Ratos no Armario capitulo 10 (Aline nas correntes)
Ola Amigos, para endenderem esta estoria vocês tem que procurar no meu perfil pelo capitulo e um, boa leitura e comentem...
A campainha tocou duas vezes, Cristiano levantou-se devagar deixando a esposa na cama, deixara crescer um cavanhaque que lhe dava um ar jovem, apanhou o óculos no criado mudo, óculos que lhe davam um ar de senhor, ficou em pé e colocou os óculos no rosto, uma armação prateada discreta, bem fina.
Tocaram outra vez, Quem poderia seras sete da manha em um dia de folga, o pior quem o porteiro deixaria entrar neste horário sem ser avisado; pensava nestas coisas enquanto andava devagar, vestido na camiseta, um shorts e chinelos.
Olhou pelo olho magico e viu apenas o corredor e a outras portas, as portas dos vizinhos.
O velho sensor gritou em sua cabeça, era Advogado criminalista e sempre corria alguns perigos, pensou em apanhar arma no fundo do guarda roupa mais limitou-se a perguntar.
-Quem e?
-Me chamo Silas sou do departamento de policia. Cristiano estranhou, franziu a testa, olhou para o teto meio que se perguntando o que poderia ter acontecido, olhou outra vez pelo olho magico e viu um dos homens mostrando seu distintivo. Abriu a porta e viu dois homens do lado de fora, Um negro alto e forte vestindo roupas sociais e um tipo Oriental com as mesmas roupas, mais baixo e menos forte.
-Sou o Detetive Silas. Disse o negro estendendo a mão para Cristiano , embora que Silas já fosse um homem alto teve que inclinar a cabeça para o alto um pouco para olhar no rosto de advogado que apertou a mão do homem enquanto este lhe apresentava o distintivo. -Este e Ricardo. Apertaram a mãos e Cristiano ficou esperando que falassem.
-Senhor hoje pela manha. Disse Silas não parecendo constrangido por não ter sido convidado a entrar. -Um casal de senhores, Dona Maria e o senhor José Carlos Registraram o desaparecimento de sua filha Aline.
Cristiano ficou sem ação por alguns segundos e depois que conseguiu voltar a si, andou par ao lado um pouco e falou.
-Entrem... estava confuso. -Me contem.
Enquanto os policiais de acomodavam Cristiano abria as cortinas da janela da sala, iluminando toda a sala e depois se sentou de frente para eles no sofá.
-Bom. Ricardo falou ainda tendo, mais só se você prestasse atenção, um suave sotaque de sua terra natal. -Os senhores dizem que a campainha ticou a noite e José teve que ir atender. Disse que viu uma mulher no portão que perguntou por Aline, senhor José Disse que ela deveria estar dormindo pois já passava da meia noite, a mulher agradeceu o homem se virou e ia entrando em sua casa quando, sentiu mãos tocando-lhe o ombro e algo sendo pressionado contra seu nariz, os senhores dormiram ate hoje pela manha.
-Foi roubo? Cristiano perguntou com a mãos no joelho e foi Silas quem respondeu.
-Não, nada tirado a não ser que pela manha quando os senhores foram ver se Aline estava bem a casa estava aberta e ela tinha sumido, não foi trabalhar também.
-Um sequestro? Cristiano estava preocupado e ficou mais ainda quando a esposa apareceu na sala de camisola, a bela senhora indo para a melhor idade, ela perguntou:
-O que houve com ela, esta machucada.
-Senhora Margarete sim? A mulher confirmou com a cabeça e andou para senta-se ao lado do marido. -Não sabemos, não havia marcas de lutas na casa dela só uma sexta de café da manha, com muitas coisas dentro tinha também um garrafa de vinho quase cheia. Vai tudo para análise.
Ricardo olhou para os dois e falou retirando do bolso um bloco e uma caneta.
-Os senhores não sabem nada que possa ajudar?
E mesmo que soubessem não era o melhor momento, estavam abalados segurando a mão um do outro e ela a qualquer momento choraria muito.
-Não. Cristiano falou desviando o olhar. -Nos não nos falamos a quase.. engoliu uma grande bola de tristeza, pesada como um navio, discreta como uma lagrima. -Quase um ano.
-Isso e ruim. Disse Silas distraído. -Quando puder, e se quiser pode comparecer ao distrito policial, ao 13?
-Claro de posso. Disse Cristiano. -Tão logo eu troque de roupa e me ponha apresentável.
Todos se levantaram e os policiais foram atrás de Cristiano que abriu a porta e deixou eles passarem.
-O que acham? Cristiano perguntou em tom baixo já que a esposa tinha ido com certeza chorar no quarto.
-E uma coisa bem incomum. Disse Ricardo. Mais promete-mos ajudar.
Após se despedirem Cristiano começou a fechar a porta vendo os homens parados na frente do elevador, fechou a porta retirou os óculos do rosto, encostou-se na parede ao lado da porta e foi escorregando devagar sentindo o peso do mundo em suas costa, segurou-se por pouco tempo logo estava chorando como um criança acuada, chorou tristezas novas a magoas antigas...
marcos antonio silva
Publicado no Recanto das Letras em 02/11/2009
Código do texto: T1900366
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