Fanfic - Eu monitor chefe?? Não!!! - cap 11 - Tudo minha culpa - parte II
- Obcecada? Eu te falo a mesma coisa por anos e você não parou nem ao menos para verificar se eu estava dizendo a verdade.
- Lógico que parei para reparar... - replicou a Lily já gritando de tão nervosa.
- Reparou? Então percebeu que ele não fica com ninguém a mais de dois anos... Verificou quando eu disse que ele se preocupava com você? Verificou quando eu disse que ele deve beijar super bem? - indagou a Mini nervosa.
- Verifiquei sim que ele não fica com ninguém... A Lene não para de repetir.
- Mas foi preciso a sua melhor amiga lhe falar várias vezes para você começar a reparar.
- Não é verdade... Eu fui atrás para saber se era verdade o que a Lene disse.
- Não interressa Lílian... E você procurou saber se ele se preocupa com você como eu te disse?
- E você acha que eu insisti tanto em ir à lua cheia por quê? Eu estava com medo do que poderia acontecer, você sabe disso, mas não, eu fui me arriscar para saber se você estava me dizendo à verdade.
- E constatou o que? Eu nunca menti para você! - revidou a pequena ruiva já gritando exaltada.
- Você não diz a verdade sempre... - reclamou a Lily.
- E quando eu menti? Quando eu disse que ele beija bem? - perguntou a Mini revoltada.
- Não entra no caso... - desconversou a Lily.
- O que foi? Esta com vergonha de admitir na frente dele que ama quando ele te rouba um beijo no corredor e só bate nele para ele não perceber o quanto você gostou?
Essa parte da conversa estava até que interressante para mim.
- Eu... - começou a Lily já vermelha como um pimentão.
- Vamos Lílian... Admita! - pediu a Mini já quase que com uma ordem.
- Não tenho que obedecer você! - gritou a Lily nervosa.
Agora eu me irritei... Aquela briga das duas estava indo longe de mais.
- Meninas.. - eu comecei, mas elas não deixaram que eu terminasse.
- Não é obedecer, é seguir o bom senso. - reclamou a Mini.
- Ruivas... - tentei mais uma vez, mas novamente não deixaram.
- Bom senso? Você não tem bom senso Mini. E o que eu sinto pelo Tiago só interressa a nós duas...
- Lílian Evans... Ele tem o direito de saber... Não vai me dizer que aquela foto dele no seu quarto é para espantar moscas... Você fica olhando para a foto durante horas...
- Garotas... - tentei mais uma vez, mas elas cismavam em fingir que eu não estava ali.
- Não são horas... São minutos... - respondeu a Lily me impressionando com tal resposta.
- Evans! - gritei parando a briga das duas. - Finalmente! Por que vocês não pararam de brigar? Ou pelo menos de falar de mim como se eu não estivesse aqui? - perguntei já estressado.
- Desculpe! - pediram as duas.
- Diz para ela que você desistiu de nós... - pediu a Mini com os olhos marejados.
- Viu como você mente de mais? Não é possível que isso tenha acontecido bem agora... - indagou a Lily também com os olhos marejados.
- Não é bem assim... Eu só vi que o melhor para vocês é me ter longe... - eu respondi calmamente, mas não adiantou muito, por que as duas já estavam chorando, a Mini estava chorando alto e a Lily silenciosamente. - Perfeito! Fiz as duas chorarem! - reclamei para mim mesmo.
Abracei as duas ruivas a minha frente que ficaram chorando no meu ombro.
Aquela situação já estava ficando estranha!
- Me desculpem... - eu pedi já sem saber o que dizer. - É que por causa da briga de vocês eu me senti culpado e...
- Que briga? Não estamos brigando... – disseram as duas juntas cínicas.
- Não estão? - eu perguntei rindo e sem acreditar.
- Estamos só discutindo qual o melhor jeito de... - começou a Lily.
- De você tirar essa idéia maluca de nos esquecer da cabeça. - completou a Mini.
- Só vou tirar essa idéia maluca da cabeça quando e se vocês voltarem a ser uma só. - eu respondi me levantando.
