A luz da vida
Poetas, afinal o que são poetas? Almas a expressarem o demodée para uns poucos, dizer do lúdico a uns poucos lunáticos? Uns diriam que é a porta para o tédio, na berlinda da vida, outros dirão ser uma hipotética maneira de dizer que o amor é eterno, que as flores são belas e que o romantismo é fictício e que todas estas definições estarão extintas quando o poeta extinto estiver. Olhando assim, pensa o pessimista que o virtuoso poderia ocupar o dom para coisas úteis... Poetas são irremediavelmente românticos, expressarão sim o demodée, o modernismo, o atual e o futuro, não dizem só do lúdico e jamais falarão somente a lunáticos, a porta para o tédio para o poeta, é um coração incapaz de ver a beleza num lindo luar, num por de sol, e nunca ficaria na berlinda da vida vendo e conjeturando se isto ou aquilo é real ou não, o poeta reveste a realidade do surreal, e o inexistente passa a ter vida, nas palavras do poeta, palavras feitas com alegria, movimento, e em nada está certo o pessimista, tudo que o poeta pensa, cria e faz ver, nunca estarão extintos quando o poeta estiver extinto, mas não sabe o pessimista que tudo que o poeta vê, tudo que o poeta faz, passarão as eras como um raio contagioso, espalharão pedaços dele pelo tempo. E então a 100ª geração do pessimista, verá a mesma alma que seu antepassado a mil anos viu, e pela eternidade tentará entender, ao invés de tornar-se poeta por pelo menos um segundo de sua existência. Pode o poeta não ser mais que um mensageiro, mas inegavelmente a poesia é a luz que ilumina todos os caminhos e todas a vidas do poeta.
Violeta Parra xxeasxx
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| Malgaxe |
Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1905008 |
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