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Fanfic - Eu monitor chefe?? Não!!! - cap 11 - Tudo culpa minha! - parte I

Fiquei andando meio sem saber para onde por algum tempo quando ouvi uma vozinha conhecida vinda de uma sala:
 
- Preciso ver o diretor. - dizia baixinho.
 
Entrei na sala receoso e lá encontrei uma menina agachada no canto da sala chorando, seus cabelos ruivos me eram familiares.
 
- Você esta bem? - perguntei me aproximando devagar.
- Me deixa sozinha! - ela pediu ainda chorando.
- Você quer ir até o diretor? Eu te levo... - eu me ofereci.
- Não posso ficar perto de você a Lily vai brigar. - disse a menininha.
- Conhece a Lily? - perguntei surpreso.
- Conheço. - ela respondeu finalmente me olhando e aqueles olhos são inconfundíveis ao meu ver. Aqueles esmeraldas conhecidas me fitaram cheias de lágrimas.
- Você é uma irmãzinha da Lily? - eu perguntei estranhando a semelhança alias a única diferença era a idade, a pequena a minha frente não aparentava ter mais de cinco ou seis anos.
- Não sou irmã. Mas sou uma Evans! - a menina me disse nervosa igual à Lily sempre fica.
 
Eu fiquei olhando confuso para a pequena Evans a minha frente que ainda me fitava com aqueles olhos esmeraldas.
 
- Qual seu nome? - perguntei me sentando ao lado dela que já não chorava mais.
- Por que tantas perguntas Tiago? - ela me retrucou a pergunta.
- Como sabe o meu nome? - perguntei realmente surpreso.
- Sei tudo sobre você. - ela respondeu sorrindo.
- Não quer que eu te leve até a Lily? - eu perguntei ainda sem entender.
- Eu briguei com a Lily. Não quero mais falar com ela. - disse a pequena emburrada cruzando os braços na altura do peito.
- Você que é a Mini? - perguntei arriscando.
- A Lily me chama assim! - a pequena me respondeu dando de ombros.
- Porque você brigou com a Lily? - eu perguntei curioso.
- Por que ela não aceita o obvio. Isso é discriminação... Só por que eu sou pequena.
 
Eu não me agüentei e  comecei a rir.
 
- E você ainda ri da minha cara! - disse a Mini emburrada.
- Quantos aninhos você tem?
- Não sei... Devo ter a sua idade... - ela respondeu pensativa.
- Tiago Potter! - ouvi a voz do Sirius me chamando.
- O Sirius não dá um tempo para nós...
 
Ri mais um pouco com o que a pequenina me disse e atendi o espelho de duas faces para falar com o Sirius:
 
- O que foi Sirius? - perguntei ainda rindo.
- A Lily na cama com febre alta desmaiada e você rindo? - perguntou ele nervoso.
- É que você não viu a Mini ainda. Ela é uma gracinha! - eu disse sorrindo.
- O que é Mini afinal? - a Lene perguntou colocando o rosto no espelho.
- Mini, dê um olá para a Lene e para o Sirius. - eu disse virando o espelho para a pequena ruiva.
- Olá gente. - disse a pequena sorrindo para o espelho.
 
Logo vi a cara dos dois ficarem muito engraçadas, a boca aberta dava até para entrar moscas, os olhos quase saltando para fora do rosto.
 
A Mini começou a rir junto comigo feito uma doida. Tínhamos que rir da cara dos dois, não é?
 
- Fechem a boca... - eu pedi ainda rindo.
- Onde vocês estão? Nós vamos até aí! - disse a Lene na mesma hora.
 
A Mini me fez que não com a cabeça e com a mão.
 
- Nós já vamos até a enfermaria. Nos esperem lá. - eu respondi desligando.
- Obrigada! - ela respondeu sorrindo e me abraçando. - Você é muito legal! Não sei por que a Lily não namora com você logo, eu iria gostar da idéia!
- Por que ela não gosta de mim. - eu respondi e vi a Mini fazendo uma careta.
- Ela não sabe o que esta perdendo... - respondeu a pequena sentando no meu colo de lado e me abraçando.
- Esta com sono? - eu perguntei para ela quando a mesma se aconchegou no meu ombro.
- Só um pouquinho... - a pequena respondeu já com a voz embriagada de sono.
- Estou vendo... - eu respondi rindo e lhe acariciando os cabelos.
 
