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Lembranças de um embarque-4ª Capítulo

4-Rompimento

Houve um dia que caminhávamos pelo centro da cidade próximo a Universidade Estadual de mãos dadas e nessa tarde, eu estava muito confuso com coisas familiares que acontece às vezes na vida de qualquer ser humano, então acabei me expressando de uma forma errônea como eu gostava dela e deu o entender que eu não sabia se gostava, pois foi à primeira namorada em minha vida e quão difícil era me expressar para uma pessoa, nesse mesmo momento, larga a minha mão de uma maneira inexplicável e vai embora sem questionamentos para sua casa. Com isso, eu resolvi não ir atrás, pois não consistia da minha índole correr, entretanto percebi que seria melhor  se eu tivesse ficado calado a respeito do que fora dito, então dou meia volta e retorno para minha casa também. Chegando ao meu lar com o silêncio no meu rosto, vou para o meu quarto e ligo para o celular dela, mas não me atendia de modo algum, estava perceptível que não queria falar comigo, então vejo que seria melhor dar um tempinho para as coisas se esfriarem. Depois de ter passado uns dois dias e ela nada de retornar, acabo a vendo pelo messanger e começamos a conversar, com o desenrolar do assunto, me diz que queria que eu corresse atrás dela naquele momento que soltara a minha mão, já estava claro que ela era uma pessoa de personalidade muito forte e que muitos problemas familiares a circundavam.


Passando a semana decidi chamá-la para sair para um lugar interessante, ela disse que aceitava e tudo mais, mas começou a furar alguns encontros, às vezes não atendia mais o telefone e infelizmente eclodiu um embate em nosso relacionamento, então comecei a me angustiar por um lado e estava aparentando o que mal começou estava se esvaindo. Foi então numa simples conversa que tivemos pessoalmente um dia, me disse que estava pensando ir embora para o estado onde sua mãe se encontrara e mais uma vez se repetiu uma contradição entre nós, e começou não me atender no telefone e por um tempinho ficamos sem se falar novamente, nesse lapso, ficava lembrando no meu quarto de do tempo que a gente se encontrava, dos beijos que deixava embriagado e ainda mais quando ela colocava a cabeça no meu ombro e dizia baixinho “te adoro” com sua mão em meio peito.


O namoro havia acabado sem fundamentos desde o momento da caminhada pela a Universidade e se reatou com desculpas de minha parte onde não tinha motivos para tais, mas já estava frio pela parte dela e eu ainda na esperança desse reato seria para melhor, todavia estava claro que não estava bem. Passando essa melancolia, pela tarde, eu resolvo comprar um rosa para agradá-la, próximo a Avenida Paraíba, pois eu não sabia por quais “leões” passava . Depois de comprar a planta aromática, vou para meu lar, ligo computador com o intuito de encontrá-la no Msn e a vejo ali, digo um simples “Oi” aquelas frases padrões, com palavras curtas e objetivas ela me diz: “O que você quer me dizer?”.... “Diz logo porque estou indo embora agora”, nesse momento eu fiquei branco... “Estou indo pegar o ônibus na Rodoviária para ir embora daqui......off line”.Na hora eu não sabia que fazer direito: se ia à casa dela ou para  Rodoviária, passando esse questionamento, decido ir para sua casa, me arrumo rapidamente, tomo um  banho de europeu e disparo para lá com a rosa .Chegando meio ofegante ainda pensando no que me fora dito, a chamo  e a avó dela vem me atender e pergunto se Mônica se encontra e  diz que já havia partido, então digo: “Vim aqui apenas deixar está rosa e diga  para Mônica que não tenho raiva dela” a senhora de idade se emocionara com minha atitude e me convida para entrar e confabular.Ao entra , no sentamos e vai surgindo os assuntos  e vai me dizendo de como  sua neta era uma pessoa muito complicada que havia hostilidade dela com relação as pais , sem contar , também, que já fora casada e que não houve uma história muito agradável.Foi então que percebi que havia entrado num barco furado e quando olhei para mim ,não acreditei, e vi que já me encontrara apaixonado por ela e o coração pulsando sem a solução.Despido-me de sua avó e vou para casa, no meu encalço a tristeza, mas com a ainda a indagação em mim.


Eu era um homem novo, sem experiência em relacionamentos, sem saber como lidar nas situações de adversidades e acabei voltando à vida pretérita duas vezes mais do que fora anteriormente e passou-se um mês sem termos mais contato um com o outro. Um mês e pouco a vejo pela internet e tomo a iniciativa, então ela fala que recebeu a notícia da sua avó e que voltaria para Manaus, pois sua atitude foi sem pensar e que ainda ficou me aguardando na Rodoviária por um bom tempo, e esperava que eu fosse impedi - lá de viajar, pois se tivesse feito isso ficaria na capital, inclusive no final quando se despedira disse que me amava. No momento fiquei meio contente, mas receoso por um lado.

Rafael Nogueira
Publicado no Recanto das Letras em 04/07/2009
Código do texto: T1682190

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Sobre o autor
Rafael Nogueira
João Pessoa/PB - Brasil, 21 anos
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