Texto

A sede

Lambi o asfalto, para tentar absorver aquela água que era preta e fedorenta. Seu nojo nunca  será  maior do que a sede que eu sentia . Eu não me importava com a cor , com o cheiro , com o  sabor da água e nem com os escarros e fezes das quais eu cai por cima. Bebi toda a água daquela poça . Saciei minha sede mas o gosto da podridão da água ainda esta na minha boca.
Tiago Amaral ( anjo sepulcral )
Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2009
Código do texto: T1909726

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Comentários
08/11/2009 16h01 - Rosa Mattos
Desde os primeiros contos que li fiquei com a sensação que seriam parte de uma história. Este, me põe na boca o gosto de quero mais, quero mais, quero saber do que você é capaz!

Sobre o autor
Tiago Amaral ( anjo sepulcral )
São Gonçalo/RJ - Brasil, 20 anos
18 textos (636 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 27/11/09 07:42)

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