Logo a pequena ruiva adormeceu no meu colo. Foi a chance perfeita para que eu a levasse para a enfermaria.
 
Quando cheguei lá todos já estavam a nossa espera. A ruivinha estava enrolada na minha capa parecia mais uma boneca.
 
- O que é isso que estava carregando? - perguntou o Remo.
- Essa é a Mini. - eu respondi colocando a pequena na cama ao lado da Lily.
- A Lily tem uma irmãzinha mais nova? - a enfermeira perguntou sem entender.
- Ela disse que não é irmã da Lily. - eu respondi e arrumei a ruivinha na cama que abraçou a Lily e voltou a dormir.
- Ela é o que então? - perguntou o Sirius observando as duas.
- Ela disse que se chama: Mini Evans. - eu respondi cansado.
- Mini Evans? Estranho... O que ela é da Lily? - perguntou o Remo pensativo.
- Não sei... Mas ela sabe tudo sobre a Lily e sobre nós... - eu repondi também intrigado com os fatos.
- Vejo que foi inevitável a separação... - disse a voz tão conhecida do diretor entrando na enfermaria acompanhado pela professora Mcgonacall.
- Não deixa as duas juntas senhor Potter. - pediu a professora Minerva.
 
Eu logo peguei a pequena ruiva nos braços e a levei para outra cama, mas ela acordou.
 
- Sabe quem é ela professor? - perguntou a Lene para o diretor.
- Essa jovenzinha nos braços do senhor Potter é um pedaço da senhorita Evans. Para ser mais exato a Mini como ela se denomina é a consciência, ou o coração da senhorita Evans.
- Mas como a Lily consegue tirar a consciência dela? - perguntou o Sirius confuso.
- Ela só tirou o pedaço que a incomoda, mas isso foi graças à força do pensamento dela. A senhorita Evans deve ter tomado alguma poção para se livrar do que não queria se lembrar, apagar alguma coisa da memória, e aconteceu isso. - explicou Dumbledor mostrando à pequena já sentada observando tudo no meu colo.
- Não sou a parte problemática... A Lily que é... Ela não aceita o obvio. Todo mundo sabe, mas ela não vê! - respondeu a ruivinha aborrecida.
- Por que você e a Lily brigaram? - eu perguntei.
- Desculpe, mas isso só ela pode responder. - me respondeu à ruivinha.
- Vamos acordar a Lily e perguntar para ela. Assim acabamos de vez com essa história maluca. - disse a Lene se levantando e indo até a cama da Lily.
- Não será possível acordá-la. - disse a enfermeira cabisbaixa.
 
Eu dei um pulo da cama e a pequena só não caiu porque agarrou o meu pescoço.
 
- Como assim não vamos acordá-la? - eu perguntei assustado segurando a ruivinha pelas pernas.
- Ela esta no que os trouxas chamam de coma. Ela esta viva, porém não responde a nada. - respondeu a enfermeira.
- Lily! - eu gritei desesperado me aproximando da cama.
- Calma Tiago nós vamos dar um jeito. - disse o Sirius me puxando enquanto a Lene tirava a outra ruiva das minhas costas.
- Ela não pode fazer isso comigo... - eu disse já com os olhos cheios de lágrimas.
- Não se preocupe. Nós não sabemos como acordar a jovem Evans, mas temos aqui alguém que sabe. - disse o diretor tentando me acalmar.
- Quem? - eu já perguntei desesperado.
- A pequena ruiva de olhos verdes no colo da sua amiga. - respondeu a professora Minerva.
 
Me virei automaticamente para ver a ruivinha que me observava com os olhos tristes.
 
- Mini... - chamei me aproximando dela. - Eu preciso acordar a Lily... Ajude-me! - eu pedi.
- Acordar ela para que? - perguntou a pequena me olhando profundamente.
- Você sabe que eu preciso dela, não sabe? - eu perguntei pegando naquelas pequenas mãos.
- Desculpe Ti, mas ela não te merece... Esquece ela! - ela me pediu limpando uma lágrima que cismou em cair dos meus olhos.
- É melhor lhe dar uma poção calmante senhor Potter. - disse a enfermeira me afastando da pequena.
- Não quero uma poção... Eu quero a Lily de volta! - eu disse já desesperado.
 
