PLEONASMO
Pleonasmo é também um caso de repetição, mas que envolve uma redundância. Quer dizer, no pleonasmo há uma repetição desnecessária, tanto do ponto de vista sintático quanto do ponto de vista semântico.
Superfluidade, inutilidade.
Em certos casos têm emprego legítimo, para conferir à expressão mais vigor, ou clareza.
Exs.: Vi com estes olhos que a terra há de comer;
“Vi claramente visto o lume vivo / Que a marítima gente tem por santo” (Luís de Camões, Os Lusíadas, V, 18);
“entraram no coche, carruagem sua especial dele.” (Camilo Castelo Branco, O Judeu, I, p. 117);"
“A vida continua. É seu ofício dela.” (Antônio Carlos Vilaça, O Anel, p. 99)."
Aos rapazes, deu-lhes dinheiro.
Apresenta um pleonasmo: "aos rapazes" e. o pronome "lhes" exercem exatamente a mesma função sintática dentro desta oração - de objeto indireto. Dizemos, então, que há um pleonasmo do objeto indireto.
Veja outros exemplos:
As minha. roupas, quero até arrancá-las!
Os termos "minhas roupas" e "las" exercem a mesma função sintática - de objeto direto. Neste caso, há um pleonasmo do objeto direto.
Realmente, as catástrofe sociais só podem provocá-las as próprias classes dominantes.
Os termos "catástrofes" e "las" exercem a mesma função sintática - de objeto direto.
Luzia Monique
Publicado no Recanto das Letras em 05/11/2009
Código do texto: T1906599