cigarros de maconha escaparam do maço caindo dentro do compartimento leitor de DNA. O leitor isolou as enzimas, digitalizou os dados, enviou-os ao PQP, esperou ele ficar ativo, mandou o resultado para o outro PQP, esse foi o pior, o Postulador Químico Permissivo. O MRMM desligou. O ranger, o estalar e os clics cessaram. As luzes se apagaram. Toda a espaçonave parou, por um curto, mas entediante, espaço de tempo. Um dia Kebéquio se passou. Ouviu-se um ranger novamente, um estalar, esperaram pelo clic, mas este não aconteceu e o Propulsor Cíclico começou a funcionar. Tudo voltou a funcionar na espaçonave, mas uma coisa estava errada. O propulsor acionou a velocidade Putzz. Ouviu-se então as 3.250 vozes entoar um Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh uníssono e curto, agora ouvia-se risadas, Ohhhhhhh, risadas, risadas, tosse, Oh, risadas, tosse, tosse sem fôlego, puxando o ar, Ohhhh, mais tosse, muitas risadas, muita tosse, sem ar. Alguém apareceu tocando uma corneta, agora eram gargalhadas. Tentaram entoar um Ohhhhh novamente, mas totalmente desafinado e fora de compasso. Agora calcinhas, soutiens e cuecas voavam pelo ar. Mais gargalhadas. Apareceu outro alguém imitando o Pato Donald, ou pelo menos achava que estava, mais gargalhadas. O cara da corneta apareceu novamente, mais risadas, gargalhadas e tosse. A espaçonave parecia estar em câmera lenta.
*****
Aroldo e Zaqueu estavam felizes da vida com todas as sensações que sentiram durante a visita ao Salão de Transas Telepáticas. Os dois se olharam, mas ninguém quis comentar o que se passou na saleta. Assustaram-se com o tranco, mas continuaram calados, quando a luzes se apagaram se abraçaram assustados, mas em seguida se empurraram. A luz voltou, ficaram se olhando, tentando imaginar o que tinha acontecido com o outro na saleta. Obdenterbumpales apareceu.
— Senhores, seus amigos estão no MRMM.
— Este barulho e estes trancos... tem alguma haver com eles? — perguntou Aroldo.
— Sim. Vou levá-los até eles.
Aroldo e Zaqueu se recompunham dolorosamente após passarem pela máquina realocadora de órgãos. A sensação era horrível, enjôo e dor nas entranhas. Chegaram na sala do MRMM e o cheiro de maconha e a fumaça estavam em toda parte. Encontraram os Unapouerianos, Alzheimer e Akira dando risadas. Um dos Unas fumava o baseado e soltava a fumaça em forma de aro, um após o outro. Tentavam entender o que estava acontecendo com a espaçonave e entenderam. Bateu uma “larica” e foram para a cozinha mais próxima para saciá-la. Aroldo, Zaqueu e Obdenterbumpales foram juntos. Al contou tudo a eles e teve uma idéia. Provavelmente a espaçonave estava tendo o mesmo problema, estava na “larica”. Pegou algumas guloseimas multicoloridas e as levou até o leitor de DNA. Despejou tudo dentro do leitor, e todo aquele processo entediante de reconhecimento de enzimas começou. Depois de um tempo a espaçonave voltou ao normal. Foram chamados na ponte de comando onde foram saldados por mais uma proeza, apesar dos trancos, a espaçonave estava consertada e pronta para partir.
— Senhores! — falou o líder. — Pela segunda vez vocês nos ajudaram. Apesar de toda a nossa tecnologia, deixamos escapar a algum tempo atrás um prisioneiro que fugiu e se escondeu em seu planeta. Como já conhecemos as habilidades de vocês, — nessa hora alguns Unapouerianos intelectuais começaram a rir baixinho —, gostaríamos de pedir ajuda à vocês para encontrá-lo...
O líder foi interrompido por um entregador intergaláctico vindo do extremo oriente da Constelação de Chináclia. Ele carregava uma enorme caixa com o novo MRMM. O líder colocou uma de suas mãos no microfone para que ninguém ouvisse o que ele falava com o entregador. Com a outra mão apontava na direção de Alzheimer como se estivesse explicando algo. Logo em seguida o entregador saiu aos prantos e furioso, fitando Alzheimer com seus quadriolhos puxados e levando de volta a enorme caixa. Entregadores intergalácticos já nascem com uma entrega pré-definida, e às vezes elas são únicas. Por causa das distâncias um entregador intergaláctico pode passar a vida inteira em apenas uma missão, este é o caso do entregador em questão. Este motivo os leva a ter que percorrer grandes distancias em menos tempo possivel. Quem nunca teve sua espaçonave arranhada ou amassada por um entregador intergaláctico? É por este motivo que são chamados de "Cometa Louco". O pobre entregador havia sido designado apenas para esta missão. Sua vida inteira passou vagando pelo espaço até chegar na Fresnoc XVI, carregando aquela enorme caixa, para chegar ao seu destino e ser mandado de volta porque um ser de raça inferior, um humano branquela, já havia consertado aquela maldita espaçonave. Possivelmente, ele não chegaria com vida em Chináclia por causa da distância e o tempo que levaria a viagem de volta. Seus parentes, provavelmente, iriam pagar pelo prejuízo a empresa que fabricou a peça ou iriam ser decapitados. Todos. Até a quinta geração. Como sua família é podre, seriam decapitados.
— Desculpem-me pelo inconveniente... — neste momento ouviu-se um disparo fotônico. O pobre entregador, a caixa, uma mesa e todas as guloseimas coloridas que estavam sobre ela, dez unapouerianos, um zelímio andoriano, uma estátua de Catoaderno Fresnoc, fundador da Fresnoc & Fresnoc, e algumas outras coisas sem valor, e, uma outra, muito valiosa, que ninguém sabia o que era, só sabiam porque foi mencionada no seguro para posterior ressarcimento. Tudo que estava no raio de ação da arma foram pulverizados. O entregador havia se suicidado. — ...Como eu ia dizendo. Desculpem pelo inconveniente desta interrupção. O Pessoal da limpeza vai limpar tudo. Na realidade só irão tirar o pó.
— Vai ser uma honra ajudá-los. — falou Aroldo preocupado com o que havia acontecido a alguns metros a sua frente e um pouco à direita.
— Uma espaçonave de transporte irá levá-los de volta a terra. Obdenterbumpales irá com vocês e os ajudará no que for preciso. Conseguimos informações de onde possivelmente ele está escondido. Que Raan Xavak os acompanhe.
Akira preferiu ficar e aprender sobre a gastronomia dos Unapouerianos, e místico que é, sobre Raan Xavak. Os Unapouerianos técnicos sintetizaram os componentes da maconha, sextuplicaram sua potência, abandonaram a carreira de técnicos e se tornaram os primeiros traficantes de maconha intergalácticos. O negócio deu tão certo que fundaram uma religião, A Nova Luz do Universo. Eles usavam a maconha como ponte para atingir a Plenitude Interdimensional.
Aroldo, Zaqueu, Alzheimer e Obdenterbumpales seguiram rumo a terra, mais precisamente para Brasília.
Continua
Gerson Balione
Publicado no Recanto das Letras em 26/10/2009
Código do texto: T1888058
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.