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ÚLTIMO CAPÍTULO DA TRILOGIA - MORTENSEN E KAREENE

SEGUE ABAIXO, COMO HAVIA ESCRITO, O ÚLTIMO CAPÍTULO DA TRILOGIA MORTENSEN E KAREENE.
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Capítulo VIII – A batalha final


Sarah, agora, sob os cuidados dos empregados da casa, após a morte de sua mãe, andava aos prantos de um lado para outro. Mas, precisava ajudar Kareene, para dessa maneira ela passar despercebida pelos criados, dentro da mansão.
Sarah escondeu Kareene em um sótão.
- Sarah, estou faminta! – falou em tom sussurrante a vampira.
- Você quer que eu trague algum prato de comida?
- Sim, mas, você sabe né! Eu não me alimento de comidas iguais a vocês mortais.
Sarah olhou meio que sem entender.
- Sarah, eu me alimento de sangue, sem ele fico fraca.
- Ai Kareene! O que faço então?
- Preciso sair daqui para me alimentar e depois volto.
- Certo, você promete que volta?
- Claro, jamais deixarei você sozinha meu anjo. – respondeu beijando sua testa.
- Mas primeiro, preciso ver se a “barra está limpa” aqui em casa.
- Sim! – sorriu Kareene à pequena.
Kareene não pensava direito quando estava faminta.
Depois que Sarah deu-lhe a resposta de que todos os empregados estavam dormindo, Kareene saiu cautelosamente para se alimentar.
Saiu às pressas, pois precisava retornar rapidamente pra proteger a pequena Sarah.

Em um beco sem saída, escura e fétido, uma mulher pedia por socorro. Ninguém ouvia. O assaltante a pegara por trás e tampara sua boca com uma de suas mãos. Com a outra mão a ameaçava com uma faca. Pediu para que desse tudo o que tinha em sua bolsa. A mulher, tentando manter o pânico abriu sua bolsa e lhe deu a carteira.
O assaltante a jogou no chão e pegou todo o seu dinheiro e documentos.
Ele então a pegou pelos cabelos fazendo-a levantar. Com a faca rasgou sua blusa e começou a beijar seu pescoço e peito.
Ela, apavorada chorava muito. Não gritava devido à ameaça sofrida por ele.
Até que, na penumbra, um vulto!
O assaltante, percebendo que havia mais alguém com eles perguntou:
- Quem está aí? Vamos, apareça? – ameaçou mostrando a faca.
Em um só golpe Kareene arrancou-lhe a faca e com um tapa em sua face, o jogou longe.
Ele, levantou-se cabisbaixo.
- Venha, lute como um homem!
- Como um homem não, mas como uma vampira! – disse-lhe voando em seu pescoço.
Kareene espedaçava seu pescoço com muito gosto, arrancava bifes de carne da jugular do rapaz. Ele se debatia, pedia clemência. Pobre alma, tarde demais.
Kareene, percebendo a paúra da mulher, pediu para que ela juntasse suas coisas e fosse embora daquele beco. Ela agradeceu e correu para longe daquele lugar.
À medida que ela espedaçava aquela carne crua, seus poderes voltavam. A vampira se alimentou de todo o sangue daquele pérfido ser. Acabando com mais uma pessoa má na terra.

