Texto

O lobisomem

Ela não me quis. Ao dizer que queria "um homem sensível e romântico" tinha mentido. A vadia era igualzinha às outras. Não faz mal. Que a desgraçada acabe com um filho da puta medíocre ignorante e repulsivo, como acontece com a maioria...
Pior fora seu olhar que dizia "poesia é coisa de bicha" quando lia a minha mais sincera declaração de amor dessa vida. É isso que se ganha por ser um romântico na era da putaria...
Dia seguinte, na escola meus amigos perguntariam se eu a "peguei". E eu responderia: vocês estavam certos quando insinuaram que eu estava dando uma cantada de nobre rainha para conquistar uma desprezível plebéia mau-caráter.
Que culpa tinha eu se a negrinha tinha me hipnotizado com o balanço dos peitos?! Acho que a linda negrinha maquiavélica planejava me fazer de capacho. Sabendo que me cativava, me rejeitou para eu ficar mendigando pela sua companhia.
Como de outrora, a lâmina afiada na minha mão, almejava talhar-me os pulsos. Mas quem se mata vai pro inferno. E o único grande medo que tenho é da dor eterna da perdição. Não valia a pena.
Meus amigos acham que sou feliz, eu acho que sou incompreendido, e ela acha que é uma deusa. Aliás, se Deus é mesmo amor, como diz a Bíblia, ela é a personificação de Satã: o puro, doloroso e pecaminoso desamor.
Uma idéia maluca me ocorre! Pego na cozinha a faca mais afiada e guardo no bolso espaçoso da minha calça.  Já estava saindo quando lembrei de levar uma toalha de rosto embebida em éter.
A toalha respingava a gélida substância pelo caminho. Meus passos apressados e insanos apontavam para casa da garota que me enlouqueceu de vez.
Parado e quase ermo, como todo bairro nobre de São José dos Pinhais, este não me vira pular o muro da casa do recalcitrante namorado da safada. Somente as luzes dos fundos estavam acesas, o que me deu segurança e também nojo, ao imaginar o que ela estaria aprontando com o cara.
À esquerda, levando para os fundos do quintal, tinha um corredor no qual dava uma única porta. Vendo isso, ocorreu-me rápido uma idéia: apertei a campainha e corri silencioso para o corredor. Junto às batidas do meu coração, eu podia ouvir vozes abafadas vindas do interior da residência. Nisso, um ruído de cortina abrindo e a familiar voz da minha linda e vazia negrinha "não tem ninguém lá". Devia ter olhado para fora e sem ver ninguém, achou que tinha caído numa peça de criança.
Nenhum dos dois saiu. Esperei mais ou menos um minuto, tempo suficiente para eles saírem de alerta e apertei insistente a campainha de novo. De volta ao corredor, penumbroso como as ruas àquelas horas, eu me posicionei com a toalha em punho. Ouvi apressados passos descalços. "Vou lá na rua dar um susto nessa molecada" - era o macho dela que falava. E então ele abre a porta, e se dirigindo ao portão me dá as costas. Rápido e sorrateiro eu pulo contra ele e pressiono a tolha (que já tinha secado bastante desde quando eu saí de casa, mas úmida o suficiente para dar uma boa noite de sono para o indivíduo) contra a cara dele. Ele se debate e eu fico grudado nas suas costas com toda a minha força, asfixiando-o com éter. Logo ele cai de joelhos e suas cotoveladas enfraquecem. Desmaiou. Puxei-o para os fundos sem nenhuma cerimônia. Ocultei seu corpo para garantir que os (raros) passantes da rua não suspeitassem.
Entro naquela casa estranha com ódio no olhar. Como a raiva dura tanto tempo?
Ora, o poder da raiva me foi potencializado pela vergonha e a decepção.
 Eu ainda arfava da luta com o desgraçado, quando ouvi a voz da minha amada/odiada.
- Carlos vo... - Me vendo na sala de estar, ela se assusta e numa rápida investida eu lhe abafo os gritos e a (irritante) voz.
- Não é o Carlos - disse eu com um sorriso sádico e abalado na cara suada, enquanto roçava minha barba "de Wolverine" naquele rostinho impotente e assustado.
Levei-a com brutalidade para o primeiro quarto que vi e a joguei na cama e saquei a faca.
- Maiarinha querida, eu não uso isso se você for boazinha...
Ela pareceu obedecer. Olhinhos movem-se em pânico e a testa transpira medo. Cravo a faca na porta do guarda-roupa no meu lado e me aproximo dela, que recua como uma ovelha acuada diante dum lobo faminto.
- Por quê?... O que você fez com o Carlos?
Essa preocupação com o desgraçado adormecido me fez o sangue arder na cabeça. Tiro então a camisa e mostro uma tatuagem inacabada no ombro.
- Este "Mai" era pra ser o seu nome, Maiara. Mas você só queria um escravo capacho, não é?!
Ela tenta se explicar com os olhos alagados , mas eu ordeno que ela se cale.
