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Autor Tópico: Oulipo - Literatura em Potencial  (Lida 2242 vezes)
Amargo
Mensagens: 765


« em: 01/Dez/08 14:33 »

A quem se aventurar, que tal exercícios de Oulipo:

Citar
OuLiPo (Ouvroir de Littérature Potentiel, algo como oficina de literatura em potencial) é uma corrente literária formada por escritores e matemáticos que propõe a libertação da literatura, aparentemente de maneira paradoxal, através de constrangimentos literários.
Surgida na França no ano de 1960, seus principais autores são Raymond Queneau, François Le Lionnais, Italo Calvino e Georges Perec, entre outros.
Seus autores procuram propor regras para suas produções literárias tais como escrever um romance inteiro utilizando uma só vogal (Les revenentes, de Georges Perec), utilizando ao máximo a linguagem oral (Zazie no Metrô, de Raymond Queneau), entre outras restrições.


fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Oulipo


Minha primeira contribuição:



Cinco bolas de Neve

O ar que nada supre sugere verdade concerne igualdade
E no seu puro choro carece vagueia perplexo escondido
À fé sem nada poder sequer lutando entender esperança
É na sua neve polar figura cravada mistério espessado
O nó tão mais velho espera impulso espelhar sapiência


« Última modificação: 02/Dez/08 14:16 por Amargo » Autenticado
Vitor de Silva
Mensagens: 492


« Resposta #1 em: 01/Dez/08 16:02 »

psgmcbrdzlvgt
cdsnhdpttrsrgp
lmsmmqbrrmsm
fchdrdcrç 

  psgm cbr  d   zl  vgt
  cd  snh  d  pt  tr  srg
pl  msm  m  q   brr
  msm  fchdr  d  crç 

  psgm cbr  d   zul  vgt
  cd  snh   d  pt  utr   surg
pl  msm  m  qu  brr
  msm fchdur d crç 

  psgm cobr  d   zul  vgtç~o
  cd  sonho do pot  outro surg
pl  msm m~o qu   brr
  msm  fchdur  do corç~o 

  pisgm cobri  d   zul  vgtç~o
  cd  sonho do pot  outro surgi
pl  msm m~o  qu   briri
  msm  fchdur do corç~o 
             
  pisgem cobri  de  zul  vegetç~o
  cd  sonho do poet  outro surgi
pel  mesm m~o que  briri
  mesm  fechdur  do corç~o



Excelente tópico Amargo. Eu me arrisquei...

Último conserto em 04.12.08 - 21:13hs
« Última modificação: 04/Dez/08 21:13 por Vitor de Silva » Autenticado
Nilza Azzi
Mensagens: 5.350


« Resposta #2 em: 01/Dez/08 17:30 »

é
era
eivado
ehu! segue
éssedo estuário
essoutro essivo excessivo
Autenticado
Nilza Azzi
Mensagens: 5.350


« Resposta #3 em: 01/Dez/08 18:30 »

a
b
a b
a b c
a b c d e
f g h j i
Autenticado
Amargo
Mensagens: 765


« Resposta #4 em: 01/Dez/08 19:11 »


Pêndulo

Nesta hora que um céu mais atura,
Outra jura não há por maus fatos.
Estes atos tal pá que arde usura,
Tomam cura que ao mel cede matos.

Passa nato aos de tão crua frota,
Busca cota sem fé das mais frias.
Estes dias dão pé por quem brota,
Segue rota eis se não teme crias.

Nesta azia que ao vil paço entoa,
Cante atoa seu nó que urge crivo.
Então vivo tão pó que orbe enjoa,

Tanto ecoa ora em mil seja ativo.
Sendo vivo não vê seu mais brado,
Neste dado nem lê que hoje alado.


Neste caso, utilizei a seguinte ordem de letras por palavra:
5 4 3 2 3 4 5
Criando uma imagem pendular, ou uma parábola. Além, claro, de manter o ritmo (3º, 6º e 9º) sílabas tônicas e rimas encadeadas.

Autenticado
Amargo
Mensagens: 765


« Resposta #5 em: 02/Dez/08 11:49 »



Pilares

O meu verso imperfeito qual, é,
Se fez fé, sem razão noutro eu,
Tal Morfeu alusão quis ser pré,
Ante o pé, de um respeito ateu.

Verbo meu, quiproquó sem timão,
Brusca mão que apraz em efeito,
Bradou, feito um rapaz, azarão,
União do rondó com o seu jeito.

Este leito é o maná lá de trás,
Vão lilás entreposto a seu pró,
Do que um nó isto posto seu ás,

E é o fugaz desde um A até o ó.
De filó traça o verso e não há,
Um será entre o berço e nem pá.