Enquanto isso na mansão de Natasha...
Sarah não conseguia pegar no sono. Tinha medo de dormir sem que Kareene a protegesse.
Aos poucos o medo foi tomando conta da menina. E resolveu ligar a televisão.
Suas gargalhadas eram maravilhosamente belas. Estava assistindo a um desenho animado. Pulava no sofá diante de tanta alegria. Surpreendeu-se ao mudar de canal sem que ao menos tivesse apertado o botão do controle remoto. Ainda assim, mudou novamente de canal, e continuava suas lindas gargalhadas.
Novamente o canal mudara. Sarah levantou-se, desligou a televisão e foi até a cozinha pegar um copo d´água.
Encheu até a boca o copo cristalino, mas, ouviu novamente a televisão ligando e o desenho animado passando na tv.
Bebeu rapidamente a água e, desconfiada, tirou a tv da tomada.
Afastou-se lentamente da tv e assustou-se ao ver o aparelho ligando novamente só que em um filme de terror. Ela fazia o possível para desligar, mas não adiantava, então, as luzes se apagaram e Sarah gritou!
Uma das empregadas saiu de seu quarto correndo para ver o que estava acontecendo.
- Sarah, o que houve, Sarah, cadê você? Ah menina, eu já não lhe disse para não ficar assistindo filmes de terror? Vá para seu quarto agora.
A empregada, de frente para o sofá, apenas via uma pessoa assistindo à tv. Na penumbra, achou que era Sarah. Ao ficar frente a frente, gritou aos sibilos.
Era uma das empregadas! Estava morta, sentada em frente à televisão sem sua mandíbula.
Ao virar-se para pedir por ajuda algo cortou seu pescoço.
Sarah, estava escondida atrás de um dos móveis da sala. Tentava prender a respiração para que “aquilo”, não percebesse que estivesse por ali.
- Saa-rah! Sarinha, onde você está minha princesinha?
Quando Sarah ia se levantar, por pensar estar ouvindo a voz de Kareene, voltou ao seu lugar.
Alguém estava imitando a doce voz de Kareene.
A sombra aproximava-se deu a volta na sala indo na direção dos quartos.
Sarah então se levantou para sair daquele lugar, correndo na direção da porta da sala.
Quando ia abrir, olhou ainda pra trás e qual foi sua surpresa.
Aquilo havia pego a menina. Ao pegá-la algo atravessou seu estômago, por trás. Era Kareene, em sua forma vampírica. Fazendo com que a criatura soltasse a menina.
- Corra Sarah, corra! – ordenou Kareene.
As luzes então voltaram.
E mais nada se via ou se ouvia.
Kareene, olhou para a menina e correu até ela.
- Venha, vamos sair daqui Sarah.
- Saa-rahh...Venha aqui Sarah, venha até a mamãe.
- Mã-mã-mãe?
- Não Sarah, não vá, não é sua mãe, ela está morta.
- Me deixe Kareene! – soltou suas mãos de Kareene.
- Saa-rahh, venha, sou eu!
Sarah, enganada pelas forças das trevas seguia na direção da voz, mas Kareene, antes de deixá-la totalmente enfeitiçada, a puxou fortemente para o seu lado, mesmo que a garota se debatesse em seus braços.
- Sarah, acorde. Sarah, me ouça. Olhe pra mim, olhe pra mim!! – chacoalhou a garota até esta cair em si. – é uma imagem Sarah, não é sua mãe. Aquela coisa que pegou você está tentando te confundir, acredite em mim querida.
Sarah então a abraçou fortemente.
Ao virar-se para sair da casa, aquele ser a pegou por trás. Deixando Sarah cair ao chão.
Kareene virou-se para aquela figura dantesca e perguntou:
- Quem é você?
- Sshshshshshshhshs........
- Alleiswach? Nossa, como você está horrível heim! – zombou da criatura.
- Pois então, olhe para mim novamente, vadia! – e, mudando de fisionomia, aparecia ora a face de Kate ora o ser diabólico que era Alleiswach.
- Mas, o que é isso? O que foi que vocês duas fizeram? Aposto que dessa maneira não vão encontrar um namorado jamais.
- Chega de piadinhas, Kareene! Você sabe muito bem o que eu quero e por isso, lhe proponho uma troca.
- Com você não há qualquer tipo de negociação, bruxa!
- Dê-me a menina agora, ou todos sofrerão as duras penas aqui na terra.
- Jamais entregarei, ela é minha filha!
E Sarah, olhou exclamativa depois dessa última frase.
- Agora terá de se explicar com a garotinha, Kareene! – sorriu frenética a criatura.
- Sarah, eu, em outra vida fui sua mamãe.
A garota sem muito entender disse:
- Não, minha mamãe é Natasha e ela está morta. Você é apenas o meu anjo.
- Sarah, compreenda. Eu vim de outra vida para te proteger sim, porque em uma outra época fui sua mamãe. Agora, preciso te livrar de todo e qualquer mau. Por favor, confie em mim.
A pequena então abriu a porta e saiu para fora da casa.
A criatura e Kareene saíram atrás de Sarah.
Kareene iniciou a luta para que Alleiswach e Kate, a criatura siamesa, não pegasse Sarah.
A vampira rasgou o pescoço da criatura com uma de suas garras, prendendo-se a ela. Aquele ser se debatia para que Kareene saísse de cima dela. Até que jogou Kareene a metros de distância.
Kareene, arrancou então uma placa de trânsito e bateu violentamente contra o peito do demônio. Este alçou vôo! Caindo a metros de distância. Antes que ela se levantasse, a vampira pegou então uma moto, parada pela rua e arremessou contra a criatura, ferindo-a.
Ela tratou de correr para pegar Sarah, antes que aquele se levantasse e corresse em sua direção.
Kareene então viu Mortensen, ao seu lado.
Ela se emocionou, tentou acariciar sua face. Mas ele estava transparente.
- Vá Kareene, a pequena Sarah precisa de sua ajuda, enquanto isso distrairei a criatura.
Kareene, obedecendo ao seu homem, mandou um beijo a ele e correu na direção da garotinha.
As irmãs siamesas se levantaram! Mortensen, em sua frente, tentava confundi-las com sua imagem esvoaçante e translúcida.
O ser tentava de qualquer maneira acabar com ele, mas em vão.
Mortensen então, usando de seus poucos poderes, com sua mente, arremessou um poste de luz na direção do monstro. Sem sucesso, pois, a coisa conseguiu se esquivar.
O ser então, se transformou em uma fumaça pronta para iniciar um combate com Mortensen.
- Não Alleiswach! – gritava Kate em seu mesmo corpo. – Deixe-o ir, ele é apenas um espectro, você tem que pegar a garota.
- Não sem antes eu acabar com esse vampiro metido a besta. Há tempos que espero por esse momento Kate, deixe-me!
Nesse momento, os seres em que ambas tinham se transformado se difundiu. Agora, Alleiswach voltara a ser um espectro do mal e Kate, uma imortal poderosa, na terra.
Kate, não queria a garota, mas, precisava exterminar Kareene, pois ela sim seria um obstáculo para suas conquistas na terra.

