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Jimii
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« Resposta #930 em: 01/Ago/09 09:04 » |
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MEU NOVO AGOSTO
Acho que o mundo está parindo As nuvens restaram mudas O luar ficou desatento E o meu passo vai torto Em meio às notícias do frio Chega a mim agosto Independente se eu gosto ou não Mas eu não julgo as coisas pela fama Imprudente que sou Amo estas arvores soturnas Que me olham sob o cinza De nada valem as opiniões humanas Eu piso nas folhas secas Respeito e amo o barulho Quando cruzo o espaço ventoso No agosto me esqueço das paixões estúpidas É tempo de abrir os olhos Metade da vida foi perdida Outra ainda me espera Vou me perder no espaço escuro Esquecido dos tempos anteriores O relógio da torre não funciona mais As horas morreram Em agosto, o pensamento Pára
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« Última modificação: 01/Ago/09 09:10 por Jimii »
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Ita poeta
Membro Intermédio
  
Mensagens: 103
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« Resposta #931 em: 04/Ago/09 00:37 » |
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AQUARELAS
É dificil aceitar que o tempo passe assim tropego e afobado diluido em manchas que chamamos momento uma aqui, outra ali montando um mosaico psicodélico É dificil segura-lo, ou ao menos tantar escorre enfadonho, por entre os dedos respinga em nossas coxas e pernas bambas e lambusa o chão de nossa existência Eu desisto! Resolvi catar um pincel velho e descabelado chafurdar tais manchas e pincelar meu rosto(e o dos outros) em louca alegria com as tintas do destino
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Nilza Azzi
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« Resposta #932 em: 04/Ago/09 13:14 » |
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Questões de um adeus...
Como dizer adeus se as nossas mãos querem permanecer unidas se ainda há pouco foste meu e eu fui tua e até a lua indiferente e fria se enterneceu com nosso amor?
Como dizer adeus quando de lágrimas o teu olhar transborda e me olhas pedindo que não parta a dizer recorda o passado feliz e o futuro que há por desfrutar...
Como dizer adeus se respiramos o mesmo ar e bebemos da mesma água pisamos a mesma Terra e queimamos no mesmo amor?
Como suportar essa a dor da separação se vivo em teu sangue a no meu sangue tu vives de tal sorte que dizer adeus só pode ser a morte?
Nilza Azzi
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Ita poeta
Membro Intermédio
  
Mensagens: 103
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« Resposta #933 em: 05/Ago/09 00:23 » |
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PERDÃO
Estou aqui, aos teus pés de joelhos feridos espero um som, leve murmúrio ou um manejar de cabeça que me ofereça um sim que abra uma fresta em porta já serrada que me de uma lufada em noite de verão estou aqui, sedento de amor e arrependimento
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Ben Sohr
Novato

Mensagens: 33
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« Resposta #934 em: 06/Ago/09 00:34 » |
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Apelo
Dava pra sorrir com tudo o que eu dizia. Era assim que eu via um dia ser feliz! Ontem ou antes me deixaste muito mal e nem saí do leito frio... Hoje é dia tal que nem posso entender o que sucede em mim de fato, garota! Não és garota e o que és pra mim nesse ano tão bonito? Pára de bater assim que me acostumo sem teu cheiro de bebê! Pára de beber da fonte suja e infame que arruinou teu riso! Brigas co’as pessoas rindo e o moço qu’era punk achou de espalhar pro céu! Vamos brincar de novo? Vamos contar estrelas? Aquela ali se chama sonho...
Ben Sohr
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Ben Sohr
Novato

Mensagens: 33
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« Resposta #935 em: 06/Ago/09 00:40 » |
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Hesitação!
Ele comprou direitos de manter cativa a mente dela. Ele é um coitado e eu sinto pena é de mim. Calhandra! Volta! Volta! Volta! Volta! O teu trinado é choro lindo e eu amo! Amo! Amo tanto! Aquela curva é muito aguda pro meu modo de guiar que é louco... Acerta o passo ourives que preciso apunhalar a pedra preciosa, tosco!
Devo instar co’a banda nobre do meu clã? Devo implorar pros maus que levam nuestro nome? Oh! Dúvida que amaina a espia seis de popa! Oh! Dúvida!
Ben Sohr
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Ben Sohr
Novato