Logo escutei uns gritos de saudação na porta. Provável que alguém estivesse escutando atrás da porta e gostaram do que eu disse.
Eu me levantei e sai da enfermaria fazendo o Sirius cair de cara no chão novamente quando eu abri a porta.
- As deixem sozinhas... - eu pedi para todos fechando a porta as minhas costas.
Todos ficaram me olhando com curiosidade então resolvi dizer:
- Ela ficará bem... Não se preocupem. - eu disse me sentando no chão ao lado da porta.
- Você descobriu que ela te ama, entrou em crise se deveria ou não ficar com ela, provável que tenha resolvido o problema da Lily e fica assim? - me perguntou a Lene inconformada.
- Sabe de uma coisa? Vou tomar um belo banho, dormir um pouco por que daqui algumas horas já será natal, e quando a Lily melhorar eu quero estar bem bonito e cheiroso para ela. - eu disse me levantando e rumando sentido a torre da grifinória.
Pelo que fiquei sabendo nesse meio tempo que eu tomei banho e fui dormir a Mini sumiu e a Lily ficou ardente em febre novamente, acho que isso era sinal de que as coisas iriam voltar a ser como antes, ou não.
Assim que acordei fui até a cozinha e comi em belo banquete do que sobrou do almoço, afinal com toda essa confusão eu não jantei, não tomei café da manhã e nem almocei, fui comer alguma coisa já eram quase três da tarde.
Encontrei-me com a Lene quando eu estava saindo da cozinha:
- Esse era seu jeito lindo para a Lily? Eu gostei! O Sirius deveria ficar assim... - a Lene me disse sorrindo.
Eu estava com aquela mesma roupa da festa do pijama, ou seja, só de calça de moletom.
Ouviu Sirius? Sua namorada me acha gostoso!
<i>Não tem problema... Veados não são problemas para mim...</i>
- Obrigado Lene! - respondi sorrindo. - Vou me arrumar depois. Sabe da Lily?
- Até ha pouco ela estava na enfermaria, ainda com um pouco de febre.
- Mas e a Mini? - perguntei preocupado.
- Até onde o diretor me explicou as duas voltaram a ser uma só como todos nós somos...
- E qual será o veredito? - perguntei me referindo a ela gostar de mim ou não.
- Ainda tem dúvidas? - perguntou a Lene me confundindo ainda mais.
- Tenho dúvidas... - eu disse incerto.
- Espere até a ceia... - me respondeu a Lene com um sorriso maroto.
- Vai ter baile? - eu perguntei empolgado.
- Mais ou menos. A professora Minerva disse que iremos ter uma festa, mas como são poucas pessoas... - respondeu a Lene feliz.
- Já entendi! - eu respondi fazendo sinal de positivo. - Te vejo mais tarde então.
- Não se esqueça... A festa começa as sete. - gritou a Lene enquanto eu andava pelo corredor para voltar para a torre da grifinoria.
- Estarei lá! - eu gritei em resposta.
O pouco que restava do dia passou se arrastando, minha ansiedade para ver minha querida ruiva estava fazendo as horas passarem como anos. Fiquei deitado na cama olhando para o teto e pensando como seria esse natal... Não tinha certeza de nada a não ser que minha vida poderia mudar a qualquer momento. Para melhor ou para pior? Não saberia lhe responder naquele momento.
Meus pensamentos iam e vinham, da Lily para a guerra contra Voldmort, de Voldmort para Hogwarts, do castelo para a Lily novamente.
Quando percebi as horas novamente já eram seis e meia. Sai correndo para um banho, e fiquei parecendo uma mulher, pois demorei quase quinze minutos para escolher uma roupa.
<i>Você parece uma mulher de qualquer jeito... Não precisa demorar para escolher roupa para se parecer com uma...</i>
<U>Infelizmente desta vez o Almofadinhas esta certo Pontas!</u>
Vou fingir que vocês não me interromperam.
Finalmente achei a roupa apropriada para a ocasião. Uma calça jeans preta, meu tênis preto e uma blusa de gola vermelha.
