A amante
Decidi terminar com minha amante, peguei o telefone e imediatamente falei que eu não queria mais ficar com ela, meu tom de voz era grave, bem sério mesmo, e estava decidido que não iria mais ter uma amante. Do outro lado do telefone aquela voz calma apenas me ouvia dizer tudo, esperou até a ultima palavra da minha boca cessasse, me disse que não aceitaria terminar uma relação por telefone e que era para eu fazer isso pessoalmente, pois era falta de consideração tratá-la daquele jeito. Falei então a ela que iria encontrá-la em sua casa, no meu pensar seria uma coisa rápida, chegaria a casa dela e terminaria tudo.
Naquele dia larguei o trabalho um pouco mais cedo, funcionário público tem dessas coisas, às vezes pode sair um pouco antes do término do horário; peguei meu carro e fui em direção à casa dela, e como já lhes desse: eu estava determinado a terminar tudo, já tinha juntado todos os pertences que tínhamos em comum para devolvê-la, tipo chave da casa, algumas contas, já pagas é claro, tudo estava dentro de uma caixinha, caixinha essa que talvez nunca mais eu viria.
Quando cheguei a sua casa, não fui entrando como de costume, chamei-a, demorou alguns minutos para que ela me atendesse, mas quando ela apareceu na porta estava com uma camisola linda, de cor rosa, bem transparente, confesso que fiquei excitado quando a vi, mas eu estava determinado a terminar tudo, fui até a sala e pedi a ela que se assentasse no sofá, pois tinha algo para falar, nesse momento então, ela se aproximou e me deu um beijo, pediu-me para que eu falasse depois o que tinha a dizer. Tirou a roupa bem devagar dançando ao som de uma música instrumental, eu não agüentei, comecei fazer carinho naqueles peitos que são talvez umas das maravilhas do mundo moderno, fui descendo, fiz carinho em seu umbigo e desci até a xereca, que chupei como nunca tinha chupado em toda minha vida, ela gritava de prazer enquanto segurava minha cabeça entre suas pernas, gozou em minha boca, senti aquele líquido salgadinho na minha língua e adorei, fui subindo novamente e pedi para que ela ficasse de quatro no sofá, segurei naquela cintura e senti aquela xereca molhada apertando meu pau, mas não gozei, pois eu queria gozar naquele cuzinho gostoso, e por minha sorte depois que ela gozou de novo pediu para que eu colocasse em seu cuzinho, eu que sou obediente cumpri a risca, não demorou muito para que eu gozasse muito. Foi maravilhoso.
Resultado: não terminei nada, voltei com aquela caixa de coisas para casa e já estou com ela a quinze anos.
Wenderson Moreira
Publicado no Recanto das Letras em 16/06/2008
Código do texto: T1036794
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