A guerra psicológica entre Mortensen e Alleiswach precisava ser vencida pelo vampiro. Ele teria que trazê-la para o vale dos vampiros a fim de ser exterminada por completo, pois lá, ela possuía pouca energia, já que era um lugar menos denso. O portal na boca do precipício ainda estava aberto. Mortensen precisava levá-la até a casa de Natasha, pois ali o portal de entrada se encontrava: no quarto de Sarah.
Mortensen e a demônia se enfrentavam freneticamente. Suas mentes se encontravam como picantes gotas de uma tempestade. As alfinetadas psíquicas de ambos doía em suas almas.
O vampiro então, aproveitando uma das quedas de Alleiswach, rumou para a casa de Sarah.
Entrando na casa, Mortensen percebeu que todos os empregados ali foram mortos. Alleiswach então surgiu e por trás de Mortensen começou a sugar sua energia através de um orifício de suas garras esfumaçadas.
Mortensen aos poucos foi rastejando para o quarto de Sarah.
Alleiswach continuava lhe sugar e sugar. O vampiro então, através de sua energia psíquica, tentou de alguma maneira banir aquela energia do espectro, tentando confundi-la. Ela aos poucos também foi sucumbindo. Ela também não possuía tanto poder assim, como em sua outra vida. Ambos então se entrelaçaram para tentar exterminar com a energia um do outro. O porta aos poucos se fechara e Mortensen precisa pensar em algo. Lá no Vale dos Vampiros, na camada dos sonhos, um dos amigos do senado, percebendo que até o corpo astral de Mortensen estava se esvaindo, deitou-se na outra maca e fechou seus olhos, para ajudar o rei do Vale.
Como que na velocidade da luz ele, chegou a tempo de empurrar os dois para dentro do portal. Mas, ela, fora consumido pela energia da terra. Além de não ter permissão para tal ato, ele não era um vampiro que suportasse tal energia.
A demônia e Mortensen então chegaram à boca do precipício do Vale dos Vampiros. Vladwish aguardava ambos.
A demônia tentava de toda a maneira sair de lá, mas em vão; o portal acabar de se fechar. Mortensen, sem suas energias, caiu sobre a relva. Ela, sem poder algum, mas ainda com uma maldade infindável, tentou matar o vampiro. Vladwish, apenas estendeu sua mão e com sua energia fê-la abrir uma fenda em seu cerne. Ela então, com a força da mente de Vladwish, se consumia, como que se um buraco negro abrisse em seu cerne e a sugava para dentro de uma outra desconhecida dimensão. Até desaparecer completamente.
Vladwish, chamou os soldados, que pegaram Mortensen e o levaram para dentro da fortaleza.

