Entrevistas com artistas do Marcos Frota Circo Show.
"Sou de família tradicional que veio da Alemanha.Sou a oitava ge-
ração na família de circo.Trabalhei dez anos no circo Tihany.Aprendi
malabares com seis anos de idade.Aprendi com meu pai contorsão,ara-
me,malabares,lira e trapézio.Levei cinco anos para ser uma boa mala-
barista.Esse é um número que exige muito do artista."
Miriam Ortany-Equilibrista,e malabarista.
"Eu era músico e entrei no circo para tocar...mas não sou de fa-
mília tradicional.Passei muito tempo no exterior pois,trabalhei no circo
Americano nos Estados Unidos,e no Tihany".
Jorge Ortany-Cantor,músico,e malabarista.
"Nasci no circo,e tenho tradição nessa arte.Nossa família já teve
circo próprio.Os ensaios são importantes porque é preciso aperfeiçoar
o número que o artista desempenha.Também porque outros artistas
precisam aprender outras habilidades.O equílibrio no monociclo foi di-
fícil só no início porque eu caía muito.Já a báscula é um número acro-
bático,que precisa de muito treino".
Júnior Santiago(Juninho Bill)- Equilibrista.
"Sou de família tradicional circense.Comecei no circo com sete
anos de idade.Com sete comecei no contorcionismo,e com dezesseis
o trapézio.Existe preconceito com o circo,mas o nosso espetáculo é
respeitador,e além de tudo familiar".
Andreza Caetano-Trapezista,e contorcionista.
"A acrobacia áerea que faço é um número de força capilar.É
preciso resistência,pois fico suspensa pelos cabelos na corda.Aqui no
circo fazemos números tradicionais,mas temos oportunidade de trei-
nar números novos também.Meus avós eram circenses,e minha mãe
também.Desde os nove anos de idade que trabalho no circo".
Ramires Roma-Acrobata.
"Estudei na Escola Nacional de Circo do Rio de Janeiro.São qua-
tro anos para se formar,mas eu me formei em dois anos e meio pelo
meu desempenho.Os tradicionais só ensinam suas técnicas para seus
familiares...é um tipo de circo fechado.Já o circo moderno acolhe pes-
soas de fora."
Geilson Mendes de Santana-Acrobata.
"O artista de teatro costuma se inspirar no trabalho realizado
pelos circenses.Já os circenses se inspiram muito nos bailarinos clás-
sicos.Nos circos pequenos o pessoal costuma utilizar a linguagem ci-
gana.E existe muita gíria também".
Rudson Roma - Trapezista.
"Meus pais eram circenses.Passei cincoa nos no circo Voador,e
dois anos no circo D' Napolis.Existem pessoas unidas e desunidas no
circo...e existe rivalidade também.A cama elástica é feita de um ma-
terial diferente do da rede de trapézio.Na cama você consegue mais
impulso para realizar as acrobacias".
junior Santos - Trapezista,e equilibrista.
"Estou nesse circo há dez anos...é o primeiro que eu trabalho.
Antes fazia festa de aniversário.Apesar de naõ ser de família circense,
resolvi viajar com o circo.Costumo me inspirar bastante em filmes que
vejo...esse é um bom aprendizado".
Jacimar Werneck -palhaço espirro.
waleskafrota
Publicado no Recanto das Letras em 16/04/2008
Código do texto: T948340
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