CAÇADOR DE ROLINHA
Nas curvas do pensamento
Sou inventor de ciências
Controlador desatento
Que já não tem paciência
Com os aviões do radar
E fica alí a voar
Nas asas da malevolência
Sou caçador de rolinha
Entrando de mato a dentro
Que duas balas só tinha
E quando volta do intento
Tem seis aves abatidas
Cinco de bala perdida
E outra de passamento
Dos traços da minha pena
Faço rimas afiadas
Tal qual faz o lavrador
Dando no chão com a enxada
Enche a terra de beleza
Hábil e sem sutileza
Como que não fosse nada
Jessé Costa
Publicado no Recanto das Letras em 07/05/2008
Código do texto: T979749
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