Mensagens: 33
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« Resposta #936 em: 06/Ago/09 01:11 » |
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Atestado
Por ti mudava o mundo, o tudo e até eu mesmo... E nem pediste o sacrifício, moça! Se não carburo mais é que a virtude me aprisionou e gostei muito. Num ditirambo agudo e férreo sou capaz de me jogar pra fora. Alegro os olhos que se fartam desses versos duros, Mas por que não ir certeiro co’essa borra em frente? Olha o trem da dor comigo, amiga! Olha a seta encharcadinha desse sangue fraco e sem você!
Olha a decepção sorrindo do lampejo austero que me resta...
Carrego o mundo e o dorso dói. Cadê a força que continha esse meu ser? Pula essa parte que eu não posso suportar de novo...
Ben Sohr
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Karinna
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« Resposta #937 em: 09/Ago/09 13:49 » |
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Estrela sem Lua.* Permitiu... enfim deixou o pranto fluir Deixou que as fibras dessa dor distendessem livres Que fluísse a canção do seu amor em notas chorosas Desse crente e carente coração que tanto insiste. Do delírio que o coração viveu como uma melodia Sonhos que se permitiu viajar no rastro de uma estrela cadente Deixou que esse pranto louco ardesse no peito Lacerasse sem piedade a dor da ferida viva...quase demente. E o pranto inundou a harpa dourada da alma E veio... rompeu em desatino...e no todo a tomou. Cristais gotas lágrimas umedeceram as rosadas e ardentes cordas Já não sente a Lua no sonhador peito inundado... Estrela sem Lua se transformou.
Karinna*
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Jimii
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« Resposta #938 em: 09/Ago/09 15:22 » |
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CARTA PARA O MEU BREVE PAI
O que é que vou dizer, se não te conheci? Sobraram-me vultos na mente e descrições Feitas por parentes e conhecidos mais velhos Que viveram no tempo ao qual não tenho acesso
Como seria o nosso relacionamento? E como eu teria me solidificado Se não houvesse aquele choque anafilático Que te levou antes de um lustro de convívio?
A minha mãe me conta histórias engraçadas De tua raiva se eu mexia em tuas coisas De eu atrás de ti com boné de aviador Não existem fotos destes momentos juntos
Vencer na vida materialmente foi fácil Pois temos rara inteligência de família Duríssima foi a escalada emocional Sem guia eu errei muitas vezes meu caminho
Não consegui ser feliz na vida, papai Desculpa se eu falo com tanta intimidade Eu sei que provavelmente a culpa foi minha Mas eu sigo tentando e a vida continua
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RONALDO RHUSSO
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« Resposta #939 em: 11/Ago/09 00:59 » |
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Entrave cão-miúdo¹!
Era a vez da súbita alforria Desse honrar o feio e o patético! Adequei o ritmo ao inferno; Memento necessário ao crescimento. Onerei pé grande estremecido Da tremenda trave... Ecoou feliz!
Essa mesmice em flashs repetidos, Já não enxerga-lhe a deprê humana! Co’esse eito olhei, não deixou dúvida, Contudo personagem deu as caras.
Toscão esse de Adão perfeito pomo! Cara-boca resta, e é segura...
Ronaldo Rhusso
¹Numa referência ao filme: O homem que enganou o diabo!
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Eritania Brunoro
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« Resposta #940 em: 12/Ago/09 23:41 » |
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LIBERTA-ME
Salve-me daquilo que meus olhos não podem ver, Do soterrar das minhas horas nos teus dias.
Salve-me da escuridão dos meus sonhos, Do erguer das mãos para lugar nenhum.
Salve-me do horizonte sem perspectivas, Do crepúsculo que se torna quase interminável. Avariados estão meus versos nas curvas de cada letra, Que minhas mãos não mais escrevem.
Salve-me da tempestade de pensamentos, Que aos ventos se vão inconstantes. Leva contigo toda dor que possa sair do papel, Todo o esquecimento d'um coração perdido.
Salve-me então de mim mesma, Das minhas agruras e asperezas. Traz-me de volta ao meu enredo inquieto, Para que eu possa de ti, extrair meus versos.
Eritania Brunoro
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RONALDO RHUSSO
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« Resposta #941 em: 13/Ago/09 02:10 » |
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...
Sem métrica e sem rima eu sigo o fã do guitarrista que com fogo e soberania inundou a mente aberta de liberdade musical. Sem métrica e sem rima eu sou só mais um... E não tá bom?
Ronaldo Rhusso
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FATIMA MOTA
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« Resposta #942 em: 14/Ago/09 19:14 » |
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Mágoa
Desvencilhei-me do tolo ciúme que me afligia Descartei o medo de te perder Transpus infinitos abismos E controlei essa aflição insofismável. Leve, a minh’alma habitou-se de ti E teus desejos se acasalaram aos meus E teus anseios escreveram nossa história. Desertei a insegurança E nos confins do meu ser a confiança instalou-se. Não previa a inconseqüente ação A traição desposou-me E despojou-me da minha melhor parte: acreditar. O assoalho do meu coração ainda encontra-se molhado Não choro por me teres traído As lágrimas são pelo deslize De me fazeres desacreditar-te.
Fátima Mota 13/08/09
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Eritania Brunoro
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« Resposta #943 em: 20/Ago/09 12:34 » |
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ENFRAQUECIDO
Finda-me, então, a esperança, Que sendo vã, não mais vagueia. Mesmo que teus versos não se calem, Não tomam forma no soprar do vento. Dissipando tua essência num voo, Chegam sem as forças da tua querência. Nos meus olhos riscados das lágrimas, Perdidos num horizonte qualquer, Repousam displicentes num céu azulado. Fartos, aprumam a nostalgia, Isolados num insistente silenciar Dos sentimentos que desejo soterrar.
Eritania Brunoro
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Augustus Vinícius
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« Resposta #944 em: 20/Ago/09 22:27 » |
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PROPOSTA ACEITA.
Versos livres, me propuseram, Sem rima, sem métrica, sem ritmo. Afirmaram ser prova real, De verdadeiro pendor poético.
Ora, pensei com as minhas entranhas, Nenhuma dificuldade há nisso E não há por que me disponha, Discordar de semelhante exercício.
Confesso porém, já aqui temeroso, Me atrair mais ao paladar, Na métrica, a rima entoar, Pelo encanto do canto no ar.
De qualquer sorte, humilde me explico, Minha poesia não está nestas letras Baralhadas, o preto no branco, Mas, no vermelho do meu coração.
São Luís, 20.08.09
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