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Marcelo Bancalero
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« em: 02/Nov/09 23:15 » |
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Queria que o mote fosse "homenagens postumas" àqueles que se foram de nossas vidasHomenagem Póstuma a meus Pais
Quero aqui fazer minha póstuma homenagem A Papai e Mamãe que partiram cedo demais A ambos eu tive por pouco tempo nessa vida Mas hoje o coração já aceita a perda em paz
Queria agradecer por tudo o que fizerem O que estava dentro de suas possibilidades Sei que algumas atitudes ficaram escondidas De ambos os lados por trás de meias verdades
A correria da vida foi culpada por palavras não ditas Que teriam me confortado quando vocês partiram Mas hoje, nesta simples poesia eu as quero eternizar Para que ouçam no céu o que aqui não ouviram
Por vocês eu sempre me senti múi amado Mesmo que não soubesse como demonstrar E meu amor, nem sempre teve chances de aparecer Mas o homem de hoje saberia como contornar
Sou o que sou por que venho de boa semente Que ao seu tempo pode assim frutificar Obrigado pelo legado que minh’alma permeia Por ter algo para a meus filhos poder deixar
Marcelo Bancalero
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« Última modificação: 02/Nov/09 23:19 por Marcelo Bancalero »
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RONALDO RHUSSO
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« Resposta #1 em: 03/Nov/09 02:29 » |
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RIP
Foram tarde? Foram cedo? Não me atenho a esse enredo... Sinto é falta de alguns bons para mim e para alguns... Mas se foram e eu penso neles como transeuntes nobres! Alguns foram muito pobres, mas não sei se isso conta... Almas belas, eis que tinham e eu tou mais pro interior. Onde estão? Onde é direito: pó ao pó e o sopro lindo ao Altíssimo voltou. Lembro risos, choros (poucos)... Lembro que foram pra mim companheiros na viagem, mas pra eles digo, enfim, receberam o descanso merecido ou não... Se foram.
Ronaldo Rhusso
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Tetita
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« Resposta #2 em: 03/Nov/09 05:50 » |
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A criança que fui ainda vive em mim
Fui uma criança feliz minha alma recolheu alegria no suave perfume que inebriou meus primeiros anos de vida Foram o esteio que escorou o meu caminho para que a finalidade alcançasse Enxameada de doce mel bom manancial dourado vertido no meu ser Esses primeiros anos foram fermento que cresceu entre a terra e o azul infinito em auroras de claridade nesse amor acrescido que fez de mim a pessoa que hoje sou E uma calma total me inebria nesta solidão que me envolve Ergo as mãos ao céu e louvo a Deus que me deu o acalento e a harmonia num ambiente ameno onde cresci para a vida E louvo os meus progenitores que me transmitiram valores para que nunca o vale da ignorância conhecesse e nas suas mãos bem segura de todo o mal me desviaram Apesar de já os não ter comigo Ainda me acolho no abrigo do seu eterno carinho que vive no meu coração.
De tta 03~11~09
MOTE:Homenagem Póstuma a meus Pais
Enviado por: Marcelo Bancalero
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Mardilê Friedrich Fabre
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« Resposta #3 em: 03/Nov/09 10:53 » |
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À Minha Mãe
Reconheço, mãe, que tinhas razão. Machucou-me o mundo com crueldade. Não acreditei. Peço-te perdão.
Querias poupar-me. Não entendi. Procedi com tanta infantilidade! Afogo-me no vazio de ti.
Ante o espelho, procuro traços teus. Vejo teu sorriso nos lábios meus.
Dói menos no coração a saudade E vaza em mim tua felicidade.
Mardilê Friedrich Fabre 03/11/2009
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Isabel Nocetti
Membro Jr.
 
Mensagens: 62
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« Resposta #5 em: 03/Nov/09 13:57 » |
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Lembranças
Almas tantas são levadas Umas querem, outras se recusam Ninguém é dono de nada Brigam, lutam, querem muito E tudo fica Viramos cinzas, viramos pó E do que nos valeu? Se nada nos pertence eternamente...
Nos tiram belas almas Arrancam de nós entes amados Amanhã ao olharmos estamos sós Aqueles que um dia amamos não deixaremos de amar Mais torna-se apenas lembrança...
Mais as lembraças ficam presentes Algo sempre nos faz recordar É pena que a vida é curta e para muitos não conseguimos declarar E apenas as lembranças do que poderia ter sido Sabendo que destes entes jamais o tempo nos arrancará!
Isabel Nocetti
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Karinna
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« Resposta #6 em: 03/Nov/09 14:35 » |
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Partiram*
e há apenas saudades não há saudades boas não há saudades más há saudades que nos abismam e que viajam em soluços surdos nos olhos e pingam em sorrisos...
Karinna*
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« Última modificação: 03/Nov/09 14:44 por Karinna »
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Regina Bertoccelli
Membro Intermédio
  
