Texto

QUE PENSAR DISTO?

OS MISTÉRIOS DESTA VIDA

Landulfo e Madalena tinham um único filho, Roberto.

Certo dia ao estacionar diante da casa onde moravam, um caminhão desgovernado desceu a rua em alta velocidade e bateu no carro..

O casal nada sofreu, mas o garoto foi atingido e veio a falecer.

Nem é  preciso descrever aqui a dor dos pais diante da tragédia.

Pouco tempo depois eles venderam a casa e mudaram-se para outro lado da cidade não voltando mais àquele bairro.

Desde que perdeu o filho Madalena começou a rezar pedindo a Deus que o devolvesse reencarnado e quando engravidou acreditou piamente que estava tendo o Roberto de volta.

Eles eram espíritas, mas tinham muito pouco conhecimento da Doutrina.

Quando o bebê nasceu, Madalena quis dar-lhe o mesmo nome do irmão e ficou muito feliz acreditando que Deus tinha ouvido sua prece.

Robertinho era muito parecido com o irmão falecido, o que não era de se admirar, pois eram irmãos, mas Madalena via nisso mais uma confirmação de que era o mesmo.

Um dia, porém, Landulfo saiu de carro com o filho, então com quatro anos, para dar uma volta pela cidade e quando passaram diante da casa onde tinham morado o menino exclamou:

- Olha, pai, a casa onde a gente morou!

Landulfo, muito surpreso, tentou ainda acreditar que alguém devia ter mostrado a casa para ele e contado que os pais moraram ali, o que era uma hipótese muito remota, pois a casa era muito semelhante às demais da rua, alem de que, quem poderia ter-lhe dito isso?

Resolveu contornar o quarteirão e passar de novo por ali para ver se ele dizia alguma coisa, mas, quando diminuiu a velocidade diante da casa o menino gritou:

- Não pare aqui Papai, que o caminhão vai me atropelar de novo.

Que pensar de tudo isto?
Maith
Publicado no Recanto das Letras em 03/11/2009
Código do texto: T1903729
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Comentários
12/11/2009 00h44 - Lu Ar
Fantástico!É um conto real? bjs!bjs!bjs!
06/11/2009 18h10 - Gely
Lindo, muito me emocionou, beijos.
06/11/2009 01h01 - SMELLO
Prezada Maith, Há qto. tempo não nos correspondemos, o faço com muita alegria e devotado carinho. Não sei até onde vai o pensamento de seu curioso conto ou se se trata de mera ficcão.A autora preferiu a indefinição, visando uma avaliação "formal" dos seus leitores. Parto de um princípio,a fim de chegar ao meu entendimento conclusivo. A FÉ é o alicerce fundamental na conquita de uma dádiva DIVINA. A mãe do menor não estava apenas com ESPERANÇA de conseguir proteção de DEUS para rehaver seu filho, falecido tragicamente. Quando suplicava, fazia, ditada pela fé, que seria atendida. Não sou espirita, nem católico por convicção e sim fundamentado nos ditames de Jesus. Tal comportamento me dá a crença que ele atendeu o pedido daquela mãe sofredora. Maith, com a capacidade de que é possuidora, VOCÊ ESCREVEU UM EXCEPICIONAL CONTO, PARA TEXTAR A ORIENTAÇÃO CRISTÃ DOS SEUS LEITORES. Estou maravilhado diante de sua inteligència. Meus cumprimentos por sua altivez. SMELLO = Alberto Frederico 6/11/09.

Sobre a autora
Maith
Sorocaba/SP - Brasil
127 textos (13035 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 27/11/09 04:34)

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