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| CRIME NA PRAIA FORMOSA - PARTE IV O que ele teria acontecido; Não suportando mais aquela aflição desci, fui à garagem peguei meu carro e fui dar uma volta pela cidade tentando encontrar novamente o homem de barba negra. Rondei a cidade toda indo até mesmo pela orla, onde ao regressar para a cidade entrei por algumas horas num dos supermercados que ali se encontram, com a esperança de encontrar o tal homem. E numa conversava aqui e ali , soube da história de um andarilho, que vagava pela cidade em busca de paz. Mas nisto ao perguntar por ele, soubera também que se chamava Jabacó, e ao saber lembrei que lerá num jornal postado numa mesa daquele bar propositalmente para que eu pudesse ler, e por qual motivo colocaram o jornal ali não poderia deduzir. Mas com certeza alguém queria me dizer algo sobre Jabacó que morria de medo em se envolver em mais uma vez em algum escândalo. A partir daquele momento senti á necessidade de encontrá-lo e saber porque aquela situação me importunava a cada momento que se passava.Voltando ao apartamento, abri o frigobar, tirei uma cerveja e comecei a beber, quando de repente sinto um ar frio e não dei atenção, apenas imaginei ser da temperatura da bebida. Junto ao ar condicionado Mas para espanto ao me virar para um dos lados pressenti não estar sozinho e vi que estava acompanhado daquela linda mulher que de súbito apareceu, estaria sonhando acordado ou estaria ficando louco, vendo-me frente a frente com aquela moça. Imaginei estar alucinado defronte aquela aparição. Levantei da onde me encontrava mais não conseguia me aproximar dela e o estranho é que apesar de vê-la falar, sequer ouvia suas palavras. Tentei tocá-la para me certificar que não me encontrava louco e acabar com aquele mistério, quando o interfone interrompeu-me, fazendo-me voltar à realidade. Atendi ao chamado e uma voz me comunicava que um homem precisava com urgência falar por algum momento comigo. Solicitei que o mesmo esperasse-me na recepção. Desci e o procurei, o recepcionista mostrou-me logo adiante, aquele homem que o procurei por todos os lugares que percorri.Fui até ele e combinamos sair um pouco daquela pousada e ir sentarmos um pouco nas areias da praia, quando assim que chegamos ele trêmulo começava sua narração. _Moço, foi nesta pousada que tudo começou, no mesmo apartamento, no mesmo quarto que o Doutor se encontra. _ Sim. Diga-me o que aconteceu. Perguntei para aquele homem tão aflito. _ A minha filha... _ Não estou entendendo. _ Uma longa estória, que hoje tive coragem e vim contar. _ Pois não, fique calmo e fale o que o senhor tem para falar. _ A minha filha, estava com o namorado dela aqui na praia passando um tempo com o namorado dela quando tudo aconteceu. _Pode falar, estou querendo lhe ouvir. _ Três homens se aproximaram da minha filha e do namorado dela e... _ Sim! Pode falar... Aquele homem estava realmente designado a falar para mim o que se passará com aquela moça. Mas com certeza algo o impedia de falar. Quando perguntei se ele acharia melhor se nós saíssemos daquele local e ir para outro onde ele por acaso se sentisse mais à vontade. _ Eu tenho medo, doutor, eles podem me pegar... _Quem poderá pegar você? _ Três homens ! _Quem? _O Mestre, o Ceara e o outro que o chamam de Carioca. _Mas... _Sim.O senhor já ouviu falar deste caso. Aqui nesta cidade todos tinham receios e ninguém queria comentar nada sobre eles. Os três moravam aqui nesta cidade. Dias de lua minha filha e o seu namorado gostavam de namorar aqui na praia como todos os jovens, que como amantes gostam de apreciar a beleza da lua, e deste lugar que admiravam o luar.Este Mestre que também era muito conhecido aqui. Mas por ciúmes, querendo namorar a força a minha filha, sempre dizia para ela que um dia faria com que ela terminasse o namoro com o rapaz e desse uma atenção á ele. Coisa que ela nunca deu cabimento, nem mesmo nos tempos de colégio ela não se aproximava. Tudo começou num dia que ele voltou de uma longa viagem que fizera para o exterior... |
| Alexandre Oliveira |
| Publicado no Recanto das Letras em 12/10/2009 Código do texto: T1861805 |
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Alexandre Oliveira
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