Logo eu já estava tomando uma poção e me senti um pouco mais calmo.Quando voltei para perto do pessoal eles estavam brincando de stop com apequena ruiva.
 
- Cansei desse jogo... Você só ganha! - reclamou o Sirius.
- É por que eu sou a parte inteligente da Lily. - respondeu à pequena. - Tiago! - ela disse feliz correndo para me abraçar.
- Ela gostou de você. - disse o Remo rindo.
- Mini eu preciso acordar a Lily. Ela não pode ficar dormindo para sempre. - eu disse para a pequena que fechou a cara.
- Ela vai brigar comigo! - disse a ruivinha quase chorando.
- Eu não deixo. - eu respondi a abraçando.
- Faria isso? Defenderia-me da Lily? - perguntou a Mini feliz.
- Com toda a certeza. - eu respondi sem nem ao menos cogitar outra hipótese.
- É só pedir para ela voltar. - respondeu à pequena me abraçando.
- Só isso? - eu perguntei desconfiado.
- Só. - ela respondeu dando de ombros.
 
Fui contar para todos:
 
- É só pedir para ela voltar que a Lily acorda.
- Tem que ser alguém que ela ame muito. - completou a Mini.
- Fácil... Convocamos os pais dela aqui. - disse o Sirius na mesma hora.
- Vou chamar o diretor. - disse o Remo já de pé.
- Eu... - eu comecei.
- Você vai ficar brincando comigo. - disse a Mini me puxando para uma cama afastada da Lily.
- Cuide das duas Evans, Tiago! - disse a Lene rindo.
- Vou ficar maluco! - eu respondi brincando.
 
Logo só restávamos as duas Evans, eu e a enfermeira no local.
 
A enfermeira estava examinando a pequena ruiva com a varinha enquanto eu a distraia com histórias trouxas que a Lily adora.
 
Logo vi meus futuros sogros entrando na enfermaria e corri para esconder à ruivinha.
 
- Vamos brincar de esconde-esconde! - eu disse para ela. - Você se esconde primeiro. - eu sugeri quando a ruivinha saiu correndo para se esconder.
 
Logo sai para cumprimentar meus sogros.
 
<i>Futuros sogros!</i>
 
- Bom dia senhor e senhora Evans. - eu disse gentilmente apertando a mão do pai da Lily e beijando a mão a mãe dela.
- Você deve ser o famoso Potter! A Lily passa as férias inteiras falando de você! - disse a senhora Evans.
- Ela fala de mim? - eu perguntei surpreso.
- Fala de mais. - disse a senhora Evans sorrindo.
- Diz que não te suporta. - completou o pai da Lily me deixando chateado.
 
Sai chateado do lugar e fui para o meu quarto. Eu realmente pensei que ela estava gostando de mim. A pequena ruivinha deu a entender isso, mas eu me enganei.
 
Fiquei algum tempo lá deitado quando vi a pequena entrando no meu quarto:
 
- Desistiu de me procurar?
 
Sinceramente eu havia até me esquecido de procurá-la. Ela se parece com a Lily, mas não é a MINHA ruiva, ela age como uma menina de dez aninhos, que é o que ela aparenta ter.
 
- Desculpe Mini, mas você é muito boa nesse jogo. - eu disse rindo quando ele abriu o maior sorriso.
- Como diz meu amigo... Eu sei que sou de mais! - ela disse imitando o Sirius.
- Vem aqui... - eu pedi e a pequena veio correndo deitar comigo.
 