- Sarah, por favor, você tem que confiar em mim! Só quero o seu bem.
- Vai embora Kareene! Deixa-me! – ordenou agachada em um canto da treva rua.
- Temos que sair daqui, Alleiswach virá atrás de você e lhe levará daqui.
Kareene ainda não sabia que Alleiswach havia sido exterminada e que Kate, estava nas proximidades, à sua procura.
- Vou lhe contar uma historinha Sarah. Esse ser que você viu, fez com que sua mãe tirasse sua própria vida. Sarah, ouça-me, você tem que confiar em mim. Não tem mais ninguém a quem você recorrer, por favor minha querida; além de tudo, sou o seu anjo guardião.
Sarah, às lágrimas, pulou no colo de Kareene. Esta a beijou e a abraçou muito, dizendo: - Minha mamãe-guardiã.
As lágrimas dos olhos de Kareene, escorriam por sua face alva.
A vampira então, ao virar-se com Sarah em seu colo, para ir embora, esbugalhou seus excêntricos olhos verdes dizendo:
- Você!! O que faz sem sua irmã?
- Sim, Kareene! Euzinha ao vivo, à cores e materializada!
Kareene soltou Sarah para trás dela e foi para cima de Kate. Ambas travavam um duelo feroz. O poder das duas vampiras era muito semelhante, e Sarah, acompanhava assustada, mas torcendo muito para sua “mãe-guardiã”.
Kate zombava de Kareene a cada golpe.
Ambas se feriam muito com suas garras, presas, pontapés à face, socos no abdômen. Além de pedaços de objetos de rua que voavam na direção de ambas.
As pessoas viam aquilo e nada compreendiam. A maioria corria assustada, outras se escondiam para ver o que estava acontecendo. A polícia chegou e ordenava para que parassem, senão atirariam. De nada adiantava. Elas continuavam com ou sem tiros.
Até que, sanada com tanta guerra, Sarah levantou-se, foi de encontro a Kate, colocou a mão na testa da vampira e disse:
- Sob a força do Dragão, sob a força dos Deuses antigos, eu ordeno que volte de onde veio e esvaeça desse corpo que jamais viverá aqui na terra.
Nesse momento, toda a população ali presente, olhava atônita. Kareene, com seus olhos cheios de lágrimas percebera o poderoso ser que era Sarah.
“Mas como?” – pensou Kareene. Até que juntou os fatos em sua mente e chegou à conclusão de que Sarah tinha em suas veias, o sangue da Ordem Draconiana! Mesmo sendo humana e não uma vampira materializada; Sarah tinha o dom da palavra e a energia psíquica.
Kate, não podia se mexer. Estava tomada por uma energia avassaladora, totalmente suave, mas ao mesmo tempo pegajosa. Seus músculos se contraíam bruscamente, seus olhos não mais demonstravam ser a de uma vampira, suas presas diminuíram. Assim, via-se sua alma ser puxada para o Vale dos Vampiros, onde iria sofrer as duras penas de um traidor. Seu corpo, padecera por ali mesmo, perante os olhos de todos.
Kareene, prostrou-se diante da filha, que a abençoou. Aos poucos a moça fora deixando de ser uma vampira e se tornando uma mortal. A maldição finalmente acabara, as mortes hórridas chegavam ao seu final e o legado de Sarah deva início à paz entre humanos e vampiros.


*

- Mamãe, tem um vampiro em meu quarto!! – gritou Sarah à sua mãe, Kareene.
Kareene, um pouco desconfiada, foi então ver o que estava acontecendo em sua nova casa.
Era Mortensen, acenando à ela e sorrindo muito feliz.
Kareene, pega pela emoção, chorou por ali mesmo, de alegria e felicidade pela oportunidade de ver o seu homem.
Ambos sabiam que seus destinos seriam assim. Como o sol e a lua. Apenas se viriam entre o sono e a vigília, exceto naquele momento.
Mortensen real dono do trono do Vale dos Vampiros, visitava Kareene em seus sonhos. Além de rei ele também, a partir daquele momento, se tornara o mais novo Anjo Guardião de Kareene.
Kareene adotou legalmente Sarah. Mãe e filha viveram felizes por essa vida e Mortensen, feliz por finalmente exterminar o mal, sabia que um dia, novamente se materializaria e continuaria sua vida mortal ao lado de seu grande amor: Kareene!

                                         ****FIM*****
The Crazy Joker
Publicado no Recanto das Letras em 28/06/2008
Código do texto: T1055586

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Comentários
04/07/2008 21h28 -
Que belo desfecho, hein! Estou surpresa pelo rumo que tomou essa história, é mesmo muito bom todos os capítulos. Está de parabéns, valeu a pena acompanhar esta saga vampírica. Bjs.

Sobre o autor
The Crazy Joker
Americana/SP - Brasil, 31 anos, Escritor Entusiasta
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/08/08 00:26)

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