Neste, busquei iniciar a finalizar com palavras onde o número de letras estivesse crescente, formando pilares.
Devo admitir que o sentido não ficou legal.
Autenticado
Nilza Azzi
Mensagens: 5.350


« Resposta #6 em: 04/Dez/08 17:49 »

Shiiiiii.....

a
paz
quieta
do silêncio
me faz bem à alma
enquanto busco algum repouso
num momento de tranquilidade rogo ao céu
achar na vastidão do silêncio a única saída para a solidão
a solidão sem remédio que jamais terá fim nos cantos da alma aprisonada nesta teia de ilusões
« Última modificação: 04/Dez/08 18:04 por Nilza Azzi » Autenticado
Amargo
Mensagens: 765


« Resposta #7 em: 04/Dez/08 18:02 »

Nilza, qual a técnica utilizada?
Autenticado
Nilza Azzi
Mensagens: 5.350


« Resposta #8 em: 04/Dez/08 18:10 »

Nilza, qual a técnica utilizada?
Seguir os números da série Fibonnaci:1,1,2,3,5,8,13,21,34...
para as sílabas poéticas.
Foi por isso que recebeu o nome de Fibhaïku... em inglês, Fibbing.
O número de sílabas de cada verso corresponde à soma do número
de sílabas dos dois versos anteriores.
« Última modificação: 04/Dez/08 23:16 por Nilza Azzi » Autenticado
Fiore Carlos
Mensagens: 1.904


« Resposta #9 em: 04/Dez/08 20:06 »


Be-a-ba

A
BA
B
A
BA
P
AI
B
A
BA
M
AE
B
A
BA.



Publicada no livro "Lua", em 1993.
Autenticado
Fiore Carlos
Mensagens: 1.904


« Resposta #10 em: 04/Dez/08 20:20 »

Perdão

É!
Incapaz,
Sem saber da existência
De um caminho real sob o céu,
Por instantes pairou forte luz. Querubins?
Era a fonte do amor, de algo grande, sem fim.
Os espinhos do mal, sobre o réu
Não têm vez. Na clemência,
Surge a paz.
Fé!


Publicada no Recanto das Letras em 29/09/2007.
Código T673080.


*****


Perdão

É!
Incapaz,
Sem saber da existência
De um caminho real sob o céu,
Por instantes pairou forte luz. Querubins?
Era a fonte do amor, de algo grande, sem fim.
Os espinhos do mal, sobre o réu
Não têm vez. Na clemência,
Surge a paz.
Fé!

Publicada no Recanto das Letras em 29/09/2007.
Código T673080.
« Última modificação: 04/Dez/08 20:22 por Fiore Carlos » Autenticado
Edgar Quintarelli
Mensagens: 69


« Resposta #11 em: 06/Dez/08 00:01 »


Treze degraus.

E
Eu
Não
Tomo
Rumos
Comuns.
Prefiro
Arriscar
Percorrer
Pedregosos
Territórios
Considerados
Desconhecidos.
Autenticado
Fiore Carlos
Mensagens: 1.904


« Resposta #12 em: 06/Dez/08 00:23 »





É

Uma
Leve
Lição.
Tarefa
Simples.
O

Tem
Suas
Faces.
Poesia.
Desafio.
« Última modificação: 20/Fev/09 23:36 por Fiore Carlos » Autenticado
Paulo Camelo
Mensagens: 4.650


« Resposta #13 em: 06/Dez/08 00:27 »

Vai-Vem

Vim,
nasci
por amor
e nesse amor
eu desabrochei
e vivi, e chorei,
e sorri, com tanto amor,
pois nesse mundo, a caminhar,
amor que norteia o meu passo
é forte, é imbatível, tentador.

A vida, no entanto, é sofrimento
e corrói, e destrói, desilude
o eterno amor que habita em nós
e transforma em desamor;
e, com choro e soluço,
eu me abandonei
e me entreguei
sem amor,
fiquei...
só.

15/10/1993

Não está com a formatação original. Não sei fazê-la aqui.
Sai de uma a dez sílabas e retorna de dez a uma.
Era para fazer um losango.
Autenticado
Edgar Quintarelli
Mensagens: 69


« Resposta #14 em: 06/Dez/08 00:39 »

Dando uma forcinha pro mestre!


Vai-Vem

Vim,
nasci
por amor
e nesse amor
eu desabrochei
e  vivi,  e   chorei,
e sorri, com tanto amor,
pois nesse  mundo,  a  caminhar,
amor   que  norteia  o   meu   passo
é   forte,    é     imbatível,     tentador.
A  vida,   no   entanto,   é   sofrimento
e    corrói,     e    destrói,   desilude
o eterno amor que habita em nós
e transforma em desamor;
e, com choro e soluço,
eu me abandonei
e me entreguei
sem amor,
fiquei...
só.

15/10/1993

Não está com a formatação original. Não sei fazê-la aqui.
Sai de uma a dez sílabas e retorna de dez a uma.
Era para fazer um losango.
« Última modificação: 06/Dez/08 00:46 por Edgar Quintarelli » Autenticado
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