Ficamos algum tempo assim e eu acabei dormindo, acordei com a Lene no meu quarto, escutei algumas vozes distante e fingi estar dormindo:
 
- Ele dormiu! - escutei a vozinha da pequena ruivinha séria.
- Mas temos que acordá-lo. Você sabia que chamamos os pais da Lily, e tedos que ela gosta, até mesmo nós já fomos pedir para ela acordar e ela nem se mexeu...?
- Eu disse que tinha que ser alguém importante para ela. - disse a pequena dando de ombros.
- Você sabe quem teria que ser essa pessoa, não sabe? - perguntou a Lene agachando ao lado da minha cama.
- Sei... - ela respondeu dando a entender que não iria falar.
- Não vai me contar quem é? - perguntou a Lene.
- Não posso! Se a pessoa não acreditar que é importante para a Lily ela não irá acordar. - respondeu à pequena.
- Só falta uma única pessoa falar com a Lily... - a Lene comentou.
- Não vou deixá-lo ir. - disse a pequena nervosa.
- Sabia que se a Lily não acordar você também pode morrer? – perguntou a Lene para a pequena.
- Mas eu não quero que o Ti vá falar com ela! – disse a pequena emburrada fazendo manha.
- Sabia que vocês são uma só? Ele ama as duas do mesmo jeito... – disse a Lene carinhosamente.
- Não ama... Ele prefere ela... – disse a pequena quase chorando.
- Não é verdade! Se fosse verdade ele estaria lá com ela ao invés de ficar aqui com você!
- Mas... A Lily não sabe se o ama... Eu sei! – a pequena disse chateada.
- Por isso você tem que ficar com a Lily. Para ajudá-la a ver o que esta mais obvio... Vocês duas amam o Tiago e estão brigando desse jeito por causa disso. – escutei a Lene dizendo

Acho que eu estava ficando maluco. Não é possível que a Lily me ame e aconteceu tudo isso por que ela não aceita isso...

<i>Até que enfim você percebeu que ela te ama.</i>

<u>Demorou Tiago!</u>

“Elas me amam!” – gritei mentalmente explodindo de felicidade.

- Vamos Mini... Você precisa voltar a ser uma só... Eu ajudo o Tiago a convencer a Lily... – disse a Lene novamente.
- Convencer a Lily que o Tiago não quer brincar com ela? Difícil! Ela fica repetindo isso toda hora.
- Eu sei... Mas você sabe muito bem que ela quis ir à lua cheia para a casa dos gritos para ver qual a preocupação que o Tiago tem com ela.

Agora estava mais do que explicado por que a Lily quis tanto ir a lua cheia... Era para ficar comigo... Eu ainda não estou acreditando nos meus ouvidos...

Até que essa mania de fingir que estou dormindo não é tão má... Eu estava me lamentando por que a Lily não me ama, e no final ela esta passando por tudo isso por que me ama...

Esperem aí! Ela ficou doente por minha causa? Eu faço mal a Lily!

Não tive muito tempo para pensar em mais nada porque a conversa das duas já havia terminado e elas já estavam me chamando para acordar:

- Tiago! – chamou a Lene.
- Ti! – chamou à pequena Evans.
- Tiago... – chamou a Lene me sacudindo levemente.

Fui obrigado a fingir que acordei. Olhei parecendo sonolento para as duas que me olhavam sorrindo:

- Só falta você falar com a Lily. – disse a Lene sorrindo.
- Sobre o que? – eu perguntei fingindo não saber de nada.
- A mulher da sua vida esta de cama e achamos que você é o único que pode acordá-la.
- Não vai dar certo... - eu disse chateado.
- Tem que dar certo... - disse a Lene apreensiva.
- Mas não vai dar! - eu disse já me irritando com a situação.
- Tiago Potter... Você tem que ir falar com ela. - disse a Mini irritada.
- Falou igualzinho a Lily agora. - comentou a Lene rindo.
- Somos uma só! - respondeu a Mini envergonhada. - Você vai falar com ela querendo ou não... - me disse a Mini autoritária.
 
Do jeito que ela falou eu fiquei com saudades da minha Lily, mas não poderia ter esse tipo de sentimentos, não mais! Teria que esquecer a Lily de uma vez por todas... Como amar alguém e prejudicá-lo?
 
Se amar é sempre querer o melhor para a pessoa amada, já esta mais do que obvio que me arrependi amargamente de algum dia querer tela em meus braços... Prefiro vê-la com outro do que deitada naquela cama inconsciente por minha inteira culpa.
 
