Texto

Despertar do relogio

Um beijo no céu da boca Ele deu
No carrinho de Mao lhe apertou
Estória de ribeirão Ele ouviu

Na Val Ele, foi ver
A suposta morada
Onde bigode não quis
Na granja da viela Corrida apostou,
Só ganhou uma vez...
Que pena!
Mas valeu por todas
Nas madrugadas garrafas pet chutou
No cultural da paulista ele vibrou
No SOS ficou fascinado
Ao som de simoninha dançou
Amigos loucos encontrou
Fotos para posteridade deixou
Alguém de cheiroso apelidou
Não era da banda do Jorge Bem
Mas era o Zé pretinho no
Azul e amarelo de uma parede com um sorriso sincero
Que outro dia Ele, viu
 Sentiu saudade de um conhe conhe (pano )
Passos pesados na escada
Figuras estampadas na parede
Um acento amarelo em mogno
É igual a 4 + 4 do lado da maquina
Da carranca na janela no meio dos quadrados cinza
 Vestígio da degustação de um zambu que ali ficou
Xícaras no quadrado do armário
Tomate picado e cebola cortada quando não salada de berinjela ( Hummmmmmmm)
E um bordão louco Eu não quero morreeeeeeeeeeeeeeeee
Risadas e mais risadas derrepente
A preta velha da ribeira que sempre que possível lhe fazia uma visita chegava na carruagem vermelha já  trazendo travesseiro  (RS.... RS....)
Junto com peso pesado das casas Bahia e comedora  de big Mac  ate o careca da terra grande (Itu)
 Apareceu satisfação tamanha Ele viveu assim tudo se deu
Os buscapés cheios de fé pra casa alheia foi
Que lugar era aquele mágico que trazia o encanto  que hoje se desfez
Com o despertar do relógio
Acabando  com o  sonho é hora de levantar  e seguir em frente.
Mas enquanto a ultima estrela estiver brilhando
no canto da parede no céu de PVC
Sempre vai haver vestígio de uma vida.

musica de acompanhamento
Vai ser pior ainda quando  amanhecer
Djavan
http://www.youtube.com/watch?v=oeVBTc78KeI&feature=youtube_gdata
Jota
Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1905485

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Jota
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