Mensagens: 171
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« Resposta #7 em: 03/Nov/09 15:14 » |
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AO AMIGO AUSENTE
Difícil aceitar tua partida, tão trágica e repentina. Sem tempo pra despedida, partiste desta vida. Com o coração em ruína, sinto-me só e perdida. Difícil aceitar tua partida, tão trágica e repentina. Minha alma sem saída, ofusca-se na neblina. Que o tempo cure a ferida, que venha a luz divina. Difícil aceitar tua partida...
Regina Bertoccelli
P.S: Rondel dedicado ao amigo e poeta Maurício Santanelli que faleceu dia 10/4/2009 vítima de um trágico acidente. Que sua alma descanse nos braços do Criador. Saudades...
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Augustus Vinícius
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« Resposta #8 em: 03/Nov/09 20:18 » |
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AOS MEUS PAIS
Nem melhores, nem piores, só meus pais... Humanos, falíveis, minha boa herança, Doces, amáveis, atentos, normais, Dos filhos, cega e total confiança.
Meus amados pais, onde é que estais? Meu ser, minha alma, busca essa aliança, Quer esse amor, sem desistir jamais, Que tão preciosa, a procura não cansa.
A vida os levou ao termo final, De resto, como tudo, o que é normal. No entanto, seu viver jamais foi em vão,
Muito mais que fé, paz e educação, Na sua passagem meteórica, astral, Deixaram seu amor, incondicional.
Rio, 03.11.09
Augustus Vinícius
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Diana Goncalves
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« Resposta #9 em: 03/Nov/09 21:51 » |
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AOS QUERIDOS E AOS OUTROS
“Não pensem que o inferno é um lugar quentinho com um monte de gente dançando, cantando, atendendo celular, comendo, bebendo, brigando, escrevendo, fazendo poesia. Não, porque isto não é o inferno, isto é o céu. Porque no céu é que tem festa, alegria, confusão. Por que no céu é que tem gente. No céu tem mais de uma pessoa. O inferno é quieto, parado. Se no inferno tivesse mais de uma pessoa, não seria inferno, já seria céu. Porque no inferno estamos sozinhos, solitários; e a única coisa que nos faz companhia no inferno é o silêncio, nosso silêncio interior, o silêncio do nosso egoísmo, da nossa mesquinhez. Lá reina a solidão da nossa falta de amor e solidariedade”. Foram com essas palavras que o celebrante terminou a última missa, no feriado de segunda feira passada, dia de finados. Cheguei ofegante para não estar muito atrasada, peguei ainda a missa já em curso, mais ainda válida. Não queria faltar a esta festa onde meus queridos estariam presentes entre os homenageados, sendo Ele o Maior dEles. Eu O conheci como um Ser de Amor e esta Sua face me cativou e marcou para sempre. Jamais pensei Nele apartando-se de mim. Se houve momentos de profundo abismo entre nós, foi por minha causa, provocados pelas circunstâncias e incompreensão entre mim e os humanos na intercorrência do caminho. Orei pelos meus pais, a quem devo a oportunidade de vir à consciência neste mundo presente. Desejei que eles estejam no lugar que minha Fé me diz que já estão. Imagino que seja na Luz, na Misericórdia, na Bondade e no Amor do Divino. Acrescentei especialmente o pai do meu filho, aquele, que escrevia poemas e cartinhas inusitadas. Ele era ateu, mas tinha suas nuances, como todos. Foi ele quem me falou da capela da Nossa Senhora do Sim, na igrejinha perto de onde eu morava. Menciono alguns outros nomes, de pessoas especiais. Aos que tenho até medo de lembrar, para não dar muita chance ao inimigo, eu entrego à Sua justiça e Sabedoria. E porque o ritual segue e no tempo das falas não há espaço para muitos nomes, inventei um jeito de incluir todo mundo, estendendo a lembrança aos antepassados, aos parentes, aos amigos e afins. Ao sair, encontrei amigas e juntas cumprimentamos o celebrante que saia da nave, por tão feliz inspiração. Ele agradeceu apertando afavelmente nossas mãos. Caminhamos pela Avenida Paulista. Na entrada do Center Três, um artista de rua dava um show de sapateado, sobre um pequeno tablado de menos de um metro quadrado. Joguei um trocado no chapéu, ele agradeceu com uma mudança rápida no ritmo dos pés. Um vento brando refrescava a noite sob o horário de Verão. O céu exibia uma lua cheia, escandalosa, oferecida, parecia querer invadir a minha janela. Olhei fixamente para o céu; um arrepio percorreu-me desde os pés até os fios de cabelo. O infinito me assusta...
Diana Gonçalves 03.11.09
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Mariaw
Membro Jr.
 
Mensagens: 68
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« Resposta #10 em: 03/Nov/09 21:59 » |
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Aos que cruzaram nossos caminhos
Já fui criança... Tenho vívidas na memória estas lembranças Faz bem lembrar... Não tem porque não falar
Falar de pessoas queridas Que quando partiram deixaram feridas Mas o tempo restaura... Reaviva minha aura.
Todos que passaram Mesmo por momentos Nada foi por engano... Nem para trazer tormentos
Deixaram lições Que aplico no dia a dia... Deixaram no meu coração Esta saudade querida
Mariaw 03.11.2009
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« Última modificação: 03/Nov/09 23:01 por Mariaw »
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Joseph Shafan
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« Resposta #11 em: 03/Nov/09 23:16 » |
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ESCOLHAS  Estive PENSANDO sobre o que estava VENDO e OUVINDO e, com isso, SENTINDO o MOMENTO de VIDA. Perdi-me no PERFUME da NATUREZA que invadia-me o PENSAMENTO enquanto RESPIRAVA um SENTIMENTO, que num REPENTE foi quebrado por um MOVIMENTO de um pássaro levantando vôo, o qual acompanhei-o. Assim, nesse SABOR, REFLETI que podemos fazer algumas ESCOLHAS nessa PASSAGEM pela TERRA, como por exemplo ADMIRAR ao invés de invejar e AGRADECER ao invés de murmurar, porque, nessa HUMANIDADE, muitas das vezes, quando há acontecimentos desagradáveis, nos voltamos contra AQUELE que nos dá TUDO, inclusive a VIDA e reclamamos dizendo que ELE não faz nada para MELHORAR, o que é um contra-senso. Além do mais, VENDO até a escuridão e OUVINDO até o silêncio, é bom SABER que a vida ETERNA não se limita pela terra. Por isso, desse modo CREIO, enquanto PASSAMOS por aqui, se estiver quente ou frio, com chuva ou estio, será sensato MARAVILHAR-SE. Joseph Shafan
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