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Lembranças de um Embarque-Capitulo 5

5-Vida fechada.

Eu morava num prédio no segundo andar onde havia três andares com escadas, nesse decorrer de tempo, ela começou a me ligar com maior intensidade toda a noite, diferentemente como no começo do namoro. Passaram-se três meses nesse dilema, houve um dia pela tarde que meu celular toca e o atendo e Mônica me pergunta o que eu faria se ela não viesse mais para Mao e disse eu iria para João Pessoa, e me pergunta “A é?(tom irônico)” eu “È”, e foi então que me pediu para eu ir ao primeiro andar que havia uma coisa para mim,rapidamente me arrumo desço e lá está ela com sorriso no rosto e diz voltei.Naquela tarde ensolarada de sua surpresa, fiquei contente com a situação e começou a se clarear o que estava escurecido dentro de mim.Sentamos num banco no térreo, conversa se desenvolvendo e ainda mais surgi uma amiga minha fazendo gestos de felicidade por mim.Depois do reencontro Mônica ainda não queria subir e conhecer minha mãe, embora eu já conhecesse pai,avó e avô, pois ela mesma havia me apresentado eles.Depois foi embora para sua casa, mas alguma coisa ainda não estava clara, depois desse encontro, se passou um tempo e depois começou a vir a tona coisas de antigamente onde não havia explicação e então é terminado este namoro conturbado e mais uma vez, depois de um bom tempo, ela viaja para onde fora da última vez.Com isso voltei vida de solteiro novamente,mas agora estava frio como um Ice Berg por dentro, satisfeito por um lado e  triste por outro,comecei  num ritmo maior de antigamente.O sair na noite já começava das quintas feiras até o domingo, os novos amigos, muito melhores e cada um tinha várias histórias e convites legais para sair,os relacionamentos sem compromissos estavam novamente e gostando de como me encontrara.

Quase um ano depois ela  me liga dizendo que queria falar comigo, eu sem problemas vou ao seu encontro onde me esperava. Inacreditavelmente o lugar era a praça do nosso primeiro beijo.Eram umas 20:00 da noite, quando cheguei lá o ambiente como sempre formidável,marcado os céus pelas estrelas e ao som harmônico no ar.Vamos para um lugar reservado começamos a conversar,  ela me pede desculpas, pois estava passando por uma situação ruim em sua vida e me abraça , mas eu não cedo de forma alguma, pois por incrível que pareça já estava 90% vacinado a ela, pois foi a primeira namorada e a primeira dor que me marcou.È então que digo que tenho que ir embora e ela fala um “Tá” bem triste com a cabeça baixa e então há os beijos costumeiro de despedida no rosto,todavia me deu três beijos no rosto no intuito, perceptível, de algo mais, sendo frustrado seu almejo, então vou embora .No percursos para casa começo a me sentir melhor, pois eu a conversa tinha me deixado satisfeito.


O resquício da saudade vem à memória, todavia não conseguia mais gostar de ninguém, acho que seria muito difícil se apegar a alguém novamente. Pelo fato disso, acabei decepcionando determinadas moças que passaram por minha vida,mas elas não sabiam o trauma o qual havia passado,pois já me encontrara como um Iceberg por dentro.Dizem que o tempo cura tudo, mas o tempo não curava está lembrança , mesmo com a distância de Mônica já quase um ano, ainda sim ficava na memória a confusão pela qual passei.Então comecei  a ter uma postura fechada em mim, chega as vezes tão fria que não conseguira mais gostar de outro alguém.
Rafael Nogueira
Publicado no Recanto das Letras em 04/07/2009
Código do texto: T1682246

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Comentários
10/07/2009 19h14 - Jacó Filho
Excelente seu texto... Parabéns! E que Deus nos abençoe e nos ilumine... Sempre...
10/07/2009 16h52 - Maria Mendes
Um texto muito bem narrado e reflexivo parabéns, mesmo com toda desilusões a vida é bela, o tempo cura as cicratizes mesmo as que achamos que não tem cura, um abraço.
09/07/2009 13h23 - ROSA DO DESERTO
O anjo errante agradece muito, eu também, estou ajudando na divulgação de seus poemas, ele ainda não se cadastrou no RL, providênciaremos isso em breve, deixo aqui meus parabéns pela sua belíssima escrivaninha, sucesso sempre! Luciana e Rodolfo.

Sobre o autor
Rafael Nogueira
João Pessoa/PB - Brasil, 21 anos
37 textos (2026 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/11/09 02:15)

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