Passe Magnético
Dedicado á Teresapraia
siu
Olá, companheiros!
Em 2004, depois do Reveillon, viajei à Igatu, uma cidadezinha aqui na Chapada Diamantina. Uma cidade que ainda guarda resquícios da época dos garimpeiros de diamante. É belíssima. Xique Xique do Igatu.
Um sonho acalentado há anos e que realizei. Fui com minha mãe, filhinha de três anos e meio e o marido.
Saímos, de manhãzinha, rumo à Cidade das Pedras, como é conhecida por ainda ter muitas ruínas e casinhas de pedra.
Ao meio dia, paramos. Enquanto almoçávamos, senti uma dor e uma ardência na bexiga e urgência em urinar. Corri para o banheiro. A dor, ardência e incômodo aumentaram. Eu sabia que era a velha infecção urinária voltando. Tomei um comprimido anti-inflamaatório e seguimos viagem. Chegamos em Igatu, maravilhados com a beleza do lugar, por volta das 15h do dia 1 de janeiro de 2004, meu aniversário.
Então, fomos conhecer tudo (outro dia conto essa parte). À noite, a ardência voltou. E voltaram a urgência em urinar e o incômodo. Fiquei bem preocupada. Não tinha um posto de saúde no lugar, nem farmácia. Não havia levado remédios. Trata-se de uma cidade muito pequena e já passavam das 22h. Todos lá embaixo. Nós estávamos em uma casinha em cima do morrinho, isolada da cidade. Alguns dormiam, outros bebiam. Sabe como é ressaca de reveillon?
Minha mãe, aflita:
– Leva essa mulher pro hospital!
Acalmei-a. Fui para fora da casa. A filhinha dormia. O marido estava agoniado. O meu estado piorou muito e eu bebia água de cinco em cinco minutos para limpar a bexiga e orava pedindo aos espíritos de luz que me curassem. O sangue escorria pelas minhas pernas e a dor, intensa, aumentava. Então, lembrei-me (intuída pelo meu guia de luz) de pedir um passe ao meu marido.
Minha mãe gritando já, querendo sair dali e bater nas portas para pedir que me levassem ao hospital (nosso carro estava na oficina).
Mas eu, resoluta, deitei e chamei ao alto que Jesus me acudisse. Meu marido começou a orar e eu, deitada, também. Pedi à minha mãe que fizesse o mesmo e que trouxesse água (eu ainda não sabia que Igatu significa “água boa”).
Então, Chico (meu marido na época), iniciou o passe magnético, movimentando intuitivamente muito bem, direcionado pelos nossos “Anjos Guardiões, Guias, Protetores Espirituais” ou seja como queiram denominar esses abnegados trabalhadores do alto – eu os chamo, carinhosamente, de meus amores e sou grata nesse momento e sempre a eles e a todos os que estão dispostos a ajudar os companheiros de jornada aqui no Planeta.
O passe seguia, a dor diminuía e eu sentia formigamento nos pés, nas mãos e vontade de que todos sentissem a mesma agradável suavidade que então se instalara naquele lugar. E tosos sentiram, de fato. A minha pequena Ananda acordava, calma. Minha mãe serenou e até orava. Meu companheiro, magnetizado, seguia com a imposição de suas mãos, especialmente na região entre o ventre e as pernas. Então, aconteceu a primeira descarga de água de dentro de mim.
Era muita água morna. Veio uma segunda descarga. Eu urinei muito mais do que havia ingerido (o que não foi pouco).
A dor cessou totalmente após, aproximadamente, vinte minutos. O sangue também sumiu. Não havia mais dor, nem mal estar. Minha mãe, pasmada, olhava-me e, também, para o meu companheiro.
Ela, católica, apostólica, romana, como adora se definir sobre a sua crença, agora se via acreditando em milagres, o que não deixa de ser mesmo.
Os mentores espirituais dizem que quando não há como atender a um paciente que sofre por meio de mãos encarnadas (médicos), eles sempre vem em nosso socorro. E eu sou prova viva disso, porque passei por diversas ocasiões semelhantes ao longo da minha vida (contarei todas aqui).
