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Dudu Oliveira
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« Resposta #22 em: 02/Nov/09 01:41 » |
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Encontrei a opinião do Souzândrade sobre o tema:
Elogio do Alexandrino
Asclepiádeo verso: à evolução do poema Das sestas, cadenciar d'altas antigüidades, já porque bipartido em fúlgidas metades Reata em conjunção opostos de um dilema,
E já por ser de gala a forma do matiz Heleno na escultura e lácio na linguagem Reacesda, de Alexandre, em fogos de Paris: Paris o tom da moda, o bom gosto, a roupagem;
Que desperta aos tocsins, galo às estrelas d'alva, Que faz revoluções de Filadélfia às salvas E o verso-luz, fardeur das formas, de grandeza, o verso-formosura, adornos, lauta mesa
Ond' tokay, champanh', flor, copos cristal-diamantes Sobrelevam roast-beef e os queijos e o pudding. Porém, mens divinior, poesia é o férreo guante: Ao das delícias tempo, o fácil verso ovante, o verso cor de rosa, o de oiro, o de carmim,
Dos raios que o astro veste em dia azul-celeste; E para os que têm fome e sede de justiça, O verso condor, chama, alárum, de carniça, D'harpas d'Ésquilus, de Hugo, a dor, a tempestade: Que, embora contra um deus "Figaro" impiedade
Vesgo olhinho a piscar diga tambour-major, Restruge alto acordando os cândidos espíritos
Às glórias do oceano e percutindo os gritos Réus. Ao belo trovoar do magno Trovador
Ouve-se afinação no mundo brasileiro, Acorde tão formoso, hodierno, hospitaleiro, Flamívomo social, encantador. Fulgura Luz de dia primeiro, a nota formosura,
Que ao jeová-grande-abrir faz novo Éden luzir.
Souzândrade
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