Plágio & Paciência
Que tal o plágio? O fim da autoria? A diluição total dos autores? Um tipo de literatura ATA, onde todos assinam embaixo?
Mas, não parece uma idiotice propor isso? E talvez seja. “É provável que seja” (STHENHOUSE, 2003). Talvez toda a produção literária seja espúria em tempos como o nosso! Não terão também essa impressão os literatos mais astutos? Ou estarão felizes, amarrados aos pés da escrivaninha, (a) lanchando escrevendo e teclando, (b) teclando escrevendo e lanchando ou (c) escrevendo, lanchando e teclando?
Ou perdendo o tempo com outras coisas: escrever nos intervalos, entre relatório ou fax, entre papel e outro.
Finalmente, são exímios escritores. Redacionistas impecáveis. Nas palavras de PAUL VARRY (2001): “os fazedores do extrato escatológico final, os criadores do adubo de toda a terra”.
Mas, onde existe adubo é preciso um pouco de paciência. Paciência e água fresca. Depois, basta plantar! Ah sim. Ia me esquecendo. Mas o leitor deve estar se questionando: o que tem isso a ver com o Plágio?
Absolutamente nada, diria o autor, engolindo o último gole de.
Texto plagiado de EVARISTO ALVAREZ DAS MOÇÕES 1830-1900 – Tractatus lógicus literárius, 1834, Hamburgo, Alemanha.
Fernando Lionel Quiroga
Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2009
Código do texto: T1908906
 | Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, criar obras derivadas, desde que seja dado crédito ao autor original (http://literaturaeverdade.blogspot.com/) e as obras derivadas sejam compartilhadas pela mesma licença. Você não pode fazer uso comercial desta obra. |