ANÁLISE LITERÁRIA I - Poema: Eis-me com meus conceitos
Eis-me com meus conceitos ( Eu e meu modo de pensar)
1ª ) Eis-me poeta atrevida,
em sátiras,
ironias,
fantasias
e ilusões.
2ª) Eis-me criança
que nunca sonambulou,
a dormir durante o dia,
vivendo de fantasia
para suportar a realidade.
3ª) Eis-me Carioca da Gema,
da Barra e Pontal,
fugindo da ilusão
de Copacabana.
4ª) Eis-me vestida de Saltimbanco
dando aula de teorema
para que jamais se iludam
com a minha miopia.
Postada em 21/01/2009.
A Análise Literária da Poesia Supra Citada
A Análise Literária a seguir por ser o meu modo de pensar virá recheada da minha pessoa.
Título : Eu e meu modo de pensar
1ª – Estrofe
Eis-me poeta atrevida,
em sátiras,
ironias,
fantasias
e ilusões.
Poesia na forma muito ousada, muito petulante mesmo, vou ao extremo quando tenho que escrever algo, claro que da forma mais educada possível, por isso uso os recursos que a literatura nos oferece:
SÁTIRA é uma forma livre, sem métrica onde viso a censura, meto o dedo na ferida mesmo, não gosto de escrever de forma “metrificada”, pessoalmente acho que tira a liberdade do poeta;
IRONIA - Geralmente ao escrever “ironia” é uma forma muito íntima de aliviar um momento triste, mas também é o rir de algo que estou presenciando, como não vou rir diretamente para não ser “mal educada”, uso a ironia;
FANTASIA – Geralmente uso-as para escrever contos, fábulas e é algo intrínseco em mim, digo que não aprendi, muita coisa nasceu comigo; em Fábulas, visam um ensinamento onde “o bem sempre vence o mal” e no conto procuro o mostar o real de uma forma mais leve;
ILUSÕES – Engano dos sentidos ou da mente, que faz que se tome uma coisa por outra. Uma forma que descobri ser possível chegar bem fundo no entendimento do outro, fazendo com que ele próprio enxergue através do “inverso”, pois sem que ele se aperceba é exatamente assim que está tratando determinado assunto. Nesse momento consigo geralmente “fazê-lo” pensar.
2ª Estrofe –
Eis-me criança
que nunca sonambulou,
a dormir durante o dia,
vivendo de fantasia
para suportar a realidade.
SER CRIANÇA – Considero-me uma pessoa com a índole de uma criança, quando nunca há interesse de prejudicar e sempre procuro ver com os melhoras olhos o que me cerca;
NUNCA SONAMBULOU – Sonâmbulo - Diz-se de pessoa que age automaticamente, de maneira desconexa; pessoa que anda, fala e se levanta durante o sono.
Nunca sonambulei nem na vida real, muito menos na forma de ver e escrever, tenho muita clareza ao analisar “fatos e atos”;
a dormir durante o dia,
vivendo de fantasia
para suportar a realidade –
“Estes versos visam dizer que durante o dia durmo (esqueço) os problemas que me cercam e “Trabalho”, pois a vida segue e levo o máximo que eu puder geralmente na “ fantasia”, não me interessam preocupações dentro do meu horário de trabalho, esta é uma forma de “capear” (suportar) certas realidades; acredito ser uma maneira “adulta” de lidar com problemas.
3ª) Estrofe
Eis-me Carioca da Gema,
da Barra e Pontal,
fugindo da ilusão
de Copacabana.
CARIOCA DA GEMA – Quem nasce na Capital como eu e quem defende sua Cidade nem que seja cravejada de balas e tenha um monte de mazelas, pois haveremos de enaltecer o que temos de bom e não deixar que “falem mal” de nós.
BARRA E PONTAL – Sendo Carioca, procuro não estar em lugares agitados e aspraias da Barra e Pontal é símbolo de quem procura este espaço mais tranqüilo sem “estrelismos”...
Fugindo da Ilusão de Copacabana – Rio de Janeiro – Praia de Copacabana é a imagem que é vendida do Rio de Janeiro para outros Estados e Países, fazendo com que equivocadamente sejamos conhecidos mais como “Cidade de Prostituição’ e pessoas que buscam vida fácil, quando não é verdade, temos aqui um povo muito lutador e sempre muito alegre e receptivo e por vezes mal interpretado por nosso jeito de ser.
Agora, CARIOCA é nato, nascido na Capital e que percebam que fora isso é FLUMINENSE, quem nasce em municípios interioranos e mais Estados diversos que estão aqui dentro.
4ª Estrofe
Eis-me vestida de Saltimbanco
dando aula de teorema
para que jamais se iludam
com a minha miopia.
Eis-me vestida de Saltimbanco – Quando desejo atingir um objetivo com um texto, subo no palco, represento um Saltimbanco, pinto a face, viro artista, mas jamais verão minhas lágrimas expostas;
dando aula de teorema - O que é um teorema? Resp. Proposição que, para ser admitida ou se tornar evidente, necessita de demonstração.
Neste versos digo que sempre ao escrever dou demonstração de que sei do que estou falando e por isso o “dar aula”, pois posso comprovar;
para que jamais se iludam com a minha miopia. – O que vem a ser miopia na linguagem figurada? Resp. Falta de perspicácia; estreiteza de visão.
Quero dizer que não se iludam pois o que não tenho nenhuma estreiteza de visão, muito menos falta de perspicácia.
Nossa! Olhe só o que um poeminha pequenino quer dizer!
SIMONE CONDE
Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2009
Código do texto: T1908525
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