Quase que adivinhando o que se passava por minha mente a pequena a minha frente veio até mim com uma expressão que ainda não consigo decifrá-la, seus olhos antes brilhando de emoção agora estava calmos e serenos, aquele ar de irritação já havia partido e no lugar se via nitidamente aquela segurança que dificilmente era encontrada na Lily com tanta alvidez.
 
Cheguei a recear meu encontro com ela, pois aquela Lily era algo novo para mim, passe tantos anos a observar meu objeto de desejo que um simples ato que eu não programasse vindo dela já me assustava.
 
A pequena se aproximou com um leve sorriso no rosto, agachou ao meu lado na cama e cochichou suavemente em meu ouvido.
 
- A Lily precisa de você, não a abandone agora... Sei como deve estar se sentindo, não se esqueça que não sou humana e tenho mais sensibilidade quando a pequenas coisas. Sei que vocês se completam e que a Lily te ama, assim como você a ama também.
 
Sorri para ela entendendo perfeitamente o que ela queria dizer, mas ainda não estava certo se era mesmo o certo ir falar com a Lily.
 
Finalmente eu tinha o que eu mais cultivei nesses últimos anos, eu tinha o amor da ruiva, mas de repente aquilo já não importava tanto assim, não que eu não a amasse e não a quisesse em meus braços, mas pelo fato deu trazer somente coisas ruins para ela. Era inaceitável vê-la doente por minha causa, aquilo pesada como uma pedra me esmagando.
 
Mas me levantei e fui em direção a porta. Vi a Lene expressar um sorriso enorme no rosto quando eu sai do meu quarto.
 
Aquela sensação de estar prejudicando a Lily estava afastada, mais ainda estava dentro de mim.
 
Quando cheguei à enfermaria vi que todos queriam me deixar sozinho com a Lily, pois logo saíram. Até mesmo a enfermeira não permaneceu no ambiente.
 
Aproximei-me da cama com cautela, não sabia o que esperar dali por diante.
 
Olhei para os lados com receio a procura de mais alguém e ali estava a pequena Evans, cujos cabelos estavam ainda mais vermelho do que de costume, aquele sorriso doce em seus lábios me davam uma certa confiança que eu ainda não possuía para olhar diretamente para a Lily.
 
Tomei o maior susto quando parei para observar a ruiva deitada na cama a minha frente.
 
Sua pele antes clara e levemente rosada, agora estava tão pálida que parecia não ter mais vida  sangue que deveria correr em suas veias, parecia ter sido sugado. Seus cabelos não refletiam mais os raios do sol como os da Mini. Pousei minha mão sobre a dela e logo senti aquele frio gelado me penetrar rapidamente, além de pálida ela esta fria como a neve.
 
Olhei para a pequena sentada na poltrona próxima de mim ela ainda mantinha aquele leve sorriso no rosto, voltei a olhar para a minha doce Lily desfalecida na cama e uma grande dor no peito me atingiu, nada mais naquele momento me importava além dela.

Minhas crenças de que estava lhe fazendo mal não importavam diante do que eu estava vendo aquele momento. Meu coração parecia estar congelado junto com as pequenas mãos de minha amada.
 
Agachei-me ao lado de cama dela e não resisti, abracei aquele corpo desfalecido e todo o calor do meu corpo pareceu passar para ela de uma forma que ninguém saberia explicar. Senti grossas lágrimas descendo de meu rosto descontrolavelmente as palavras saíram sem eu perceber:
 
- Se puder me ouvir, Lily... Não conseguiria viver sabendo que você esta nesta cama, não saberia  viver sem poder olhar para o seu sorriso doce todas as manhãs, sem poder escutar a sua voz, mesmo que gritando comigo todos os dias, ver essas esmeraldas mesmo que me fitando com desdém já é o suficiente para me manter vivo. Viver sem ter você ao meu lado não é vida, é simplesmente manter o corpo reagindo, mas sem ter um coração no peito. Volte para mim, necessito te ver mesmo que de longe, só assim meu coração terá motivo para continuar batendo em meu peito.
 
Assustei-me quando senti o calor do meu corpo voltando, soltei a Lily imediatamente pelo susto.
 
- Não se preocupe logo ela acorda! - disse a Mini com aquele mesmo sorriso simbólico no rosto.

Não sabei por que, mas aquela pequena ruiva me passou tanta confiança que meu estado de animo começou a voltar ao normal.
 
