A AMIGA DE MINHA IRMÃ... O começo... (parteI) (b)
A AMIGA DE MINHA IRMÃ... (PARTE I)
O Começo...
By Rutilla Mountfort.
Minha irmã tinha uma amiga, uma menina não muito bonita, bonita o suficiente e talvez não conseguirei descrevê-la, porém vou tentar. Era loira, olhos claros sobre uma pele bronzeada de sol de interior, o que mais me chamava a atenção nela era seu bumbum arrebitado que vivia explodindo ou no uniforme do colégio ou nos seus tubinhos ou até nas saias azuis de pregas. Aquilo me deixava maluco. Outra coisa que chamava a atenção era seu irmão, o garoto não desgrudava de mim, tínhamos a mesma idade, e ele me perseguia. Ambos tinham algumas coisas em comum, os dedos finos e longos e se tem coisa que me chama a atenção de imediato são as mãos. Ambos também eram vaidosos.
Eu me sentia deslocado, pois eram de família abastada e nós éramos filhos de operário, mas quando estávamos na brincadeira tudo rolava na mais perfeita ordem, não havia tido um momento a sós com ela, talvez até ficasse encabulado ou tivesse medo, mas dizem que o tempo aproxima e isso aconteceu.
Era normal na época os cursos de datilografia, que seria o mesmo que curso básico de informática nos dias de hoje, e no dia da entrega dos certificados teve uma festa com banda e coquetel, mas como não tínhamos grana para pagar a de todos, ficou combinado que eu iria buscar minha irmã próximo do encerramento. E lá fui eu, minha melhor e única roupa domingueira, plantado lá na frente do clube e nada de acabar.
__O moço, posso só ir olhar se minha irmã ainda está aí, já saio prometo.
Não é que o carinha me deixou subir, e lá fui. Primeira vez numa balada, as luzes, o cheiro de suor, cigarro e bebida, o som alucinante. Rapidamente encontrei a amiga de minha irmã que me informou que ela estava sozinha pois minha irmã estava de malho com um dos colegas do curso, encontrei-a entre braços e beijos com outro garoto e ela pediu para que esperasse mais um pouco.
Desci avisar o cara que ia esperar e ele falou:
___Até hoje foi o único que voltou para sair, por isso vou deixar você fazer a festa.
Não deixei que ele mudasse de idéia, retornei e fiquei perto da amiga. Que me levou para a pista e eu ensaiei meus primeiros passos no palco, dançava em casa mas nunca assim na frente de todos, foi por isso que ela começou a me embebedar dizendo que me faria soltar.
E me soltou. Dançamos até que minha irmã veio para irmos embora, saí feito macho de braços dados com as duas, mas na rua, eu e ela ficamos mais próximos e minha irmã ia na frente, chegamos primeiro na casa dela e sua mãe nos recebeu e quis que tomássemos café, principalmente forte já que eu estava visivelmente alto, pedi para ir ao banheiro e fui guiado, entrei e não demorou ela entrou, passou a chavezinha e nos trancou, eu quase me mijei nas calças com o susto.
___Você acha que eu ia deixar você ir assim?
Me agarrou, desceu minha calça mais e vendo o meu semi acordado amiguinho ajoelhou-se e mamou, com a perícia de quem tem prática, me botou sentado ao bidê e arrancando sua calcinha sentou-se em cima de mim, e subia e descia, eu dentro dela, ela me mordia as orelhas, me guiava e falava o que precisava, ‘mexe aqui, isso, passa a mão, agora o dedo, morde o biquinho, ah.’
Não lembro quantas vezes ejaculei, apenas que comi ela ou ela me fez comê-la, acho que fui eu a vítima de abuso por estar meio embriagado, só sei que estava sem forças para levantar do lugar, me deu um remédio qualquer que nem lembro e eu dei uma acordada, pelo menos até chegar em casa.
Pela manhã no colégio ela veio até a mim.
___ E aí meu garanhão. Pensei que não conseguiria andar hoje.
___Quase.
___Quer fazer tudo de novo, mas sem o álcool?
___Por que não. Quando?
___Que acha de matarmos as duas últimas aulas? O matinho perto de casa é um lugar muito tranqüilo, vamos?
___ Nos encontramos na biblioteca às 10.
___Uhm...dez vezes então?!
Confesso que até aquele momento eu nunca a havia olhado para a amiga de minha irmã com outras intenções, sempre a respeitei e não tinha nunca imaginado nada diferente com ela, mas foi aí meu engano, pois ela acabou vindo a ser a minha melhor professora na adolescência.
Poet Ha Abilio Machado
Publicado no Recanto das Letras em 04/07/2008
Código do texto: T1063941
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