Texto

  CRIME NA PRAIA FORMOSA -
FINAL

O homem de barba negra, começa a narrar toda ocorrido com os mínimos detalhes e dizia-me do interesse do Mestre por sua filha. Contava-me de uma forma que eu entendia-o nos mínimos detalhes, dando-me a impressão que eu estava presente e vivenciando aquela história a minha frente, como se fosse um filme visto numa televisão.
_ A princesa está precisando de algo em que eu possa ajudar?
Contava-me ele que a moça sempre era assediada ao fazer algumas compras num supermercado por este desta maneira..
_Por favor, não me incomode, o meu namorado poderá ver e provavelmente não ira gostar.
_ Ele que fique na dele. Eu tenho dinheiro, e posso comprar o que quiser. Ele não terá coragem de vim querer tirar gracinhas. Senão, poderá se arrepender.
Assim passou-se algum tempo ele narrando tudo já com lagrimas nos olhos ao lembrar de todos os detalhes que muitas vezes presenciou.
_ Calma!Tenha calma. Aquele homem se dizia ser o pai daquela jovem que não me saia da cabeça. 
_ Todos, aqui doutor...
_ Por favor, me chame de Luciano e outra não me chame de doutor.
_ Tudo bem, seu Luciano. Estava apavorado com o que aconteceu e ninguém queria se envolver. Aquele homem sentia uma magoa enorme ao falar o que acontecerá.
_ Este Mestre se achava o tal só porque era empregado de uma estatal muito importante aqui no nosso país, queria fazer e acontecer ao se unir com os dois comparsas para aprontarem barbaridades depois de beberem e usarem todo tipo de drogas com algumas mulheres levianas. Certo dia, minha filha saiu de uma loja e ele abordou-a, nisto o namorado dela chegava naquele momento e presenciou, não
temendo aquele procedimento, partiu para cima dele com fúria e nisto uma grande confusão aconteceu. Levando o pior, ele fala que aquele impasse não ficaria assim e com isto jura os dois de morte. Mas o rapaz não se intimidou, prosseguiu os encontros no mesmo local aqui na praia e quando queriam ir um local mais intimo, hospedava-se por algumas horas aqui nesta pousada no mesmo quarto que o senhor está hospedado.  
_Então, eu não estou louco?...
_O senhor é mediúnico. Vê coisas e pode simplesmente falar com os mortos. Por isso deve estar vendo e percebendo que a minha filha deve estar querendo dizer algo para o senhor.
_ Mas que história é está? Que conversa que falo com mortos. Essa eu não sabia, ta certo que...
Perguntava-lhe com certa admiração por ali descobrir está virtude que eu não conhecia ter.  
_ Sim.Somente você aqui pode nos trazer e dizer-nos o que ela quer.
_ Mas como?
_ Na hora exata, no momento certo você saberá; não se preocupe. Agora vou ter que ir.
_Mas como?Fale e explique-me mais sobre tudo que aconteceu.
_ Não posso no momento. Mas com certeza você ficará sabendo de tudo. Levantou-se donde estava sentado caminhou e saiu, enquanto eu fiquei meditando nas palavras ditas. Depois levantei indo para meus aposentos. Entrei peguei novamente o note book e ao começar escrever pressinto que aquela jovem encontra-se presente olhando-me fixamente quando me fala e pela primeira vez ouço a sua voz. Contando-me tudo em detalhes e que ajudasse ao seu pai, pois ele não era merecedor de sofrer tanto. Mas quando pude sair indo de encontro ao pai daquela jovem soube que a praia encontrava-se num frenético movimento devido a um crime naquele instante ocorrido. O pai daquela moça matara naquele momento o Mestre da tal estatal.e a ajuda que a mesma me pedira era para advogar a favor de seu pai.     
 
F I M

Alexandre Oliveira
Publicado no Recanto das Letras em 12/10/2009
Código do texto: T1861819

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Comentários
Acabei de ler seu conto hoje. Está ótimo! Vc soube prender o leitor com um conto cheio de mistérios. Parabéns!

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Sobre o autor
Alexandre Oliveira
Cabedelo/PB - Brasil
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