No amanhecer do dia seguinte, 2 de janeiro de 2004, nem havia em mim sinal daquilo por que eu havia passado no “ano anterior” (risos). Então, fomos nadar, etc, etc e etc (se pudesse, colocaria fotos desse nosso passeio... quem sabe um dia desses?!!)
Esses foram o evento e o passeio mais marcantes da minha vida. Decidi, então, trabalhar e fazer curso preparatório, aprender a dar passe em outras pessoas.
Meus queridos,
O Mestre Jesus sempre está conosco.
Temos que orar e agradecer muito por termos o livre-arbítrio, por podermos escolher que caminho queremos seguir... até mesmo se queremos seguir lendo este texto.
O PASSE
Não há como falar em passes se não recorrermos aos fluidos (na psicanálise junguiana, chamada de “mana” – SOS, Teresa!!!). Fluido magnético ou energia vital é patrimônio de todos os seres humanos. O passe é uma transfusão dessas energias vitais. A transfusão do fluido magnético, a qual é feita durante o passe, pode ser fator de bem-estar ou de cura
Não há um passe igual ao outro. O fluido magnético é derivado do fluido universal, ou plasma divino. É matéria elementar que dá origem a todas as coisas. Cada pessoa transforma esse fluido universal em um fluido magnético próprio. Assim, a matéria elementar é igual para todos. Porém, cada um a modifica segundo o seu grau de evolução espiritual.
Há, portanto, um tipo de passe para cada passista, pois esse fluido está impregnado de pensamentos e emoções que lhe são próprias. O fluido universal permite a ação do espírito sobre a matéria.
O passe na casa espírita é místico. O passista não doa tão somente o fluido magnético, mas, também, o do mentor que o auxilia no serviço de doação. O fluido doado pelo passista é, na verdade, um fluido cósmico universal modificado*, o fluido que está em todo o universo (leia matéria de nossa colega Teresapraia, psicanalista junguiana, falando do “Mana”).
É o pensamento de Deus (Plasma Divino). O passista modifica o fluido cósmico universal, colocando-o dentro de si sob o nome de “Fluido Vital”, o qual está diretamente ligado a cada célula do seu corpo físico; portanto, ligado ao sangue que circula por todo o corpo do passista e de todos nós.
Por meio do movimento das mãos, da vontade, ele movimenta esse fluido em favor de quem o recebe. Esse “Fluido Vital” é responsável pela recuperação de qualquer doença. O “Fluido Vital” está diretamente proporcional aos pensamentos emanados pelo indivíduo.
O “Fluido Vital” é o veículo do pensamento.
Emmanuel nos fala que “Não importa a maneira de manipulações das mãos. O importante, na verdade, é o modo íntimo (o sentimento), na doação”.
Por exemplo: Quando se levanta as mãos para o alto em busca desse fluido, na verdade, esse movimento não tem importância porque a atuação do espírito protetor é diretamente sobre o centro coronário (alto da cabeça), que está na cabeça, e não nas mãos.
A partir do centro coronário é que giram, movimentam os fluidos que iremos distribuir. A doação se faz pelos extremos dos dedos e orifícios por onde há saída desse fluido (ouvidos, narinas) e ele alcança o paciente em sua necessidade.
Todas as pessoas tem possibilidades de aplicar passes. É claro que uma possuem mais “Fluido Vital” que outras, tem mais possibilidades de doação que outras. Mas o “Fluido Vital”, sendo algo inerente ao Ser Humano como ele é, e percorrendo todo o sistema circulatório como ele percorre, todas as pessoas tem a possibilidade da doação. É claro que quando nos propomos a isso, procurando nos melhorar a cada dia, dando o melhor de nós em favor do próximo, é obvio que aumentamos nossa capacidade de doação. Toda vez que se ora, transcende-se o comum da vida cotidiana. Então, busca-se energia nesse mar imenso de “Fluido Cósmico Universal”.
Que a paz e o amor de Cristo esteja convosco!!!
siu
Publicado no Recanto das Letras em 02/11/2009
Código do texto: T1901135
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