Na fazenda do meu tio XXVI
Enquanto a arquiteta dirigia na volta para a fazenda, eu ia pensando no ocorrido dentro da loja de material de construção. Ficava imaginendo o "sofrimento" daquele rapaz olhando para as minhas coxas, vendo a calcinha entrando na minha bunda, e mais: vendo, ao vivo e a poucos metros de distância, a buceta gostosa da minha amiga, e não poder fazer nada. Como eu, devia ser quase virgem, pela idade que aparentava. Se não fosse filho do dono da loja,era empregado e certamente tinha medo de perder o emprego. Pela quantidade de esperma que jorrou sobre as caixas de azulejo, na certa era bastante vigoroso. Aquilo tudo me havia deixado com o tesão a flor da pele e certamente à arquiteta também. Quando chegássemos em casa com certeza iriamos cair nos braços uma da outra, ou iríamos procurar nossos machos para apagar nosso fogo. Estávamos nos aproximando da entrada da fazenda alguns metros à frente, quando ela encostou a caminhonete no acostamento e me falou:
-Toma o volante. Dirige um pouco. Assim você vai pegando prática.
Eu lhe havia contado que que tinha sido reprovada no teste de direção do Detran e que iria tentar novamente em breve. Assumi a direção. Já nos aproximávamos da entrada da fazenda e eu me preparava para fazer a curva, quando vimos um carro de Polícia Rodoviária nos ultrapassar e parar à nossa frente, fazendo sinal para a gente encostar. Paramos, e enquanto um policial ficou no volante da patrulha, o outro se aproximou me pedindo os documentos do carro e cateira de habilitação. Gelei na hora. Tentei lhe explicar que a dona era a minha amiga, e era ela quem costumava dirigir. Só peguei no volante porque estávamos praticamente na entrada de nossa fazenda. Mas não adiantou nada. Me mandou descer, pegou o seu bloquinho e começou a fazer anotações. Foi então que a arquiteta saltou, se aproximou do guarda e falou baixinho próximo ao seu ouvido:
- Seu guarda, fazemos QUALQUER COISA para evitar essa multa...
Falou com a voz insinuante e cheia de malícia.O guarda logo parou de escrever e olhou para nós duas, minuciosamente, como se estivesse fazendo uma avaliação. Depois perguntou, apontando para a estrada de barro:
- Aquela fazenda é de vocês?
- Sim, é nossa -falei.
- Podemos entrar e parar debaixo de uma árvore para conversar?
- Claro, seu guarda!
A essa altura dos acontecimentos, o nosso pensamento já nem estava mais na multa e sim naquela dupla de machos alí à nossa disposição. Eles nem imaginavam que nós duas estávamos cheias de tesão e loucas para encontrar alguém que nos fudesse naquele momento. Eram dois gatos! Tanto o do caderninho quanto o do volante. Procuramos uma árvore bem afastada, onde não fôssemos vistos por quem passasse na estrada. Quando descemos dos nossos carros a arquiteta falou para o policial do caderninho:
- Só tem um probleminha, amigo. A minha amiga é vigem.
Nesse momento ouvimos a voz do outro, o do volante:
- A virgem deixa comigo. Adoro comeu o cú de uma virgem.
A arquiteta então falou que na carroceria da caminhonete havia uma grande esteira, que costumava usar com o marido em acampamentos, e que daria para nós quatro. Tiramos as nossa roupas e subimos todos. Fudemos tanto naquela caminhonete, naquela manhã, que quando demos por nós, três horas já se haviam passado. Vestimos nossa roupas, o policial rasgou as anotações do caderninho e jogou fora. Trocamos telefones e nos despedimos. Queríamos repetir a dose num outro dia qualquer, pois tinha sido uma foda inesquecível.
josebr
Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2009
Código do texto: T1907778
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