outras considerações
Não pretendo aqui fazer apologia, de modo algum, da pedofilia. Mesmo porque me incluo entre os que a deploram, e não consigo me enxergar sendo autor de um assédio dessa natureza.
Tanto é assim que meu envolvimento com garotos se deu apenas na adolescência, enquanto na idade adulta tenho encontrado prazer nos que pertencem à minha faixa etária, ou geralmente mais velhos.
Acredito que aqueles que a praticam sofrem de algum distúrbio psicológico para o qual não buscaram a necessária ajuda externa suficiente – ou no devido tempo – para vencê-lo e terminaram por sucumbir ao mal.
Talvez seja verdadeiro o julgamento de alguém que afirmou ser eu fruto da pedofilia – nesse caso, o pedófilo teria sido o meu avô, conclusão essa tirada em função do relato onde forneço detalhes de como se deu a minha iniciação, ainda na infância.
Contudo, o que transcorreu a partir daí é de minha responsabilidade. O que se passou, mesmo envolvendo adultos que podem até ser considerados pervertidos, ocorreu com o meu consentimento, e em vista de obter um prazer para mim. Satisfazia a outros, mas sobretudo a mim mesmo. Ainda que se possa teorizar que eu, com a personalidade em formação, não teria como discernir corretamente, o certo é que muitas dessas “aventuras” – em especial aquelas de antes dos meus dezoito anos – foram buscadas por mim sabendo em que estava me metendo.
Na verdade eu não procurava deliberadamente o sexo com outros homens. Mas é certo também que eu não fugia dele, antes procurava achar um meio termo, onde houvesse prazer mútuo, quando eu pudesse tirar proveito do que estava acontecendo.
Quem ler meus relatos pode concluir que é sempre essa a dinâmica, ainda que possa ser interpretada como perversão, desvio de personalidade, ou qualquer outro nome técnico mais adequado.
Para mim, isso é o de menos. O que realmente importa é que, em cada uma das vezes que estive numa situação dessas – envolvido sexualmente com um homem mais velho – eu buscava – e encontrei! – muito prazer.
Fazer um macho gemer ao ser chupado até o gozo ou fazer com que seu membro seja “mastigado” pelos músculos do esfíncter são ‘procedimentos’ que me dão bastante prazer. Tanto ou mais quanto o que eles próprios experimentam.
E eu gosto demais disso...
PS: Em breve, novos relatos...
meninhO
Publicado no Recanto das Letras em 26/06/2008
Código do texto: T1052411
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A questão é complexa demais... mais do que imaginamos...
Quando nossos avós, ja na casa dos 20 ou 30 e ate mais casavam-se com aquelas meninas de 12, 13 anos, era tudo muito normal... hoje, a pedofilia se tornou uma obcessão por parte dos "caçadores de pedófilos"... e está perdendo o caráter real.
CLARO E LÓGICO que uma pessoa que abusa de criança merece sim a cadeia, merece ser únido e tudo isso... tirar a inocencia de uma criança é abominável sempre... mas querer generalisar as coisas e atacar, por exemplo, uma historia como a sua, isso se torna fora de qualquer limite...
Há pouco tempo (decadas) o livro Lolita não foi atacado. Se fosse lançado hoej, teria sido motivo de prisão. Há 15, 20 anos eu lia contos de sexo em revistas de publicação nacional onde muitos relatavam fatos com crianças... e ninguem tomava nenhuma providencia...
Há casos e casos... nao quero falar mais do assunto, mas vou te dizer o seguinte: continue firme... suas memorias sao suas e se alguem se sentir incentivado a cometer pedofilia pro causa delas, com certeza nao é voce que precisa ser tratado...
ABRAÇO
Eu nunca li nada tão cru,tão sem arrodeios,.. Tua nudez me assusta e me deixa ao mesmo tempo admirada. Foi e é forte, você é muito corajoso e muito louco também, mais acho, cá o meu humilde ponto de vista, que uma criança não sabe discerne o certo do errado em nada e quando o assunto é sexo, desejo então. ..Se para nós adultos, o desejo muita vezes nos cega e faz-nos ter as mais diversas reações, quanto mais uma criança aberta as descobertas e que ainda por cima tinha como iniciante um ante para lá de querido... Não compreendo, fico perdida em mil conjecturas, mas, sem sobra de dúvida você escreve bem poeta. Obrigado pela visita e por apreciar meu decote.rss Volte outras vezes, será sempre muito bem vindo.
Beijos,
Observadora
Por mais que não faças apologia da pedofilia, o que se lê em tuas "confissões" incentiva um adulto com esta tendência. Pelo que contas, autor e personagem das tuas histórias, tivestes tua iniciação "consentida" ainda na infância, com o teu avô. Brincadeiras que começaram como diversão e acabaram em penetração anal. Existe muita discussão em torno da homossexualidade, se ela é nata, se é induzida. Não vou por este caminho, pois esta não é a questão. Se não gostasses e tivesses reagido às brincadeiras do teu avô, ele não iria tão longe. No entanto, contas que gostava, ansiava por elas; quando penetrado, sentiu-se no auge do prazer. Mesmo sendo uma criança. Seria hipócrisia dizer que poderia ter sido qualquer pessoa mais velha a iniciá-lo, menos o teu avô. Mas sendo ele teu parente, deveria preservar a tua integridade física e emocional. Uma criança não tem como "discernir" o certo e o errado. Pelo que se sabe, até um bebê quando recebe estímulo anal, sente prazer. Neste caso, uma relação "consentida" com um bebê, seja por parte de quem for, não é pedofilia? De tudo que li, do começo dos teus relatos até este último texto, és homossexual. E daí? Em e-books provocativos, convida outros a assumirem a mesma posição, desculpe o trocadilho infame, se possível contigo. Esta é a tua opção sexual, e deve ser respeitada. Os que te lêem estão divididos entre a curiosidade e a vontade. Qualquer comentário do RL deve ser literário e não moralista. És bom em teus escritos. É o que me basta!