Eu a puxo pelo calcanhar e subo na cama encaixando as pernas abertas da vadia no meu corpo. Rasguei-lhe a camisola como uma fera que está prestes a destrinchar a presa, e ela, vendo o que eu queria, tentou tomar as rédeas da situação: elevou o pé e me acariciou o rosto. Por um momento eu fiquei fascinado com aquela perna perfeita de pele rubra e gostosa. Mas não a deixei que me enganasse de novo. Puxei seu cabelo alizado e beijei com avidez animal aqueles lábios carnudos. Logo caí de boca naqueles peitos gostosos de mamilos marrons e brilhosos e cálidos. Dei um banho de língua naquele corpinho negro. O medo dela fora convertido em tesão e estava me tocando exitada com a bucetinha molhada. Tirei toda minha roupa para logo sentir todo o corpo dela junto ao meu. Minha aparência é no mínimo selvagem. Eu tenho todo o corpo peludo quase como de um animal, e uma expressão bastante rude.
A negrinha toda molhadinha me olhou com cara de cãozinho sem dono e teve coragem de dizer "não faz isso". Foi o cúmulo...
- Nêga safada, vou te por no tronco agora!
Então, meu pau duro como nunca, foi sorvido por aquela gruta quente e lânguida. Eu metia com brutalidade enquanto me deleitava naqueles peitos. Ela gemia:
- Não... Dói... paaaara... - o que só me servia de estímulo.
Ela me pressionou com as pernas retesando os músculos daquelas coxas deliciosas. Contorcia o abdômen de prazer e segurava os seios com ambas as mão como que me oferecendo. De olhos fechados mordia os lábios tentando ocultar o prazer sentido.
- Isso é estupro. Paaaaara... você tá machucando minha bucetinha...
De pau lambuzado do gozo dela, eu resolvi fazer ela "sofrer" de verdade. Coloquei ela sentada no meu colo e levei meu tronco quente ao seu cuzinho. A princípio ela resistiu, mas depois foi soltando
o peso do corpo enquanto empunhava meu mastro conduzindo-o ao caminho certo. Depois que a cabeça começou a entrar (com custo), eu puxei a garota de encontro ao pinto e ela conteve um grito de dor. Por azar dela, seu cu era virgem, e a arrombada lhe tirou lágrimas dos olhos. Posicionei-a de quatro e comecei a meter enquanto ela se lamentava. Apreciando o vaivém de minha rola, eu vi que aquele cuzinho apertadinho sangrava. Ela implorava para eu parar.
- Pare seu mooonstro, você arregassou meu furinhooo...
Nisso, enfiei dois dedos na sua brecha que pingava. Ela levantou a cabeça e rugiu e suspirou, num misto de dor e prazer.
- Teu lugar é no tronco grosso, nêga gostosa! Vadia de rabinho apertado!
Dedilhei os grelos daquela racha negra e lisinha. A preta rosnava. E eu recheei de porra quente aquele cu, às reboladelas doloridas.
De pau sujo, meti sem esperar naquela linda bucetinha carnuda. A negrinha pôs o dedo no cu para ver em que estado tinha ficado.
- Você me rasgou... tô toda abertinha...
Deitei-a e me ajoelhei próximo aos seu ombros e finquei o pau naquela boquinha, calando-a. Tirei e gozei no seu rostinho e naquele cabelo feito chapinha. Ela se lambia tentando alcançar com a língua a porra no rosto, mas eu a satisfiz com um resto de gozo na cabeça da minha piroca, que ela lambeu enquanto acariciava os pêlos densos do meu corpo sem parar de imaginar-me como um lobisomem tarado que lhe abusou e a deixou toda arrombada.
Deixei ela ali na cama, toda aberta lambuzada e suada. Saí às pressas levando a faca. Escalei as grades do portão e fui. A noite já caíra, eu andava sem camisa, com aspecto insano, farejando o rumo de casa à luz da lua cheia.


Com um sorriso satisfeito e meio amargo na cara eu esperei quase uma hora pela vinda da polícia, à qual eu enfrentaria com faca, num ataque kamikaze. Mas ninguém veio me procurar. Depois fui saber da versão dela do meu crime, "um bandido deixou seu amigo desacordado e roubou algumas jóias baratas, ao invadir a casa".
No dia seguinte lá estava a negrinha, visivelmente cansada, na escola. Eu entrei na sala como se nada tivesse acontecido e disfarçadamente, lhe bolinei a mão no rego. Ela olhou para mim, disfarçando a surpresa e murmurou:
- Meu cuzinho ainda dói, seu monstro fodedor!
   
 Ela virou para mim nada mais que uma deliciosa escrava de enrabação.
Martim Brasílio
Publicado no Recanto das Letras em 15/06/2008
Código do texto: T1034817

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Comentários
19/06/2008 08h59 - meninhO
delicioso, mesmo!!
15/06/2008 10h07 - The Cure
Conto mais delicioso esse. Deu medo e tesão. Molhadinha...

Sobre o autor
Martim Brasílio
Curitiba/PR - Brasil, Escritor Amador
18 textos (1157 leituras)
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