Estava tão nervoso que preferi não ir sozinho para o salão. Fui até o quarto e eu e o Remo descemos juntos. Quando chegamos os professores já estavam por lá. A Lene e o Sirius estavam dançando uma música lenta que tocava graciosamente no salão.
O Remo me abandonou e foi conversar com a nossa querida Tonks que também estava passando o natal por lá, por pura coincidência, ou era o que tínhamos que pensar.
Fiquei perdido em pensamentos quando novamente não avistei a Lily no salão. Resolvi me sentar sozinho em um canto para pensar na vida.
Vi o Remo e a Tonks indo dançar e logo em seguida o Sirius e a Lene vieram falar comigo:
- Por que essa cara de enterro? É natal... Vamos festejar! - disse o cachorro pulguento.
<i>Não sou pulguento!</i>
- Não esta vendo que ele não quer ficar feliz Six? - perguntou a Lene abraçando o namorado.
- Não quer ficar feliz? Isso tudo é abstinência de uma certa ruiva. - resmungou o Sirius beijando a Lene.
- Que coisa mais romântica... Por que vocês não se beijam em outro lugar? - eu perguntei já me aborrecendo.
- Melhore essa cara. A Lily virá. - me disse a Lene sorrindo quando parou de beijar o Sirius.
- Virá? O que adianta ela vir se ela decidiu que não sirvo para ela? - perguntei revoltado.
- E lá vem ele com mais uma crise de "não sou bom o bastante para a Lily". - reclamou o Sirius. - Bobagem... Pare com isso Pontas... Vai dar tudo certo!
- Vai dar tudo certo? Acho melhor eu ir para a minha cama novamente. Não sei o que estou fazendo aqui! - eu disse já me levantando.
- Não vou deixar você sair daqui! - disse a Lene me empurrando para que eu me sentasse novamente.
- Marlene eu estou perdendo tempo... - eu disse chateado pensando que a Lily havia me esquecido.
- Perdendo tempo? Irá perder o amor da sua vida se sair daqui. - disse a Lene revoltada.
- Já perdi o amor da minha vida! - respondi já sem esperanças.
O relógio marcava oito horas quando perdi as esperanças de vê-la naquele lugar. A sensação era muito estranha. Parecia que faltava alguma coisa dentro de mim, mas não sabia o que era.
Essa sensação logo foi embora quando vi aquela ruiva parada na grande porta do salão principal olhando em minha direção.
Fiquei paralisado por aquela ruiva... Estava mais bela do que de costume. Uma calça preta fazia contraste com a blusa verde esmeralda que combinava perfeitamente com aqueles olhos que tanto amo.
- Vai lá! - disse a Lene me colocando de pé.
- Se você não for falar com ela eu mesmo vou! - me ameaçou o Sirius.
Fui ao encontro da Lily e ela vinha ao meu encontro. O mundo pareceu parar quando ficamos frente a frente.
Pela primeira vez na minha vida eu não sabia o que dizer. Só conseguia lhe olhar nos olhos.
- Não vai dizer nada? - ela me perguntou sorrindo envergonhada.
- Esta melhor? - perguntei ainda deslumbrado com tamanha beleza.
<i>Ele já começou a ficar romântico!</i>
- Muito melhor. Graças a você! - ela me respondeu sorrindo.
- Graças a mim que você ficou doente... - eu comentei chateado.
- Não fale bobagens... Eu é que não sabia exatamente o que pensar. - ela respondeu sem me olhar.
- Você esta muito linda! - comentei sem ter o que dizer.
- Obrigada! - ela respondeu timidamente. - Você também esta muito bonito! - completou ficando mais vermelha que a minha blusa.
- Não quer dançar? - perguntei não tendo certeza se tocava no assunto namoro naquele momento.
- Adoraria! - ela me respondeu e logo olhou para a Marlene que sorriu piscando o olho direito.
Ficamos dançando por algum tempo, mas a Lily não parecia tão feliz assim.
Quando o relógio marcou dez para a meia noite o diretor chamou todos perto da banda para escutar as músicas natalinas.
