A AGENTE DE VERMELHO CONTRA O TALIBÃ TUPINIQUIM
A agente Geisy entrou na Universidade Uniban com disfarce perfeito. O DECATA - Departamento de Caça ao Talibã - recebera informações de primeira mão sobre movimentações suspeitas dentro da Universidade.
O diretor da agencia, J$Jota fora enfático: estava destacando sua melhor agente para uma missão de alto risco.
Geisy deveria se infiltrar na Uniban para investigar a possibilidade, segundo o informante, de haver uma célula terrorista instalada na suas dependências.
A agente Geisy desceu do ônibus com um disfarce de “femme fatale” e adentrou o território inimigo. A idéia era provocar possíveis agentes terroristas e gravar toda ação e reação em seu caminho para municiar o DECATA com informações seguras sobre as próximas ações.
Apenas começou subir a rampa de acesso às dependências superiores, notou uma movimentação suspeita no recinto.
Primeiros foram os gracejos e assobios de sempre. Depois um tumulto vindo num crescendo que começou a desmontar o disfarce da célula terrorista. A agente entrou na sala de aula e lá permaneceu como uma das alunas da Uniban.
Sua indumentária, escolhida de propósito, para a missão, provocava a ira dos talibãs, primeiro de forma disfarçada e contida.
Geisy sabia que era apenas uma questão de tempo para que sua arma secreta (o vestidinho vermelho) começasse a funcionar conforme fora previsto.
A ação dos agentes terroristas se acentuava na produção de boatos que levassem a uma histeria coletiva dentro da Uniban. Sua intenção era promover uma chacina que lavasse com sangue a grave ofensa a Alá, sem, no entanto revelar às autoridades a presença de uma célula terrorista.
A agente de vermelho entrou banheiro para passar para o DECATA de seu anel micro comunicador, informações importantes relativas à sua missão.
O diretor J$Jota determinou que ela fosse mais agressiva nas provocações para que os agentes de monitoramento pudessem localizar os agentes talibãs infiltrados. Sabia que alem dos terroristas, haviam também alunos tradicionais e membros que outras comunidades (como GLS) que seriam usados como inocentes úteis nas ações terroristas.
A Agencia tinha a preocupação de proteger também os mongolóides e retardados que poderiam ser cooptados pelo Talibã/Uniban.
A Agente Geisy comunicou uma ultima vez ao diretor que a situação estava ficando insustentável e que sua vida a partir daquele momento corria perigo.
Os observadores confirmaram que já haviam identificado os terroristas e gravado sua ação.
O diretor J$Jota resolveu naquele momento mandar uma equipe de agentes disfarçados de policiais para promover a retirada da sua agente em segurança.
O DECATA estava de posse de todas as informações relevantes para as próximas ações que redundariam na destruição da célula terrorista.
J$Jota cumprimentou a bela e corajosa agente Geisey e determinou que ela passasse a dar entrevistas para agencia de noticia e estações de TV e radio para manter o disfarce e não provocar desconfiança do Talibã, enquanto as ações de invasão eram organizadas.
Disse o diretor que Geisy deveria continuar se passando por jovem estudante, loira e linda, baranga de balada, ofendida em sua honra, até que célula terrorista fosse desbaratada.
Havia a possibilidade que a própria direção da Uniban estivesse envolvida com a rede terrorista, tal a dimensão da manifestação babaca e da sua falta de intervenção.
Toda a Uniban fora colocada sob suspeita.
Não percam – próximos capítulos
João Drummond
Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2009
Código do texto: T1909148
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