Pequenas lágrimas ainda escorriam em meu rosto quando reparei que o sol entrava pela janela semi-aberta e vi o motivo da minha alegria abrir lentamente os olhos estranhando o ambiente.
 
Quando nossos olhos se encontraram pude ver, como se estivesse em câmera lenta, um lindo sorriso sendo estampado naquela pele que lentamente recuperava a cor rosada.
 
A abracei novamente com todas as forças que eu tinha em meu corpo.  A abracei como se nunca mais pudesse fazer isso novamente.
 
- Tiago, mais devagar... - ouvi um fio de voz me pedindo e logo soltei a Lily.
- Desculpe... - eu pedi assim que a soltei e fiquei contemplando aqueles olhos que para mim brilhavam mais do que nunca.
- Já fiz a minha parte! - disse a pequena se colocando de pé para sair da enfermaria.
- Mini? Volte aqui! - pediu a Lily tentando se sentar na cama, mas ainda estava fraca de mais para isso.
- Melhor eu deixar vocês dois conversando... - a Mini respondeu fugindo da Lily.
- Temos que resolver uns assuntos... - a Lily disse nervosa.
- Ele já sabe do que se trata... Eu falei que ele era mais esperto do que você julgava ser... - a Mini respondeu, tenho certeza que se referia a mim.
- Obrigado! - eu agradeci, e logo a Lily ficou vermelha igual aos seus cabelos.
- Ah, Lil... Graças a você ele desistiu de nós... - disse a Mini emburrada saindo da enfermaria.
 
Logo que ela abriu a porta o Sirius caiu de cara no chão, então estava mais do que na cara que ele estava escutando atrás da porta junto com o resto do pessoal.

- Como assim ele desistiu? - perguntou o Remo com a cara fechada.
- Melhor deixá-los conversarem... - disse a Lene puxando todos para fora de novo e mantendo a Mini lá dentro.
- Eu quero sair... - disse a Mini emburrada batendo na porta.
- Você fica... Você tem que conversar com eles também.. Quem sabe assim você e a Lily se entendem...
- Mas ela não quer me ouvir... - reclamou a pequena ruiva.
- Ela vai ouvir... - eu disse fazendo a pequena me olhar.
 
Logo estamos os três frente a frente, a Lily sentada na cama, a Mini sentada nos pés da Lily e eu olhando as duas sentado na cadeira ao lado da cama.
 
- O que ela disse é verdade? - perguntou a Lily com um olhar triste.
- Nem sim nem não. Lil, eu... - eu comecei, mas não sabia como terminar.
- Você não deveria ter escutado aquela conversa... Não era para você saber! - reclamou a pequena ruiva fazendo um bico como uma criança.
- Que conversa? - perguntou a Lily que ao mesmo tempo estava brava e curiosa.
- Ele escutou quando a Lene afirmou que nós duas brigamos por que você não aceita seu amor por ele, o que eu já falei que é uma idiotice. Quantas vezes vou ter que repetir que o amor dele é verdadeiro? - perguntou a Mini revoltada
- Fique quieta! - pediu a Lily nervosa.
- Ficar quieta por quê? Ele já sabe de tudo Lílian... Sem contar que já esta na hora de alguém me escutar... Não é por que eu sou pequena que vão fingir que não existo!
- E porque eu deveria acreditar? Você só conta mentiras... - a Lily disse irritada.
- Só conto mentiras? Quando eu te disse uma mentira? Quando eu falei que o Victor não prestava eu estava mentindo? Quando eu disse que o Remo tinha algum segredo que você tinha que saber, eu menti? Quando eu te falei que a Marlene ama o Sirius e você tinha que ajudar ela a falar com ele, eu menti? Quando eu te falei para estudar mais animagia, eu estava mentindo também?
- Não mentiu, mas quando se refere ao Tiago você fica obcecada. - a Lily respondeu nervosa.
 
Aquela discussão das duas já estava me deixando irritado.
Vanessa S
Publicado no Recanto das Letras em 11/05/2008
Código do texto: T985500

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Sobre a autora
Vanessa S
São Pedro/SP - Brasil, 18 anos, Escritora Amadora
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