O salão estava dividido em alguns casais. O Remo e a Tonks estavam sentados de mãos dadas conversando. A Lene e o Sirius estavam abraçados sorrindo um cara o outro. E a Lily estávamos apenas um ao lado do outro escutando a música.
Logo começamos a contar os segundos para o natal. O Sirius agarrou a Lene e lhe deu um daqueles beijos demorados. O Remo abraçou a Tonks feliz, mas não vi nenhuma aproximação romântica. Já eu fiquei com receio de abraçar a Lily. Ainda não tínhamos falado sobre o tão esperado assunto.
Eu tinha muitas dúvidas na minha cabeça que me impediam de tomar qualquer atitude, mas não foi necessário.
Quando todos começaram a se cumprimentar por causa do natal a Lily se afastou de mim rapidamente para cumprimentar a todos.
Naquela hora tive certeza que o amor que ela sentia foi embora junto com a pequena Mini.
Afastei-me um pouco do pessoal e fiquei olhando a janela e a neve que caia do lado de fora do castelo, as luzes da pequena Hogmead ao longe estavam lindas, mas meu coração despedaçado.
Neste péssimo estado de animo eu senti pequenas mãos delicadas tocarem minha barriga me abraçando.
Virei-me para ver quem é e fiquei a centímetros da Lily que me olhava com um sorriso tímido nos lábios.
- Não vai me cumprimentar? - ele me perguntou.
- Feliz Natal ruivinha! - eu disse a abraçando.
Como era bom senti-la em meus braços pela última vez. Aquele perfume que por tantos anos me embriagava já estava começando a me enlouquecer novamente quando resolvi me afastar dela para não cometer nenhuma besteira.
- O que houve? - ela perguntou quando tirei meus braços da sua cintura e me afastei mais um pouco dela.
- Ruivinha hoje percebi o quanto você me fará falta, mas já que escolheu assim não vou mais insistir no assunto. - eu disse já melancólico me virando para sair do salão.
Sem a Lily ao meu lado o natal para mim havia acabado.
Senti os dedos delicados da Lily rodeando o meu pulso para me segurar.
- Você não vai desistir assim, vai? - ela me perguntou parecendo desapontada.
- Estou fazendo o que você sempre quis. Depois do que houve com você me convenci que mesmo sem querer eu não lhe faço bem, pelo contrário eu te fiz ficar doente, te fiz chorar naquela enfermaria, eu não suporto a idéia de te fazer mal, por isso prefiro me afastar de você!
- Só preciso que me fale olhando nos meus olhos que não me ama mais! - ela me pediu.
- Não posso dizer isso, pois ainda te amo, mas não se preocupe... Com o tempo isso passa, ou espero que passe. - eu respondi tristemente me virando para ir embora.
A coisa mais incrível aconteceu naquele momento. Senti a Lily me puxando pelo braço e no instante seguinte senti seus lábios finos tocarem os meus pedido passagem.
Aquele beijo que demorou apenas alguns segundos foi o melhor beijo da minha vida. Apesar da surpresa por ela ter me beijado correspondi ao beijo como se minha vida dependesse daquilo.
<i>Olha a Lily que comandando a relação dos dois!</i>
Aquele gosto que só senti com os curtos e turbulentos beijos roubados era ainda melhor do que naquele época.
As mãos da minha ruivinha que antes me empurravam para longe agora me traziam para perto, aquela boca que sempre me rejeitou agora procurava a minha docemente.
Nos separamos por escutar aplausos.
- A Lily que teve que te beijar... Que vergonha para os marotos! - brincou o Sirius.
- Olha quem fala! - eu retruquei.
- É isso aí garota! - disse a Lene rindo e cumprimentando a Lily.
- Eu não sou o único a perder a aposta! - comemorou o Sirius feliz da vida.
- Podemos saber o que é essa aposta? - perguntaram as meninas com as mãos na cintura curiosas.
- Logo vão saber... - respondemos enigmáticos.
N/A: olá gente... Obrigada pelos comentários e elogios... Fico feliz que estejam acompanhando e gostando.
Posto mais assim que der
bjão
Vanessa S
Publicado no Recanto das Letras em 11/05/2008
Código do texto: T985504
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