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Kate Weiss
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« em: 21/Abr/08 22:04 » |
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“ASPAS”
A função básica das aspas, geralmente, duplas (“ ”), é isolar palavras, expressões, frases, e até mesmo um texto. Quando uma frase começa e termina entre aspas, seu sinal de pontuação deve ficar entre aspas também:
• Vargas terminou sua carta testamento assim: "Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História."
Caso contrário, o sinal de pontuação deve ficar fora das aspas como no exemplo:
• A notícia foi dada pelo “Jornal do Brasil”.
Observação: Se, por acaso, depois de uma frase ou período fechado por aspas, acrescentamos uma nota entre parênteses, o ponto fica no final dos parênteses e não das aspas:
• “Quando tiver de dizer algo sério, não cuide de arranjar somente palavras bonitas” (Goete, Fausto).
USAMOS AS ASPAS -----------------------
1 - Antes e depois de uma citação textual. Seja uma palavra, uma expressão, uma frase ou texto. As aspas, nesse caso, indicam uma mudança de foco. Do discurso próprio se passa ao citado:
• Disse o pintor grego Apeles ao sapateiro que o criticara: “Sapateiro, não passes da sandália!”
• O lema do governo JK era: “Cinqüenta anos em cinco.”
Observações:
a) Podemos dispensar as aspas em citações que realçamos por outro recurso tipográfico, como por exemplo, tipo menor, recuo em relação à margem:
As letras têm, como a política, certo caráter geográfico; mais no Norte, porém do que no Sul, abundam os elemento para a formação de uma literatura brasileira, filha da terra. A razão é obvia: o Norte ainda não foi invadido como está sendo o Sul de dia em dia pelo estrangeiro (O Cabeleira, Prefácio).
b) Se acaso dentro da citação feita ocorrer outra, esta será com aspas simples:
• Osvaldo Ferreira de Melo (1998) aponta para “a necessidade de os indivíduos contarem com a certeza de que seus direitos ‘garantidos’ pela ordem jurídica sejam efetivos”.
c) As citações, quando não colocadas entre aspas, podem constituir plágio.
2 - As palavras estrangeiras (estrangeirismo) devem ser, obrigatoriamente, destacadas, ou por aspas, ou pelo itálico (já comum o uso); ou ainda, pelo negrito:
• Paulo vestiu um “short” branco e foi jogar bola.
• O show foi muito animado.
Observação: Não vêm entre aspas as palavras estrangeiras aportuguesadas. Eis algumas que podem causar dúvidas: Abajur - Álibi - Ateliê – Baguete – Bangalô - Basquetebol - Bege - Bibelô - Bidê - Bifê - Blecaute - Boate - Bói - Boxe - Brevê - Buquê - Capô - Cassetete - Champanha - Chiclete/ Chicle - Clichê - Complô Estêncil - Estresse - Flerte - Fórceps - Náilon - Nocaute – Pingue-Pongue - Pulôver - Suéter - Treiler - Voleibol (ou vôlei: forma abreviada).
USAMOS HABITUALMENTE AS ASPAS -----------------
1 – Para realçar termos, expressões, conceitos e definições que se deseja pôr em evidência. O uso das aspas nesse caso é uma decisão pessoal do escritor:
• Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de “menino diabo”. (Machado de Assis)
• O ministério autorizou o “realinhamento” dos preços.
2 – Para realçar palavras ou expressões irônicas, em sentido figurado e termos populares. Aqui também o uso das aspas é uma decisão pessoal:
• Ele ficou muito “alegre” com a visita da sogra.
— Que é o povo? Um monstro com muitas cabeças, mas sem miolos. E esse “bicho” tem memória curta. (Erico Veríssimo)
Observação: Em vez de aspeados esses termos também podem vir sublinhados, em grifo ou itálico, especialmente se constituídos de um único vocábulo: Ele ficou muito alegre (ou alegre) com a visita da sogra.
3 – Para destacar títulos de livros, revistas, jornais filmes, etc. A preferência, no entanto, é grifá-los em itálico:
• A notícia foi dada pelo Jornal do Brasil.
4 - Os apelidos e os termos de gíria:
• O “Zezinho” está doente.
• Assim me contou o “tira”... ®sérgio
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Ajudaram na elaboração deste manual:
Rocha Lima, Gramática Normativa da Língua Portuguesa.
Agradeço a leitura e, antecipadamente, qualquer comentário.
Se você encontrar erros (inclusive de português), por favor, me informe. Ricardo Sérgio
Publicado no Recanto das Letras em 11/04/2008 Código do texto: T941657
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