''BEBÁGIO'' DA ÁGUA
Que saudades se têm de se beber da água pura,
Cristalina, transparente, que descia, até então,
Do alto da montanha, e que brotava do centro da terra...
Hoje, se tem que se contentar com a água clorificada,
Que vem lá da represa, através de canos longos,
Passando, apertadamente, por hidrômetros...
Mecanismo esse, similar ao ''PEDÁGIO'' implantado nas rodovias,
Pois é, aqui se denomina como sendo, ''bebágio'', esse tal de hidrômetro, o medidor de gasto de água...
Se taxa o consumo e o valor atribuido de custo a ser pago
Pelo equivalente gasto, da água que, gratuita, até ontem era
E que agora se tem que pagar por ela...
E, olha que, está ficando escassa, por causa da poluição
Dos rios, dos mares, dos ares e da derrubada desenfreada
Das matas deste lindo planeta terra...
''ISSO É, NO MÍNIMO, LAMENTÁVEL''
Josea de Paula
Publicado no Recanto das Letras em 04/07/2009
Código do texto: T1682009
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